9 de nov de 2016

Cap 59 - Ame a Sua Família - Parte 1

O MAGNETISMO

O magnetismo vai ser no futuro, no futuro não muito distante por sinal, um elemento imprescindível de força.

Você já deve ter notado isso de alguma maneira. Já deve ter reparado que nossas palavras alcançam uma importância grande na medida em que nós crescemos e evoluímos. Concorda? Em muitas ocasiões, elas passam a ser dotadas de uma carga de magnetismo que define uma modulação diferenciada chamada autoridade. E a gente é ouvido. Já observou isto? Daí, sabe o que acontece? Começamos a exercer um certo domínio sobre ou ter autoridade sobre.

E um problema se instaura quando nós usamos inadequadamente essas forças de cunho magnético.

Pense para você ver, existem basicamente dois componentes na estrutura das relações pessoais que constituem verdadeiros desafios e que tem causado sofrimento cármico a muitas individualidades. Quando nós jogamos, por exemplo, ideias pré elaboradas na cabeça de alguém visando apenas aspectos caprichosos da nossa personalidade, nós podemos inclusive nos tornar copartícipes ou corresponsáveis pelas linhas traçadas. Você já parou para pensar nisso?

O mundo está cheio de casos assim. Quantos à nossa volta não se armam com as mais diversas formas para envolver os outros em sua órbita de ação de modo negativo, de maneira infeliz? Não é comum conhecermos casos dessa natureza?

O primeiro aspecto é aquela postura indevida de chantagear corações, iludindo corações na esfera do sentimento e entregando-os ao léu, como se diz na linguagem popular. Quer dizer, a criatura chega de mansinho, vem como quem não quer nada. Trabalha o coração de alguém no plano do sentimento e depois larga pra lá. Alcança com isso algum benefício e depois deixa pra lá. Sai como se nada tivesse acontecido. Sorrateiramente, da mesma forma como entrou. E a outra pessoa? Ah, na ótica dela que a outra pessoa se vire, o problema é dela.

O segundo ponto faz referência à utilização de estratégias amplas no campo magnético. O elemento utiliza a força magnética na área do comando, da persuasão e influenciação no sentido meramente pessoal. O indivíduo utiliza o magnetismo e brinca com essa força, usando-a no interesse apenas pessoal. Trabalha o nível do egocentrismo, trabalha os padrões da revelação visando apenas o seu reconforto.

E precisamos analisar essa questão com certa atenção. Sabe por quê? Porque todas as vezes que nós começamos a brincar com esses elementos mencionados nós costumamos encontrar uma série de sofrimentos, dificuldades e desajustes muito ressonantes depois, com quadros complicados que, às vezes, demoram muito tempo para o saneamento. 

A verdade é que muitos companheiros estão vivendo hoje as ressonâncias dessas dificuldades porque usaram esses padrões visando exclusivamente o interesse próprio. Tanto que tem muita gente falando hoje que é endividada do passado, que em termos de relacionamentos tem mais dívidas do que mérito de crescimento e amor.

Tem muitas pessoas que nós influenciamos no passado, mais próximo ou mais distante, que foram por nós influenciadas e instigadas a fazerem certas coisas ou viverem determinadas situações que, na época, constituíam parte de nossa vida, que adorávamos e talvez hoje não nos interessem mais. E o que aconteceu? Nós conseguimos nos safar e nos livrar daquele faixa de influência que alimentávamos e elas não tiveram tanto êxito nessa desvinculação. Ou seja, elas permanecem na experiência menos feliz que lhes despertamos o interesse.

Percebeu? Nós conseguimos sair mas elas permaneceram. Possivelmente, porque foram levadas por uma curiosidade inicial, por um impacto ou por uma linha de indução e estão ainda percorrendo o terreno da indução de acordo com o grau de interesse que aplicamos a elas lá atrás. Deu uma ideia da responsabilidade e do compromisso que nós arregimentamos para nós mesmos com essa atitude?

Nós conseguimos nos livrar, nos desvinculamos daquelas faixas que adorávamos naquela época, largamos aquilo que éramos apaixonados e que hoje nos soa como algo negativo, maléfico à nossa harmonia e que já está superado. E elas, não. Elas continuam atreladas àquelas posições, imantadas àquelas situações negativas.

Como resultado, adivinha quem é que vai ter que resgatar essas pessoas? Quem é que vai ter que buscar essas pessoas e tirá-las dessas situações menos felizes em que se encontram?

Quem vai ter que buscar é o Cristo, mas nós é que somos os instrumentos dessa busca. Afinal de contas, não foram nós que ajudamos a despertar nelas o interesse, com nossas ideias e nosso entusiasmo? Somos os copartícipes da queda delas. Lá atrás fomos nós que levamos, agora somos nós que temos que ir buscar.

E qual a conclusão a gente tira disso tudo?

Que a cada dia que passa nós mexemos mais com os outros. E quanto mais nós mexemos com os outros mais sensível fica o nosso grau de responsabilidade.

Vamos pensar nisso. Compete a cada um de nós um cuidado na avaliação. Examinar a cada instante qual a legítima intenção que vigora em nosso coração, qual o nosso objetivo em determinadas ações, o que de fato nós estamos pretendendo. 

Isso não quer dizer que devamos ficar preocupados ou intranquilos com cada pensamento que nos surja, em função do descobrimento dessas forças potenciais e latentes que dirigem a nossa vida. Também não é por aí. Mas que devemos ficar atentos, devemos.

Lembrando que a nossa autoridade sobre o campo ambiente, as pessoas, as coisas, as situações e os fatos só pode nos propiciar um benefício quando ela é exercida e aplicada em cima dos pilares seguros da caridade, do amor e do respeito.

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