31 de ago de 2016

Cap 58 - Como Estudar o Evangelho (2ª edição) - Parte 2

RELIGIÃO II

Vamos pensar juntos: se o problema da iluminação exterior mereceu e continua merecendo tanto esforço da inteligência e raciocínio, não podemos também desconsiderar o problema da iluminação íntima, deixando-o à margem de nossas necessidades.

Nada é finalístico e tudo caminha para uma melhoria contínua. O homem lá atrás procurava a unidade básica da matéria, não procurava? Ele achou o átomo e ficou feliz de tê-lo achado, no entanto, não conhece de todo a energia que mantém a linha de relação dos elétrons com os núcleos, embora sabe que para além do elétron e do núcleo existem os nêutrons e os prótons e descobriu também os quarks.

E por que estamos dizendo isto? Porque todos os dias ruem princípios convencionais mantidos a título de invioláveis durante séculos, o que faz continuamente com que a mente humana, perplexa, seja compelida às transições.

O evangelho é um conjunto de verdades sublimes que se dirigem preferencialmente ao coração humano e é impossível penetrar-lhe a grandeza divina com a nossa imperfeita faculdade de observação ou recolher-lhe as águas puras com o vaso sujo dos nossos raciocínios viciados nos erros de muitos milênios.

E uma coisa é bem fundamental: nós temos que estar com as nossas mentes abertas para as mudanças. Temos que estar com nossas mentes abertas para rever os nossos conceitos. É imperioso descaracterizarmos essa ideia de tradição religiosa. Isso é coisa que já não deve mais se acomodar nos nossos cérebros.

O evangelho já deixou de ser assunto de religião, faz tempo, para se tornar um assunto de vida.

Em matéria de realidade espiritual nós estamos muito atrasados. Porque não reconhecer, sem exagero, que ainda estamos dando os primeiros passos? Nós estamos aqui estudando e tentando trabalhar a capacidade perceptiva do nosso entendimento para melhorar o contexto evolucional. O que estamos fazendo aqui, reunidos de uma certa forma, senão buscando conhecimentos para clarear o nosso campo mental, objetivando aprender orientações seguras para a nossa caminhada rumo a um futuro melhor? É óbvio que, em razão das nossas deficiências nós vamos continuar aprendendo pelos erros e acertos, todavia, em vez de aprender apenas pelo ensaio dos erros, aprender somente levando pancada da vida, estamos buscando arregimentar informações seguras dentro do plano que a lógica propõe.

A proposta não é ficarmos restritos a uma interpretação particular e exclusivista, mas abrir horizontes mais claros ao raciocínio refazendo o edifício da fé que as religiões tradicionais esqueceram.

Os homens esclarecidos, à medida que novos fatos e novas leis vão se revelando, vão sabendo separar o que é real do que é fantasia.

Em matéria religiosa, satisfazer-se alguém com o rótulo, sem qualquer esforço de melhoria interior, é tão perigoso para a alma quanto deter designação honrosa com menosprezo à responsabilidade que ela impõe. É tempo da gente sacudir as vestes esfarrapadas do passado e buscar conhecer de fato o que é verdadeiro.

Precisamos sair do misticismo insistente que vem nos batendo através dos séculos a fim de entrarmos em um plano natural de bom senso e de lógica, lembrando que se apenas mudar de crença religiosa pode ser modificação de caminho, em muitas ocasiões pode representar somente continuidade da perturbação.

O evangelho nos ensina que a religião pura diante de Deus é uma coisa bem diferente da que temos conhecido.

Estamos nos referindo à religião na sua acepção legítima, aquela que se desenvolve e nos projeta para o criador religando-nos a Ele no terreno interior da renovação. Como expressão da verdade, diz respeito à importância de se colocar a espiritualização, o crescimento e a redenção do ser na fisionomia da libertação, mediante um direito insubstituível que cada um de nós tem de ser feliz e de buscar essa felicidade. Deve ser compreendida como o sentimento divino que clarifica o caminho da alma e que cada espírito aprenderá individualmente na pauta do seu nível evolutivo.

E por traduzir o religamento com o criador, é fundamental voltarmos o nosso coração a Deus.

E não tem outra, religião legítima é aquela cujas exteriorizações são sempre de amor nas expressões mais sublimes. Repousa acima de tudo no caráter de melhoria íntima, na busca da santificação, no aprimoramento constante, na caridade incessante e na tranquilidade da consciência. Religião, na acepção profunda da palavra, representa o cotidiano, a forma como se vive, a prática da vida a todo momento, inclusive nas coisas mais simples. É a nossa existência, a circunstância de vida em todas as ocasiões, as nossas realizações a nos conduzir para Deus.

Logo, eu não quero desapontar você. De forma alguma. Mas olhando o assunto a fundo nós não precisamos tanto de religião, precisamos de mais, precisamos de religiosidade!

28 de ago de 2016

Cap 58 - Como Estudar o Evangelho (2ª edição) - Parte 1

RELIGIÃO I

Com o objetivo de preservar os seres humanos, seus filhos, dos perigos presentes ao longo da jornada evolutiva, Deus direcionou a luz do conhecimento superior de modo a acordar as almas para a glorificação imortal. 

