19 de ago de 2017

Cap 61 - Livre-Arbítrio (2ª edição) - Parte 4

A PERSEVERANÇA

“MAS AQUELE QUE PERSEVERAR ATÉ AO FIM SERÁ SALVO.” MATEUS 24:13

Uma coisa que nós temos aprendido ao longo do tempo, e que podemos afirmar com toda a certeza, é que o processo de evolução tem que ser fixado na perseverança.

Vamos ter em conta a capacidade de perseverar. Não há luta com êxito sem perseverança.

A sistemática de ação tem que ser fixada na perseverança. O crescimento é pela sua utilização e em qualquer pessoa não tem como ser diferente. Ninguém receberá as bênçãos de qualquer colheita sem o devido suor da sementeira.

E nós podemos até ir além, sem qualquer exagero: a perseverança é o instrumento fundamental da conquista. É a base da vitória, componente básico da realização. Constitui o caminho seguro para toda ocasião em que a individualidade se desperta e quer conquistar, principalmente quando ela quer acesso a algo novo que não conhece.

Sem ela não há caminho para a felicidade. Em suma, nós não temos como operar alterações seguras no roteiro e nem conquistar o que queremos sem perseverar.

Exemplos nos ajudam no esclarecimento, então, toda vez que você pensar em desistir lembre-se que a semente tem que vencer o obstáculo apertado da cova escura para poder germinar; que nenhuma semente acorda árvore de uma noite para o dia e que tão pouco é possível encontrar frutos na árvore nascente.

Não se prepara o solo para a plantação sem retificá-lo ou feri-lo, e somente a terra trabalhada é capaz de produzir, alimentando e atendendo a esperança do plantador.

Em suma, a realização de qualquer objetivo que propomos exige uma dinâmica continuada.

Você estabeleceu sua meta? Se sim, tente uma vez, tente duas, três vezes e, se possível tente a quarta, a quinta e quantas vezes for necessário. Só não desista nas primeira tentativas, porque a persistência é amiga da conquista. O processo da evolução tem que ser fixado na perseverança, e perseverança diz respeito à permanência. Significa conservar-se firme e constante no propósito. É persistir, continuar, manter a força ou ação. É ter firmeza, permanecer sem mudar ou variar de intento.

Ficou claro? Persistência representa a busca que a criatura elege. A maioria das pessoas quer fazer, quer realizar, mas a vontade é da boca para fora. Daí, se você quer chegar aonde a maioria não chega, precisa fazer o que a maioria não faz.

É comum a gente ser apanhado na nossa luta reeducacional dentro de um túnel. Já pensou nisso? 

E sabe por que túnel? Porque na maioria das vezes em que uma luz nos toca e nos sensibiliza nós reconhecemos que no momento do despertar estamos dentro de um túnel escuro. 

Vemo-nos circunstancialmente em um labirinto escuro, cerceados e limitados dento de um túnel sem luz. E mais, que toda a sombra em volta, toda a complicação dentro desse túnel, desse ambiente que nos envolve e limita, foi criada por nós mesmos lá atrás mediante escolhas menos felizes que efetivamos. 

Quer dizer, escolhemos indevidamente no dia de ontem e hoje a vida nos colocou nesse ponto difícil, até mesmo para refletirmos.

E aí o que fazer? A solução é buscar sair do túnel. E para isso é preciso usar de discernimento para nos desonerarmos desse sistema. O túnel é escuro e a gente tem que caminhar dentro dele até achar uma abertura com uma claridade na ponta. Concorda? Tem alguma outra saída? Não, não tem. Nós temos que percorrer atrás dessa abertura com paciência e determinação para poder sair.

A gente não pode simplesmente destruir o túnel, explodi-lo e pronto. Se fizermos assim, o que é que acontece? Fechamos a eventual saída e corremos o risco de ficar por mais algumas reencarnações envolvidos na confusão toda. Percebeu?

