24 de jul de 2016

Cap 57 - A Espada de Jesus - Parte 8

O PROCESSO

A vida é um processo de eleição pessoal, não é? Então, eu estou aqui, eu estou tranquilo, eu estou vivendo a minha vida. Tudo o que eu sei, tudo que eu faço, o que eu sinto, a somatória disso tudo constitui a minha vida e eu estou irradiante com a minha vida.

Só que aconteceu uma coisa: um componente novo chegou até mim de maneira informativa e revelou que o que eu estou vivendo é uma vida que está em perigo, que tem que ser eliminada. E eu acolhi essa informação como sendo importante e necessária para o meu crescimento. Quer dizer, eu reconheci que tem coisa que estou fazendo e que eu resolvi que não vou fazer mais.

Até agora ou até meia hora atrás aquilo era instrumento de vida para mim, no entanto agora passou a ser instrumento mórbido, passei a considerar aquilo como sendo uma questão perigosa para minha harmonia. Eu achava que estava certo ao fazer aquilo e descobri que já não tem mais nada a ver. Isso não acontece?

O conteúdo que nos visita, que chega de fora a nível informativo, é instrumento capaz de produzir a morte. Esse conteúdo é o que promove a morte, promove a desativação de um reflexo que era expressão viva dentro de nós para dar lugar a uma nova expressão que entra no plano de vivência. Em outras palavras, o fator visitado por uma luz mais radiante constitui o que está sendo entre à morte. Ficou claro? É ele que é entregue à morte. E o plano operacional é que vai matá-lo.

Logo, nessa morte são os próprios indivíduos que estão alterando a fundamentação de vida.

Um estudo como este, por exemplo, opera a morte, ou, se quisermos ser mais preciso, entrega à morte. 

Nós estamos estudando e gradativamente concebendo novos sistemas de vida. A gente aprende e sai, de alguma forma, com uma sentença de morte. Não sai? Saímos com ela decretada nas mãos.

E à medida em que aprendemos, o que temos que fazer? Colocar em prática. Implementar.

Porque o que vai operar a morte é a atividade de cada instante no contexto em que estamos engajados. Só podemos ressurgir em nova concepção de vida quando o reflexo anterior se encontra praticamente neutralizado, morto, pela vivência do novo. Resumindo: o nosso conceito, que até então era a nossa expressão de vida, é o que é entregue à morte. Certo? Que precisa ser desativado. E a nossa maneira de viver, nos moldes desse novo valor assimilado, é o que mata. À partir daí, sim, nós tomamos posse do novo componente.

Toda orientação que nos visita, e que é capaz de nos fazer evoluir, vem de patamar superior. Não vem de outro lugar. E uma guerra é quase que imediatamente travada, é instaurada à partir dessa busca de melhoria. Essa guerra surge para se poder conquistar o piso desse terreno original de emissão que almejamos.

Veja bem, nós ficamos aqui embaixo, todos nós, cada qual no seu piso habitual. E ficamos namorando e almejando o piso de cima. O piso de cima passa a ser o nosso objetivo. 

Só que uma coisa é ficarmos visualizando o piso que queremos e outra coisa é nos empenharmos na conquista desse terreno. Deu uma ideia? Quando visualizamos o terreno nós nos entregamos à morte e a aplicação desses valores é que vai criar o novo homem. Todavia, o novo homem não tem o nome de homem, porque homem é o ponto de baixo. O novo homem é chamado de filho do homem. 

E é exatamente na aplicação, na vivência do novo, quando os componentes antigos se sentem em perigo, que surge a guerra. É aí que se instaura a guerra. E essa guerra opera dois fatores: mata a antiga postura e vivifica a nova posição. Na hora que começamos a penetrar no terreno desejado nós passamos a matar as insinuações do homem velho, pois para se viver no piso de cima tem que desativar o de baixo.

Este assunto não é fácil, mas o processo se dá da seguinte forma: recolhemos a informação e operamos a informação. 

E se soubermos adotar o conteúdo proposto e seguir em frente, aí sim, é que entra a morte em vida. Matamos a nossa maneira de ser e ressurgimos numa nova maneira de ser. 

No momento em que começamos a investir na faixa interior de nossa personalidade, usando de forma adequada a força de vontade e o espírito de sacrifício pessoal, mudamos a configuração de nossa vida toda. Com o tempo, de forma gradativa, os padrões velhos vão perdendo força, passam a ficar em plano secundário e acabam sendo desativados.

Deu para entender isto? Aqueles que conseguem avocar os novos valores, com persistência e atentos ao campo da vigilância, sem cederem aos valores antigos que passam a pressionar a todo momento, vão conseguindo pela luta íntima atingir a meta.

O conhecimento entrega à morte e a vivência desse conhecimento gera a morte.

Mas tem um detalhe que não podemos nos esquecer: nem sempre essa morte acontece na hora. Muitas vezes ela demora para operar. A gente conhece isso bem. A vida vai dando as cutucadas, vai chamando a criatura para a mudança, vai chamando de diversas maneiras para ela mudar, até que ela um dia, mais cedo ou mais tarde, ela acaba tendo que ceder à necessidade de avançar. Acaba cedendo ao imperativo do progresso, porque temos que ir à frente.

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