Quer dizer, sua misericórdia suprema confiou à religião a tarefa de velar pelo desenvolvimento das almas, propiciando-lhes abençoadas luzes para a jornada de ascensão.

E na inquietação que lhe é característica, o que o homem fez? Dividiu-se em numerosas religiões.

E o que é religião? À primeira vista, é a crença em uma força considerada criadora do universo que deve ser adorada e obedecida e a manifestação dessa crença por meio de doutrina e ritual próprios, acompanhada, lógico, de preceitos éticos. Sintetiza a virtude do homem que presta a Deus o culto que lhe é devido. E embora o fato das religiões terem sido usadas em todos os tempos da humanidade como instrumento de dominação, todas elas, sem exceção, exigem pleno respeito às suas concepções.

O homem tem necessidade de ser religioso. A própria etimologia do vocábulo religião (religare) indica que o seu objetivo é ligar os homens entre si, ligando-os consequentemente a Deus.

O espírito humano, em razão da sua ignorância primária nos tempos remotos, foi se deixando levar desde a antiguidade por alegorias, se deixando absorver e fascinar por dogmas inaceitáveis, por teorias absurdas e ideias de toda sorte, muitas das quais não passam de fantasias extravagantes. Assim, em todos os cantos do mundo cada individualidade enquadra a sua vida mental a um determinado tipo de interpretação religiosa, no intuito de reverenciar o supremo criador por meio do modo que supõe ser o mais digno. O resultado é que nas subdivisões do eterno santuário comparecem os tutelados do Cristo em diferentes graus de compreensão e para cada faixa da evolução remanescem crenças e cultos próprios para as suas necessidades. Em suma, nós estamos estudando o evangelho, participando de cultos e reuniões, mas continuamos místicos.

E não tem outra, nós somos religiosos de tradição. Envergamos incontáveis paramentos ao longo da evolução, muitas e muitas indumentárias religiosas.

Já trocamos de religião, saímos de uma igreja para outra achando que ia resolver o problema, porque nutríamos a concepção de que Deus deve estar em um lugar privilegiado e nós temos que nos situar debaixo desse privilégio. E infelizmente muitas pessoas ainda acham que evangelho é religião. Pensam em evangelho e, automaticamente, o associam à ideia de igreja e religião, o que não é novidade para ninguém.

A verdade é que tem muita gente amarrada ao sentido religioso do evangelho. A pessoa vive tão amarrada a ponto de considerar que para a vida andar bem ela tem que participar de forma sistemática das reuniões. Amarrada ao ponto de considerar que a semana, para ser positiva para ela, está obrigatoriamente vinculada à sua participação semanal no culto religioso. Percebeu? E quando ela fala em reunião, em missa, em culto, chega até ao ponto de dizer: "Eu não estou bem essa semana porque não fui à reunião". Isso é uma verdadeira desinformação, mostra toda a dificuldade dela em assumir uma postura.

E aqui e ali, lá e acolá, existem seguidores nos ritos religiosos mais diversificados. E nós sabemos que no fundo certas manifestações religiosas não passam de vícios populares de natureza exterior. 

Ou seja, embora certas atitudes religiosas de superfície apresentem relativo valor para determinadas pessoas em certos estágios da evolução, uma enormidade dessas atitudes não representam nenhum atestado de religiosidade. Daí, é fácil concluir que muitas pessoas acreditam ser religiosas quando não são. Isso mesmo, não passam de simples ritualistas, e nem todo bom ritualista é uma boa pessoa. Concorda? Ser bom ritualista não é sinônimo de ser uma pessoa boa.

Tem pessoas, e não são poucas, que se mantém envolvidas nos planos da religião, frequentam as missas, as reuniões, os cultos, com criteriosa regularidade, no entanto permanecem dia após dia sem qualquer indicativo de alguma conquista iluminativa. 

Está acompanhando? Frequentam mas não se melhoram interiormente, não aplicam na vida prática as luzes que assimilam, ou talvez nem cheguem a assimilar. Isso sem contar naquelas que até consideram que os cultos nos templos de pedra apresentam um certo convencionalismo sem muito sentido, mas continuam. Por quê? Pelo convívio social. Percebeu? Os cultos são de muito agrado social para elas em razão dos encontros pessoais que possibilitam e das múltiplas conveniências que deles resultam. Isso é um assunto para a gente pensar com muito carinho.

O sol é o componente máximo de iluminação natural que vigora no planeta. Agora, e quanto à luz artificial? Você conhece o caminho trilhado pela luz artificial? A trajetória da luz criada pelo homem? Vamos, então, a um breve resumo? 

Inicialmente, em tempos longínquos, nós tivemos o candeeiro, em que a luz se originava da queima do óleo produzido pela oliveira. Era a luz artificial surgindo de uma forma abrangente em seus primeiros movimentos.

A seguir, surgiu o lampião com querosene. Trouxe uma melhoria considerável, no entanto a gente sabe bem, era uma luz relativamente difusa, que vinha acompanhada de odor e de fumaça.