Isso é o que tem acontecido com muitos de nós. Diante da necessidade de sair da dificuldade que nos limita os passos, redimensionamos conceitos, passamos a pensar melhor, melhoramos posturas, no entanto ainda continuamos no trânsito complicado, escuro e difícil do túnel em que nos situamos. Estamos pensando na luz, estamos produzindo luz em nós, nossa semente está vibrando de uma forma diferente, mas ainda nos situamos em meio às trevas. Ainda vivemos dentro do túnel, sujeitos a todas às pressões e complicações que ele manifesta.

16 de ago de 2017

Cap 61 - Livre-Arbítrio (2ª edição) - Parte 3

A ARBITRARIEDADE

Nós já estamos começando a entender que não se pode interferir negativamente no processo evolucional de ninguém. E isso é algo tão importante, tão essencial, que nós vamos até repetir: não se pode interferir negativamente na dinâmica evolucional de quem quer que seja. Afinal, a liberdade de alguém sempre termina onde começa outra.

Às vezes, nós queremos interferir de maneira radical na linha evolucional dos outros e é preciso não complicar o interesse do semelhante. Nós não podemos de forma alguma brincar com a vida dos outros, com o caminho que os outros estão seguindo.

Não podemos, em nome do nosso livre-arbítrio, querer impedir o determinismo superior quanto às outras individualidades com quem nós convivemos ao longo da vida.

Tem muita gente que confunde livre-arbítrio com arbitrariedade. Arbitrário é aquela decisão que independe de lei ou regra e resulta do arbítrio ou capricho pessoal. Aliás, o livre-arbítrio é livre até o momento em que ele passa para a arbitrariedade, porque aí já deixou de ter aquele sentido extraordinário de livre-arbítrio.

Todos nós sabemos que o livre-arbítrio às vezes é cerceado, especialmente quando ele tem uma conotação distorcida que pode gerar complicações para os nossos corações ou aquela tonalidade que tange para uma proposta fechada de arbitrariedade. 

O indivíduo vai usando e transformando o seu livre-arbítrio em arbitrariedade e ele acaba por entrar no campo de situações exteriores menos felizes que são providências que visam a conduzi-lo às mudanças necessárias pelo cerceamento de determinadas posturas. Deu uma ideia? De modo que os abusos da razão e da autoridade constituem faltas graves ante o eterno governo dos nossos destinos.

Em um planeta de provas e expiações, que é o que nós estamos vivendo, desmandos acontecem, não é? E quando a pessoa apronta, muitas vezes não se sabe se é livre-arbítrio ou se é arbitrariedade. Quer dizer, o elemento sai aprontando dentro do contexto social em que orbita, dentro do ambiente em que se situa.

Realiza desmandos com uma extrema indiferença e insensibilidade. Tem aqueles que saem aprontando de tudo quanto é jeito. Uns menosprezam aqui, outros agridem ali. Tem os que assaltam, ferem, outros matam um, matam dois, três. Todavia, cada individualidade responderá por si um dia, diante da verdade maior.

E vamos entender uma coisa para início de conversa: apesar das conturbações ambientes, dentro do universo existem leis sublimes que funcionam numa linha absolutamente inteligente e correta. Daí, sabe até onde a ação de cada criatura vai? Até onde não estiver complicando. É isso mesmo, nós vamos até onde não estivermos complicando.

Quando nossas atitudes se tornam inconsequentes, a grandeza de Deus com as suas leis não permitem.

O equilíbrio no contexto universal não pode ceder à arbitrariedade dos indivíduos.

Imagine o seguinte: o indivíduo chega em nosso ambiente e começa a aprontar. Isso não pode acontecer? Ele elege uma vida criminosa e sai aprontando. Daí, vamos analisar, quem está sendo vítima desse elemento? Os que tem débitos passados. Percebeu? Porque na hora em que esse agente começar a ameaçar inocentes, será que o criador vai concordar e aceitar seus desmandos? Impossível. 

