16 de jul de 2016

Cap 57 - A Espada de Jesus - Parte 7

A RESSURREIÇÃO

“35MAS ALGUÉM DIRÁ: COMO RESSUSCITARÃO OS MORTOS? E COM QUE CORPO VIRÃO? 36INSENSATO! O QUE TU SEMEIAS NÃO É VIVIFICADO, SE PRIMEIRO NÃO MORRER.” I CORÍNTIOS 15:35-36

“42ASSIM TAMBÉM A RESSURREIÇÃO DENTRE OS MORTOS. SEMEIA-SE O CORPO EM CORRUPÇÃO; RESSUSCITARÁ EM INCORRUPÇÃO. 43SEMEIA-SE EM IGNOMÍNIA, RESSUSCITARÁ EM GLÓRIA. SEMEIA-SE EM FRAQUEZA, RESSUSCITARÁ COM VIGOR.” I CORÍNTIOS 15:42-43

A morte é o instrumento da ressurreição, é onde está um dos aspectos da chamada ressurreição.

Se você pensar bem, todo o evangelho propõe a morte para a ressurreição de uma nova estrutura.

Sem morte não existe ressurreição, não se origina uma nova vida. Não existe mudança sem morte. Para se ter ideia, sem a morte não há como herdar, sem morte não existe herança. É preciso que morra o elemento para que a herança se faça presente.

O morrer implica em ressurreição em novas bases. É a morte que vai gerar a ressurreição de uma postura nova e melhor para o indivíduo. Não se dá a estruturação de uma nova vida sem a eliminação da vida anterior. Jesus, quando se entregou ao gólgota, sabia que o gólgota eliminaria o seu corpo físico, mas que garantiria a sua ressurreição em novos ângulos da vida. Deu para acompanhar?

A morte não é a eliminação definitiva, é desativação de caracteres por uma proposta nova de vida. É a morte de uma expressão vivencial fazendo emergir nova estrutura vivencial, em novas bases.

Esse processo de morrer, ser crucificado e renascer não é um problema que tem que ser levado à cruz. 

Para viver melhor tem que morrer e a morte não é eliminação do ser, é o respaldo intrínseco do ser. 

Não existe ressurgimento em novas bases se não houver uma morte de estrutura vivencial de nossa parte. Não existe ressurreição sem morte. E, sendo impossível a ressurreição sem morte, é preciso estiolar-se o corpo anterior, o corpo não material. Este é o lance, o que estamos trabalhando, porque toda a ressurreição em nova base representa a mortificação das condições anteriores. É o que nós estamos fazendo, elaborando. Temos operado com a finalidade de eliminar a vida anterior.

A vida nova mais harmônica, mais feliz e vibrante que nós buscamos apenas vai se expressar mediante a desativação de caracteres antigos que não atendem mais.

Sem sepultarmos as nossas convenções passadas e fazermos surgir uma nova dimensão de vida não há progresso. Se não matarmos a vida anterior não conseguimos eleger a vida em nova dimensão. Porque a morte pressupõe a vida em outra conotação, em outra expressão, em outro enfoque. Então, feliz é aquele que prevê a ressurreição e trabalha na desativação da estrutura antiga para edificar uma nova atitude.

E na medida em que a morte opera o aniquilamento da forma de ser e de viver a nova mensagem vivenciada promove a ressurreição em nova posição. Cada morte corresponde a uma ressurreição. 

E é o indivíduo que vai se levantar como filho em outra posição mental, a mostrar que a morte, no seu sentido moral, no seu sentido intrínseco, é a grande oportunidade de cada criatura para que ela reviva em uma posição diferente e melhor.

Vamos raciocinar juntos: O que vem após a morte? Não é a ressurreição? Não existe uma morte e uma ressurreição? Preste atenção, nós não estamos nos referindo àquela ressurreição tradicional, religiosa, dogmática, mística. Nada disso. Nós estamos falando da ressurreição como a recomposição do nosso destino.

A nova vida, com a plenitude e a beleza que o evangelho sugere, ela tem que ser implantada em função da ressurreição, pois não tem como a gente manter uma dualidade de vida. Concorda? A dualidade de vida é algo indigesto, entristecedor, cria dramas profundos para nós, embora não tenhamos às vezes como evitar certos momentos de transição pelo qual todos passamos ao longo da jornada. 

A morte, como a perda de componentes intrínsecos de vivência e segurança, implica na descoberta de nova vida. O componente novo passa a incorporar o nosso terreno, passa a ser o nosso valor, e os reflexos que dominavam o nosso território íntimo perdem autoridade, ficam enfraquecidos e desativados, embora não sejam extirpados.

Esse mecanismo é um mecanismo constante, é uma dinâmica que não cessa nunca. 

A todo momento, a toda hora, a todo dia, se não tiver morte não tem ressurreição, não tem nova vida. A cada morte surge uma ressurreição. Não existe ressurreição sem morte.

Agora, o problema maior, sabe qual é? O problema não é ressurgir o novo, o problema muitas vezes é que nós idealizamos o novo, nós queremos o novo, conhecemos o novo e nos encantamos com ele, todavia não queremos abdicar do velho.

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