Em seguida, surge o lampião à base de gás trazendo maior percentual de claridade e uma luz inodora. O gás imperou, então, como rei dos sistemas de iluminação, até ser destronado e relegado a planos inferiores com a chegada da eletricidade.

A eletricidade passou a ser o sol de nossas noites trazendo vantagens indiscutíveis. 

A primeira lâmpada elétrica desenvolvida com sucesso por Thomas Edison foi em 1879. Tratava-se da lâmpada incandescente, constituída de filamento dentro de um bulbo de vidro que se aquecia colocado no vácuo e em meio gasoso apropriado. Com o tempo, o filamento se desgastava e se rompia. Ela teve os seus melhoramentos até surgir, em seguida, as lâmpadas fluorescentes, aquelas com um invólucro translúcido de vidro transparente e eletrodos nas extremidades.

E não parou por aí.

Hoje contamos com tecnologia nova em plena expansão: as lâmpadas de LED, nome dado à sigla diodo emissor de luz. De tamanho reduzido, alto desenvolvimento tecnológico e consumo bem menor de energia, chegou para substituir as lâmpadas incandescentes e fluorescentes que se tornaram obsoletas. Trata-se de semicondutores que convertem corrente elétrica em luz.

Agora, vamos aprofundar um pouco mais no assunto e pensar no seguinte. Em se tratando de iluminação exterior, se já deixamos, faz tempo, o azeite pelo petróleo, o petróleo pelo gás e o gás pela eletricidade, porque não fazer o mesmo em temos de iluminação íntima com os velhos e ultrapassados dogmas que herdamos e cultivamos ao longo do tempo? E o que é pior, sem questionar. Se em matéria de luz artificial o progresso contínuo não para, com sistemas e métodos mais avançados surgindo de tempos em tempos, o mesmo não deve ocorrer quando o assunto é luz espiritual?

Se nos desapegamos dos candeeiros, sem sentirmos a mínima saudade deles, porque não nos desprendermos das superstições religiosas e dos credos falsos? É assunto para pensar.

25 de ago de 2016

Cap 57 - A Espada de Jesus - Parte 13 (Final)

A ESPADA DA JUSTIÇA

A vida de uma certa forma, indiretamente, exige que a gente mude, que a gente melhore. Isto está implícito na lei divina, está preceituado na determinação divina. Tanto está que para além do nosso livre-arbítrio, que é relativo, vigora o determinismo divino a indicar que todos estamos determinados a evoluir.

Até aí eu acredito que não exista dúvida.

E a espada, como vimos, tem a finalidade de propiciar a morte, a desativação dos padrões intrínsecos vigorantes para o surgimento da vida em nova configuração. Agora, o fato é que podemos escolher a maneira dessa mudança ocorrer. Não podemos? É claro que podemos. E para isso nós temos o livre-arbítrio ao nosso dispor.

Como todo sistema de crescimento consciente inicia-se por uma possibilidade de escolha, podemos enfatizar essa mudança sob dois parâmetros, podemos evoluir escolhendo a espada que melhor nos agrada. Quer dizer, avançamos usando a espada de Jesus, avocando princípios do amor por uma linha de dentro para fora, ou somos empurrados pelos imperativos da justiça mediante os impactos menos felizes da vida de fora para dentro. Como se diz na linguagem popular, ou nós vamos pelo amor ou vamos pela dor. Mas que vamos, vamos!

Não podemos desconsiderar esse entendimento de forma alguma. A questão é saber qual aspecto vamos privilegiar.

A espada do cristo só pode ser avocada de dentro para fora. Ela chega ao nível da educação sob a tutela áurea do amor. Somente ela vem e nos orienta. Por ela aprendemos o caminho de forma suave, por uma capacidade de assimilar a nível informativo. Ela chega para nos fazer realizar um trabalho no campo psíquico. Mudamos por meio dela a nossa conduta de vida. Aprendemos e apropriamos o conteúdo pela prática do que ela ensina dentro do mecanismo de formação de caracteres.

É uma questão de lógica, pois aquele que muda de dentro para fora escolhe, seleciona os mecanismos de vida. E cá pra nós, é infinitamente melhor mudar anteriormente, de dentro para fora, do que sermos constrangidos a mudar de fora para dentro.

E quando não agimos no sentido de acionar a luta interior, quando não aceitamos vivificar o espírito pela luta íntima com essa espada seletiva, sabe o que acontece? Mecanismos externos passam a atuar sobre nós. Se ficamos indiferentes à busca consciente por melhoria a mudança passa a ser operada por uma fisionomia sofrida de fora para dentro. Está percebendo? Ou mudamos de dentro para fora ou somos mudados de fora para dentro pelas circunstâncias menos felizes. Em outras palavras, ou mudamos ou mudarão.