Não se pode afligir quem não deve. Você se lembra de Saulo quando ele iniciou as primeiras perseguições aos cristãos? Pois então, ele afligiu alguns, mas quando foi atrás de Ananias a história mudou. Afinal, foi mexer com quem não devia.

Em nosso planeta, onde não existem vítimas, a arbitrariedade somente é aceita e tolerada enquanto os seres ultrajados estão sob o jugo da lei, enquanto estiverem recebendo as ações menos felizes aqueles que têm dívidas com o destino. 

Será que deu para entender? A criatura vai adotando atitudes desvirtuadas e nocivas até o momento em que a espiritualidade entende que aquilo está sendo de alguma forma útil para muitos. Inclusive para muitos que estão recebendo essas forças negativas tentarem retemperar o próprio mecanismo do destino. O indivíduo vai complicando o meio social em que ele vive enquanto as vítimas são devedoras.

De forma que muitas vezes o que está recebendo as ações está quitando a sua fatura, ao passo que outro está criando. Criando nova dívida para pagar no dia de amanhã.

O livre-arbítrio é respeitado, mas a arbitrariedade pode ser cerceada. Não é permitida a arbitrariedade dentro de uma área que não compete às vítimas ou pacientes receberem a arbitrariedade. Deu para entender? O indivíduo está aprontando, assaltando, maltratando, matando. Por enquanto, ele está tirando a vida de quem tem provas a cumprir. De quem tem débitos. Na hora que começar a ameaçar quem não tem nada a ver, daí a pouco, por exemplo, vem um tiro e pronto. Morreu fulano. Perfeito? Tirou do circuito. Ele é tirado fora do contexto.

Na hora que começar a complicar para além das fronteiras que interessam a nós e aos que nos circunvolvem, o barato dele é cortado. Na hora que o agente começa a entrar no terreno de quem não tem nada a ver, o plano superior tira ele de lá. 

Daí, nós não temos que ficar preocupados, porque na hora em que a espiritualidade notar que ele passou ou está passando da linha, corta a condição dele.

É da lei que cada individualidade responda pelos seus atos. E o detentor de certa autoridade que exige mais do que lhe compete, transforma-se em um déspota que o Senhor corrigirá através das circunstâncias que lhe expressam os desígnios, no momento oportuno. Essa certeza deve ser o suficiente para funcionar como alento e fator de tranquilidade para que o seguidor do evangelho, em hipótese alguma, quebre o ritmo da harmonia, a fim de manter a sua consciência em paz.

12 de ago de 2017

Cap 61 - Livre-Arbítrio (2ª edição) - Parte 2

CONCEITOS INICIAIS II

A gente caminha elaborando sonhos e fazendo projetos, no entanto, acreditemos ou não, aceitemos a verdade ou a recusemos, nós não vamos até onde definimos como projeto. Nossa tarefa chegará simplesmente até o ponto em que o Senhor permitir. E nenhum passo além disso.

E quando chega nesse ponto, aí não tem jeito. Não adianta chorar, esbravejar, gritar, revoltar. E não vale desistir.

Todas as individualidades do planeta, e em todos os tempos, conheceram e sempre conhecerão aquele momento em que a vida não deixa ir além. Como dizem as escrituras: "Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" (Tiago 4:15), e "o coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos" (Provérbios 16:9).

Então, se cada criatura humana dispõe do livre-arbítrio para criar o próprio destino, cada qual atua em uma faixa determinada de tempo. A vida é dinâmica e nada, absolutamente nada, é para sempre. Todos os espíritos, sem exceção alguma, sejam tiranos ou santos, malfeitores ou heróis, atingem sempre um limite da estrada em que o plano maior lhes impõe uma pausa para o exame necessário.

