21 de set de 2016

Cap 58 - Como Estudar o Evangelho (2ª edição) - Parte 6

INTIMIDADE

Você já pensou em uma coisa? Para quem já alcançou uma visão do que seja a vida no seu sentido amplo, para quem já tem certa percepção do mecanismo da evolução, o evangelho analisado sob a forma periférica não funciona mais. Vamos ter em conta isso. O evangelho, todo ele, é mensagem direcionada ao espírito na essencialidade. Ele opera mesmo é no plano transformador do ser, na intimidade.

A mensagem do evangelho tem sido levada a efeito na intimidade do ser, não mais nas pregações e sermões, embora isso ainda exista para uma multidão de pessoas.

O evangelho, todo ele, trabalha é dentro da gente. É na própria intimidade onde ele funciona realmente.

Basta a gente começar a ler e estudar, com maior aprofundamento da letra, para constatar que todo o território do evangelho está dentro da gente. O terreno do evangelho não é a Palestina. Didaticamente, foi lá; essencialmente, é aqui.

Deu uma ideia? O território da Judéia, da Galiléia, da Samaria, da Peréia, hoje, está tudo dentro da gente. Não está em outro lugar não, está tudo é dentro da gente.

A figura do personagem do evangelho que nós estamos estudando está representada hoje na nossa própria intimidade. O Jesus da Galiléia, da Samaria, da Judéia, da Peréia ficou lá para trás na história. Nós falamos agora é no Jesus íntimo. O que nos interessa é o Jesus dinâmico que se incorpora dentro da nossa intimidade, que está dentro da gente, que opera o plano da nossa transformação.

Enquanto eu não adentrar nas faixas mais profundas do evangelho, e não levar o seu conteúdo para as profundezas da minha personalidade, indo para a genuinidade da minha intimidade que é onde a simplicidade e a pureza permanecem, eu simplesmente não consigo fazer com que o plano que irradia de cima coincida com as necessidades que emanam de baixo. Deu uma ideia? E o bonito disso é entender que as suas mensagens são orientações faladas ao coração.

Quando eu penetro nas suas mensagens eu estou penetrando de alguma forma dentro do meu coração. Para descobrir porque é que eu tenho que fazer caridade, porque é que eu tenho que perdoar, o que é o perdão, o que ele me propicia, o que ocorre se eu não perdoar, em que a renovação íntima me favorece, e daí por diante.

Assim, fica fácil concluir que os ambientes dos textos, todos eles, sem exceção, encontram-se presentes na extensão territorial da nossa alma, praticamente definindo estados de espírito ou regiões psíquicas. 

Ficou claro? Então, onde é que está a Galiléia, a Peréia, a Samaria, Cafarnaum, Jerusalém, a cidade de Jericó? Onde está a recebedoria, o monte das Oliveiras, a manjedoura com toda a sua simplicidade? Onde? Está tudo dentro da gente, tudo em nosso mundo íntimo. Definem nossas moradas íntimas ou estados de espírito.

E com os personagens não é diferente. 

Certos personagens mencionados nos textos sagrados ainda se encontram dentro de nós. Percebeu o que eu estou dizendo? Muitos ainda representam insinuações dentro da gente. 

Em todos os textos eles chegam até nós dando-nos condições de identificá-los ou não em ângulos diversificados da nossa personalidade. Nos identificamos com vários quando os estudamos, como é o caso de Zaqueu ou do cego de Jericó. Mostrando uma diversidade de posições interiores e de posturas pessoais, o bonito é que nós podemos dar campo e inclusive fazer com que certos personagens possam ressurgir hoje para operarem novamente à partir de nós próprios.

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