Mas o importante é que quando o tempo está determinado para o crescimento, se não for de dentro para fora, de maneira suave e espontânea, vai de fora para dentro pela imposição da mudança, sob a tutela da justiça. Aí avançamos pelo plano da justiça, aprendemos pelo impacto dos acontecimentos. Avançamos mediante os constrangimentos da dor, recebendo a espada da justiça de fora para dentro. Ficou claro? Muda-se a configuração, o indivíduo passa a mudar pelo constrangimento da dor.

A vida tem nos ensinado isso, continuadamente. Todas as vezes que a faixa interior não foi capaz de remodelar, reestruturar e reajustar, ficamos sujeitos à reforma oriunda do plano exterior. Quer dizer, ao invés de usarmos a espada do Cristo e desarmar o coração, a espada da lei, representada pelas circunstâncias que surgem, passa a agir de fora para dentro exercendo pressão na linha da individualidade.

A espada da lei chega sem avisar e passa a agir. Dá-se o sofrimento imposto de fora para dentro.

O interessante é que não precisamos ir muito longe para entender essa lição. Basta a gente olhar à nossa volta e vamos ver inúmeros exemplos e inúmeras expressões de comunicação de fora para dentro definindo esse chamamento. O indivíduo que está recebendo essas pressões de fora ele é obrigado a mudar, ele é constrangido a ajustar-se, a buscar melhoria, de uma forma ou de outra. Você não conhece aquele ditado que diz que a necessidade faz o sapo pular? Pois então, a questão é que quase sempre essa mudança vai ser debaixo de um sofrimento maior.

Os ângulos que propõe o crescimento passam a se manifestar não em função de uma eleição ou de uma conduta adequada, mas o ensinamento vem pelo constrangimento em cima da dor criada pela própria pessoa. O aprendizado chega sob as expressões menos felizes das lágrimas e, não raras vezes, essa luta de fora para dentro cria inconformação, revolta, desilusão, frustração, tristeza e sensação de perda.

A grande verdade é que em razão da nossa teimosia e fragilidade em aplicar a lei divina, se não nos ajustamos ao imperativo do progresso e buscamos crescer de dentro para fora, usando a espada do Cristo, a espada da justiça passa a agir e faz o papel cortante no âmbito da lei de causa e efeito. Ou seja, quando não aceitamos vivificar o espírito pela luta íntima a espada chega na sua feição literal e mata de fora para dentro tentando, pela retirada de um estado de conforto e segurança, nos chamar a uma nova postura. A dor chega vem avisar, chega sem anúncio prévio, o acontecimento exterior chega e corta o barato da criatura.

A realidade chega e esfacela a ilusão. 

O exército da realidade maior chega para intimar a individualidade ao justo redirecionamento, colocando os valores em ordem para a reparação, recomeço, submissão e aprendizagem. Esses elementos menos felizes de fora para dentro cortam a pseudo ou legítima posição do indivíduo no contexto.

Em suma, as circunstâncias externas visam agir sobre todo aquele que não edificou a si próprio.

O ensinamento é muito profundo: todo aquele que ainda não se despertou está caminhando para problemas de sofrimento e lágrimas amanhã. E isto não sou eu que estou dizendo. É da lei! Nós precisamos entender isto com tranquilidade.

Tem muita gente mudando porque a espada cortou de fora para dentro. A vida está cheia de situações assim. Todos nós temos inúmeros exemplos perto da gente. A dor faz um papel extraordinário chamando as criaturas. Precisamos de muita calma nos momentos de dificuldades, sejam elas nossas ou de outrem, porque existem muitos envolvidos pelas dores e aflições maiores que estão sob a tutela da lei. Está percebendo? Estão debaixo da necessidade de se despertarem para certos ângulos. Pense nisso. Muitos irmãos de humanidade precisam ser trabalhados ainda pelos processos tristes e violentos da educação do mundo.

Não são poucas as ocasiões em que surge uma proposta de fora para dentro a fim de que a pessoa possa ativar de dentro para fora uma nova postura diante da própria vida.

A espada da lei busca direcionar o ser para que ele empunhe a espada de Jesus.

Ela visa aparar a linha de ação para melhor. Então, não fique triste com o que eu estou dizendo. Faz parte da vida. A resposta da lei também tem o caráter de espada. Toda disciplina imposta externamente é caminho, até que a alma encontre a capacidade de realizar o plano disciplinador de dentro para fora sob o parâmetro do amor.

E para concluir vamos pensar no seguinte: a espada não é a palavra? Nós já vimos que é. Logo, vamos avaliar no fundo do coração, para o nosso próprio bem, como temos utilizado a palavra no dia a dia, especialmente nas relações com os semelhantes.

Vamos analisar com atenção a natureza do que temos verbalizado e lançado no terreno do destino. Porque, às vezes, uma palavra nossa mal direcionada pode machucar alguém. Não pode? Machuca e nós nem notamos o peso dela. No momento em que a nossa fala sai de forma dura, coercitiva, ríspida para com o semelhante, nós estamos ferindo ou maltratando. Isso acontece. Em quantas ocasiões nós usamos indevidamente a palavra para ferir, magoar, menosprezar e entristecer o nosso semelhante? Falamos bobagem, acusamos, maltratamos e tiramos o bem estar dos outros pela nossa voz e dureza das palavras.