O livre-arbítrio é uma prerrogativa relativa porque acima dele vigora o determinismo divino. Existe uma determinação divina de que cada qual tem que progredir. E não tem como fugir da evolução. Não é uma questão de querer ou não querer.

A lei divina preceitua, sem exceção, que todos nós estamos determinados a evoluir.

A lei de Deus determina o progresso para todos e o determinismo opera independentemente das nossas decisões pessoais, das nossas propostas de decisão e de escolha. Então, o determinismo é uma lei maior a vigorar em todo o universo e ele se fundamenta totalmente no componente absoluto chamado amor.

Há quem acha que o livre-arbítrio é uma conversa por causa do determinismo divino. Todavia, vamos entender que o livre-arbítrio é a abertura que temos dentro da lei de determinismo. E a manifestação do determinismo também não é absoluta, também não é fechada. Sabe porquê? Porque pela utilização adequada dos recursos da nossa liberdade de escolha, que estão sempre alterando o destino e os rumos da vida, nós podemos facilitar muitas coisas para nós.

Deu uma ideia? O livre-arbítrio influencia no plano detalhado do determinismo de maneira positiva ou negativa. A retirada do determinismo está na linha direta do bom uso do livre-arbítrio. Nosso livre-arbítrio se amplia na medida em que entendemos o determinismo divino. Quanto mais enveredamos dentro do determinismo divino mais entramos no usufruto amplo do livre-arbítrio, quanto mais se expressa em nosso entendimento o determinismo mais se abre o nosso livre-arbítrio.

E queiramos ou não, com o livre-arbítrio está entregue em nossas mãos as rédeas do destino, e cada qual vai trabalhar em função do que fez com o seu uso, do que operou de positivo ou negativo. Precisamos de responsabilidade na base das escolhas para não perdermos essas rédeas, porque é um privilégio e uma felicidade estar com as rédeas do destino nas mãos. É bom a gente ter o direito de opinar, de escolher e decidir em cima das várias facetas da vida. E eu estou dizendo isso porque com o livre-arbítrio tanto colocamos barreiras como tiramos impedimentos do nosso destino. Seres livres com limitada liberdade que somos, nosso livre-arbítrio é elástico, ou seja, podemos estendê-lo ou bloqueá-lo.

Por ele nós criamos prisão e cerceamento aos nossos passos, como abertura e libertação.

Então, vamos ter em conta que a sua ampliação vai estar na faixa direta de nossa capacidade de compreender e discernir. Quase sempre, quando cedemos à vontade superior dentro do plano de nossa caminhada, o livre-arbítrio volta na frente muito mais ampliado para nós. Quanto mais harmonia e equilíbrio de nossa parte mais o seu parâmetro se abre, e nós podemos ter o livre-arbítrio ampliado até onde fala o pensamento harmônio superior. Será que deu uma ideia?

Quanto mais nós andarmos direitinho, na lei, mais o livre-arbítrio vai se abrindo para nós. Quanto mais as nossas atitudes se distendem em favor de um interesse globalizado e não egoístico, mais ele vai sendo aumentado, sendo ampliado.

Por outro lado, quanto mais nos fechamos sobre nós próprios dentro de um encasulamento pessoal, mais restrito ele vai ficando. O livre-arbítrio é cerceado com base na utilização menos adequada dele e nós começamos a ser cerceados.

Isso acontece demais da conta. Quanto maior for a nossa invigilância, quanto maior a irreverência nossa, mais esse parâmetro se fecha. Sempre um livre-arbítrio é reduzido em função de sua má utilização. Nunca há um processo de cerceamento do livre-arbítrio por capricho divino. Todas as vezes que ele é retirado não é por vontade caprichosa de Deus, mas por irreverência e invigilância nossa.