A gente costuma machucar os outros até em nome da verdade. Vamos pensar. Inúmeras expressões verbalizadas que soltamos também podem representar manifestações das nossas dificuldades, das nossas fraquezas e imperfeições. E tem só mais um ponto importantíssimo. Em qualquer tempo e em qualquer ambiente nós sempre vamos receber segundo o que exteriorizamos. Sempre. Assim, como instrumento que nós avocamos a espada é algo que pode nos machucar consideravelmente no campo cármico das responsabilidades. Afinal, a gente não conhece aquele ditado popular que diz que "a palavra é o chicote do corpo"? Pois então. Vamos levar conosco o ensinamento de Simão Pedro: "Quem quer amar a vida e ver os dias felizes, refreie a sua língua do mal." (I Pedro 3:10).

20 de ago de 2016

Cap 57 - A Espada de Jesus - Parte 12

A IMPLANTAÇÃO

Essa desativação que nós estamos estudando pode se processar de duas formas: por meio da justiça ou por meio da vivência do evangelho. Aliás, é bom lembrar que todas as vezes em que assimilamos a palavra nós passamos a operar com dois instrumentos fundamentais que são o instrumento da morte e o instrumento da vida.

Temos que buscar crescer na marcha gradativa utilizando essa espada de dois gumes. Quer dizer, aprendemos e evoluímos de forma simultânea pelo impositivo da justiça, de fora para dentro, como também em função da revelação do amor.

Essa espada de dois gumes é utilizada, em tese, por todos aqueles que começam a abrir o campo dos seus valores intelectivos na busca de realizações espirituais. Ela é trabalhada em várias partes do evangelho e em outros livros da bíblia vamos notar igualmente a sua presença.

É muito bonito e interessante esse sistema e nele vigora uma sincronia extraordinária. A evolução em favor da nossa felicidade caracteriza-se pela luta com essa espada.

E afinal de contas, se ela tem dois lados quais são eles?

A espada funciona com uma sistemática de ação em que vamos tentando, pelo conhecimento, realizar dois pontos fundamentais. Ou seja, entramos em um sistema de luta e de investimento para conseguir realizar duas coisas de forma simultânea. Primeiro, trabalhar cerceando as manifestações intempestivas e irreverentes dos reflexos que dominam de forma automática dentro da gente. Deu uma ideia?

Um lado da espada opera sob o aspecto negativo, do não fazer. Visa cercear as manifestações indesejáveis, desativar as nossas dificuldades, cortar um pouco da complicação a cada dia.

E o outro lado objetiva trabalhar o aspecto positivo, do fazer, operar com componentes novos sensibilizando a nossa intimidade para outros ângulos de ação.

Este segundo lado praticamente abre caminhos para novas propostas de realização. Implementa padrões novos pelo superconsciente. Paralelamente àquela linha inicial de refreamento, busca arregimentar novos caracteres na formação de uma nova personalidade.

Em suma, os dois lados definem que é essa espada que elimina o que há de ruim em nossas experiências e, ao mesmo tempo, nos faz selecionar novos pensamentos, palavras e ações que nos garantem a vitória sobre nós mesmos. Acompanhou?

A espada de Jesus é a única capaz de promover a paz interna. Não tem outra, só ela é capaz de criar a paz verdadeira, a paz que traz saúde e alegria ao espírito.

Na medida em que adentramos em uma postura nova, nós a avocamos mediante uma eleição de mudança de dentro para fora e passamos a cuidar da solução dos nossos problemas sem os lances duros do sofrimento periférico de fora para dentro. Entendeu esta parte? É muito importante essa questão, porque essa espada só pode ser empunhada por nós mesmos, de forma consciente  e com iniciativa e espontaneidade. Ela só pode ser avocada de dentro para fora, pela adesão firme do sentimento e com o uso da nossa vontade.

A gente não precisa sofrer tanto. O evangelho aponta a melhor maneira de sanearmos as nossas dificuldades, sejam elas quais forem. A sua sistemática é infinitamente menos dolorida. É uma forma suave e vem sendo trabalhada de maneira tranquila. Com outro detalhe fundamental, o que ela conquista é duradouro.

No campo das concepções mentais, mais precisamente do pensamento, ela é suscetível de projetar uma vida mais segura e feliz, que é a vida que Jesus definiu como sendo abundante. De forma que quanto mais trabalharmos em uma nova postura vibracional, vai acontecendo que nós vamos conseguindo transformar a nossa configuração íntima em uma base mais firme e mais harmônica.

O segundo gume da espada se caracteriza pelo sentido operacional. Abre terreno para recebimento de novos padrões no intuito de alcançarmos o crescimento consciente. Consiste no chamamento para fazermos aquilo que já sabemos, mas não fazemos ainda. É só a gente pensar um pouco: a questão é apenas tamponar aspectos da nossa imperfeição ou fazer por onde abrir perspectivas novas de crescimento? Porque uma espada pode ter um papel acentuadamente intimidador, como pode também apresentar sugestão de ação e trabalho. E o pressuposto básico para quem quer evoluir de forma consciente é subir os degraus com segurança e tranquilidade em uma linha de dentro para fora.

A mudança que você deseja na sua vida, e que eu desejo na minha, essa alteração que desejamos para melhor com certeza não vai ocorrer pelo constrangimento, pelo cerceamento, pelo bloqueio, mas por uma capacidade assimilativa.

Quer dizer, para desativar um ponto, seja ele qual for, nós temos que ativar outro.

É assim que o mecanismo evolutivo se desenvolve. A proposta passa a ser a assimilação. É necessário que outro elemento, outro valor novo, seja capaz de apresentar um grau de interesse acima daquele ponto a ser superado. A desativação por meio do evangelho decorre da ativação de novos padrões, é a desativação decorrente da ativação de outros componentes, de novos caracteres.

Está acompanhando o raciocínio? Uma terapia eficiente não se dá só pelo cerceamento, e sim pela laboração simultânea de padrões positivos. Isto tem que ficar muito claro, não dá para a gente avançar no estudo sem o devido entendimento a este respeito. Ninguém vai erradicar um vício unicamente pelo refreamento da ação. Sabe porquê? Porque se ocorrer simplesmente um tamponamento no interesse é provável que aquilo que se quer superar volte novamente mais cedo ou mais tarde, e o que é pior, volte ainda de forma bem mais intensa. Então, vamos guardar: para que eu cerceie a manifestação de pontos negativos eu tenho que gradativamente incorporar outros de natureza positiva.

A cada momento nós estamos desativando alguma coisa. Já pensou nisso? A cada momento nós estamos desativando, mas só teremos êxito nessa desativação se, ao mesmo tempo, estivermos edificando caracteres novos. Porque não tem como retirar alguma coisa sem uma respectiva substituição.

A reestruturação ocorre pela mudança da postura mental e também pela sedimentação de novas posições por meio da prática de valores positivos. Essa é a maneira acertada. O que sedimenta a morte? O nascimento em um novo ângulo.

Você ativa outras frentes e acaba sendo feliz no que diz respeito à vitória sobre os chamamentos que eram comuns. Só é possível êxito na desativação se, ao mesmo tempo, houver a edificação de aspectos novos, se houver a abertura de potenciais capazes de reduzir a intensidade daqueles ângulos negativos suscetíveis de levar a criatura a sofrimentos e desequilíbrios. Logo, a sistemática é recolher a informação e operar a informação. Aprender e fazer o que aprendeu. Isso mata a antiga postura do indivíduo e o revivifica em outra posição.

Se objetivamos a redenção espiritual, somos todos convocados a um piso de harmonia e paz no momento oportuno. Tanto a regeneração quanto a evolução não se alcançam sem um preço e o mecanismo ascensional exige planejamento, estudo e elaboração. A morte que nós buscamos decorre da luta, ocorre pela aplicação dessa espada em uma postura pessoal de testemunho.

Então, de forma resoluta lutemos para fixar componentes novos no intuito de apaziguarmos nosso espírito, pois se soubermos suar no trabalho honesto não precisaremos chorar depois no resgate justo.

A questão básica é saber se vivemos no Cristo tanto quanto ele vive em nós, porque não existe tranquilidade real em nossa consciência sem a sua presença. Mais cedo ou mais tarde, todos nós que transitamos nas estradas do mundo aprendemos uma coisa: crescimento sem a vivência do evangelho não é evolução, é ilusão!

14 de ago de 2016

Cap 57 - A Espada de Jesus - Parte 11

O REFREAMENTO

No primeiro toque da revelação é possível notar que ela vai nos exigir certa postura de refreamento. Basta lembrar que ela sempre nos chega sob a forma de justiça.

O sistema de refreamento é um dos lados (ou gumes) da espada. Certo? Vamos entender de forma clara: um lado da espada trabalha o aspecto do não fazer.

Isto precisa ficar bem claro para nós. Vamos crescer usando a espada de dois gumes. E o primeiro lado desativa as influências mais intensivas dos reflexos inferiores que nós sentimos são possíveis de serem superados. 

Visa cercear a linha que emerge do nosso subconsciente e que pode nos levar a situações tristes e às quedas. Deu uma ideia? A espada é um instrumento de progresso que inicialmente corta as nossas más inclinações em uma postura de intensa batalha íntima pela continência de nossos impulsos menos felizes. 

O erguimento da espada reeducacional praticamente apara e corta os elementos de natureza inferior que nós ainda cultivamos. Aponta aquele ângulo em que cada dia vamos cortando uma parcela da complicação, vamos cortando as arestas representativas das nossas dificuldades, das nossas falhas, dos nossos vícios.

Não tem outra, para levarmos a efeito a edificação sublime precisamos começar pela disciplina de nós mesmos.

Acho que não há dúvida a este respeito. Estamos todos, cada qual a seu modo, tentando recompor e reestruturar nossas vidas, e se estamos trabalhando a questão da morte dos padrões menos felizes sabemos que essa morte se expressa pela desativação dos mesmos, como sabemos que não triunfaremos no mundo apenas em função daquilo que fizermos, mas igualmente pelo que deixarmos de fazer no âmbito de nossas falsas grandezas.  Isso, sem contar que em meio às nossas ações e reações do dia a dia nos é dado medir a paz que já alcançamos.

Vamos falar uma coisa, sem crítica: Qual é o ponto básico, fundamental, que vigora no meio das religiões tradicionais com o objetivo de se conseguir essa desativação? Você já reparou? Já pensou nisso? É um acerto na ótica dos seguidores. 

Eu não estou dizendo isso para criticar ninguém. De forma alguma, mas é o não posso beber, não posso falar palavrão, não posso vestir tal roupa, não posso passar em tal lugar, não posso me relacionar com tal pessoa, não posso fazer isso, não posso fazer aquilo, e haja não posso. Fica tudo debaixo de cordas, amarrado, cerceado, bloqueado. E muita gente tem vivido assim. 

Esse é um método que visa a desativação unicamente pelo mecanismo da justiça. Quer dizer, consiste apenas no bloqueio da manifestação indesejada e nada mais. 

Fica restrito à postura do refreamento, do não fazer. Ocorre pela pressão de fora para dentro no sentido de evitar a exteriorização do padrão que se quer desativar. Trabalha-se apenas cerceando ou evitando a manifestação dos reflexos inferiores, o que, aliás, é um método relativamente dolorido e que pode, inclusive, levar o indivíduo a um processo místico e fanatizante.

A gente fala em reeducação e a maioria das pessoas fica só no tamponamento dos erros, no cerceamento das condutas menos felizes. E não é por aí. Só bloquear as manifestações das faixas inferiores da personalidade ou só dando certos lances ocasionais de conduta feliz talvez não atenda à segurança e harmonia de alguém.

É só pensar. O pensamento represado é uma carga inestancável. Vira uma panela de pressão. E se a individualidade apenas bloqueia a sua manifestação ela pode como que ir se acumulando, e quando essa carga expande, o que acontece? Não é difícil imaginar. Sai de baixo, aquilo pode sair de uma forma sem controle.

A soma irreverente de nossos padrões, e que cada qual trás consigo do pretérito, ainda domina a gente. Então, nós temos que ficar atentos, temos mesmo que tamponar e colocar barreiras para que eles não se expressem de forma contundente. Em muitas ocasiões, precisamos mesmo colocar corda, amarrar.

Mas é preciso entender e analisar a questão de uma maneira mais profunda, de maneira mais abrangente. Em outras palavras, é preciso ir além dessas amarras.

Analise o seguinte: alguém vai viver amarrado, vai viver controlado a vida inteira? Está entendendo? Ninguém vai. Aliás, mais cedo ou mais tarde na trajetória da evolução sempre vai chegar um momento em que vai ter que soltar o indivíduo, que vai ter que desamarrar. Por isso, tem que ver como é que o processo vai evoluir a nível prático para que essas cordas possam ser desamarradas e afrouxadas gradativamente e a criatura possa entrar num padrão novo que vai ser capaz de sedimentar a desativação. Tem que pensar e trabalhar para que isso aconteça.

Logo, as ações tem que se conjugar adequadamente. É preciso trabalhar de fora para dentro no plano de contenção, no plano de bloqueio, de controle das manifestações difíceis, mas também vai ser preciso haver uma incorporação de dentro para fora no plano operacional de novas diretrizes, de novos ângulos. Ficou claro?

10 de ago de 2016

Cap 57 - A Espada de Jesus - Parte 10

A LETRA MATA E O ESPÍRITO VIVIFICA II

“O QUAL NOS FEZ TAMBÉM CAPAZES DE SER MINISTROS DE UM NOVO TESTAMENTO, NÃO DA LETRA, MAS DO ESPÍRITO; PORQUE A LETRA MATA E O ESPÍRITO VIVIFICA.” CORÍNTIOS II 3:6

A letra, ao encontrar nosso plano de percepção, cria quase que de forma instantânea um estado de luta dentro da gente. Cria o conflito decorrente da necessidade intrínseca de se conquistar a paz. Por isto, a lição de Jesus é conhecida como a espada renovadora, o instrumento de luta íntima e geratriz da paz com o qual deve o homem lutar consigo mesmo extirpando os velhos inimigos do seu coração.

A letra aponta uma mensagem e se ela nos atinge é porque estamos em um campo de reação.

Então, não se inquiete. Todo conhecimento gera conflito quando chega. E esse conflito instaurado, essa luta franca e aberta, representa sabe o quê? Um componente que integra o sistema educacional de forma natural. É normal, no mecanismo da evolução ele aparece como um dos elementos que marcam de forma decisiva a metodologia da aprendizagem. A instrução (informação) que chega gera a luta e a formação educacional (aplicação) produz a paz, porque a paz é decorrente da luta. 

Sem luta não há paz. 

A informação detona a luta e a aplicação dessa instrução no campo prático da vida, a nível de formação de novos padrões, garante a paz. E na proporção em que vamos operando com clareza em cima do novo valor recebido nós vamos assinando os tratados de paz na vida consciencial. Vamos aprendendo a nos administrar.

O objetivo dessa luta é matar a criatura antiga (homem velho) e, ao mesmo tempo, vivificar a nova expressão (filho do homem). É esse o objetivo, nem mais nem menos.

E dessa morte, ou melhor dizendo, dessa pseudo-morte, em tese eu ressuscito na nova vida que eu proponho.

Quer dizer, a letra faz o papel de eliminação, de desativação, e a essência faz o papel de reedificação. A letra mata uma expressão de vida para fazer surgir uma outra feição de vivência.

Está conseguindo acompanhar? A letra fala para o homem velho e a expressão vivificante fala para o homem novo que quer nascer (o filho do homem). No sentido literal a letra (ou espada) mata, tem o objetivo finalístico de aniquilar uma expressão anterior, e no sentido essencial, substancial, ressurge na frente com novas colocações. Mata uma expressão de vida para fazer surgir outra feição de vivência.

A letra que chega de fora mata toda a configuração que selecionamos como suscetível de morrer, e por dentro tem o componente de vivificação que nós estamos tentando trabalhar com ele. A letra (espada) penetra e altera, de forma finalística, toda uma estrutura formada do ser. Em outras palavras, transforma. Funciona para matar a lei e fazer vivificar uma dimensão nova na moldura do amor.

Assim, na medida em que penetramos em espírito e verdade, na intimidade da letra, nós começamos a transformar o que era decretação de morte em uma eleição de vida em nova posição. Vivificamos na essência que a letra trouxe e mantemos uma vida tal que eliminamos a nossa maneira de viver de antes, mas sem perder o direito de existir em vida plena à partir daí.

Se você pensar bem, a cada momento nós estamos criando uma morte que atrás dela vibra uma vida abundante e melhor.

É uma morte que representa revivificação, morte que representa ressurreição.

O que é captado pela informação, como revelação, passa a ser componente de vida, de experiência, e essa experiência cria sabe o quê? Um sistema de morte para aquilo que era a nossa forma de viver. Quer dizer, a aplicação do valor novo vai matando uma soma de conceitos e de concepções e vai, ao mesmo tempo, abrindo um novo processo em termos de vivência. A gente vai vivendo o novo valor e isso vai reformulando os conceitos, vai mudando as concepções, vai alterando a nossa base. Valendo lembrar que nem sempre essa morte é imediata, nem sempre ela ocorre logo após a assimilação.

A letra mata. E a letra corresponde ao componente exterior. O próprio sofrimento que nos alcança representa a letra.

Todavia, como a proposta da lei não é apenas respaldar o destino e fazer com que paguemos a nossa dívida, ela busca acima de tudo nos direcionar para uma nova linha de crescimento. Quer dizer, a parte periférica da letra mata o conceito anterior, só que essa letra ou essa espada da lei não tem o objetivo de matar, ela visa a edificação do espírito atrás dessa morte aparente que avoca.

Porque o que tem dentro da letra ou da lei, que é a essência, não vem para matar, vem para fazer ressurgir uma nova personalidade. Ficou claro? A essencialidade contida na letra não vem para matar efetivamente, vem para dar vida a uma expressão nova.

A própria dor traz uma mensagem e uma essencialidade contida dentro dela, busca trazer vida em um parâmetro melhor. Daí, vamos entender de uma vez por todas que o sofrimento, como letra, não chega para acabar com a vida de ninguém. No campo profundo da alma a proposta das provações é matar, sim, mas matar para redirecionar o destino da pessoas a uma outra sistemática de vida.

O valor vem trabalhar a intimidade da individualidade de forma a projetar outra forma de viver.

É por isto que é preciso saber assimilar para implementar um sistema novo. É algo para a gente pensar com carinho. 

A letra mata, mas se nós não soubermos aprofundar além dessa letra, se nós não colocarmos um aprofundamento para que a vida surja dessa letra, para que redimensionemos os padrões mantenedores da nossa própria vida em novos parâmetros, em outros ângulos, não avançamos, desperdiçamos a oportunidade e simplesmente não damos o sentido dinâmico para o crescimento.

Sempre vamos lidar com esse mecanismo na jornada. Sempre. Razão pela qual, para que a evolução aconteça a paciência tem que ser acionada. Vamos guardar o seguinte: nada na vida é sem sentido. Pode até parecer não ter sentido às vezes, mas nada acontece sem finalidade. Atrás de toda a circunstância existe algo a ser transmitido.

O que precisamos é saber entender a mensagem dos acontecimentos. Como na passagem do cego de Jericó, o importante é a gente ter vista, a gente saber entender as coisas. 

E a conclusão disto é que tudo se torna bem enriquecedor quando conseguimos encontrar e entender a mensagem que vigora atrás dos acontecimentos que nos visitam. Lembrando que esse matar não é um matar para morrer, mas matar para reviver, porque no contexto da grandeza de Deus, da bondade Dele, não existe morte, existe propostas de vida.

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