8 de ago de 2017

Cap 61 - Livre-Arbítrio (2ª edição) - Parte 1

CONCEITOS INICIAIS I

“TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVÉM. TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS EU NÃO ME DEIXAREI DOMINAR POR NENHUMA.” I COR 6:12

“TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVÊM; TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS EDIFICAM.” I COR 10:23

“EM LUGAR DO QUE DEVÍEIS DIZER: SE O SENHOR QUISER, E SE VIVERMOS, FAREMOS ISTO OU AQUILO.” TIAGO 4:15

“O CORAÇÃO DO HOMEM PLANEJA O SEU CAMINHO, MAS O SENHOR LHE DIRIGE OS PASSOS.” PROVÉRBIOS 16:9

A palavra arbítrio diz respeito àquela resolução que depende apenas da vontade.

Daí, nós vamos entender o livre-arbítrio como sendo a liberdade de manifestação das ações humanas. É o poder que cada individualidade tem de decidir e agir por si mesma, de ser independente. E trata-se de uma concessão ímpar, um mecanismo que funciona a nosso próprio benefício. Quer dizer, Deus confia à nossa consciência a escolha do caminho que queremos seguir, bem como a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós. Entendeu essa parte das influências contrárias? É que sem elas nós ficaríamos privados de nosso direito de escolha, e sem a liberdade de escolha seríamos autômatos do universo, sem a alegria sequer de vencer as lutas.

O livre-arbítrio representa a base do destino. Sobre ele se fundamenta a ação, e seu uso decorre das aspirações elevadas ou egoístas que norteiam a individualidade.

Representa o fator de escolha do caminho a seguir, em que cada espírito ilumina-se pelo discernimento para adquirir experiências que lhe cabe realizar de modo a erguer os seus próprios méritos. E não se trata apenas de escolha no campo das decisões puramente interesseiras do dia a dia, mas das opções amplas da vida.

Mediante esse direito de opção e escolha das realizações, cada individualidade investe no seu livre-arbítrio como quer, da maneira que deseja. Pode utilizar essa liberdade da melhor maneira que lhe aprouver. Pode escolher o caminho reto ou sinuoso, claro ou escuro em que mais se apraza seguir. Pode utilizar essa liberdade até mesmo para se comprometer.

O apóstolo Paulo é claro quando diz "todas as coisas me são lícitas" ( I Coríntios 6:12 e I Coríntios 10:23).

Então, fica alguma dúvida? Não! Tudo é lícito indica que tudo por ser feito, que não existe restrição no plano educacional do ser. E tanto pode tudo que nós temos no mundo criminosos e gente desregrada de tudo quanto é jeito. Logo, a regra é simples: tudo é lícito. Somos livres na escolha do caminho que queremos seguir.

A multidão esmagadora de seres humanos aprende que não há limite no uso do livre-arbítrio, que tudo pode, que tudo é permitido, e aí o que ela faz? Vai! No entanto, a verdade ensinada por Paulo não se limita ao tudo é lícito. Ela vai adiante: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém" (I Coríntios 6:12 e 10:23).

Percebeu a questão? Tudo é lícito, todavia a restrição aparece de forma velada na parte seguinte, no mas.

O problema não é a licitude, porque tudo pode; o problema não é o que podemos ou não podemos fazer, porque tudo nós podemos. O problema está na conveniência.

E por achar que o que é conveniente para nós tem que ser conveniente para os outros, tantas vezes nós entramos em dificuldades com as pessoas e vira uma bagunça danada.

Tentamos impor aos outros as nossas ideias e vontades e criamos briga com os familiares, com os vizinhos, com os colegas. O que preceitua que precisamos de critério na formação dos nossos planos de ação. Precisamos avaliar e saber decidir, afinal de contas muitas coisas que são convenientes para nós não são para os outros, e e muitas coisas que são convenientes para os outros não são para nós, e pronto.

Como não há violência no império do amor, cada individualidade tem o direito de utilizar o seu livre-arbítrio, a sua liberdade de escolha da forma que lhe convier, até mesmo para se comprometer. E é aí que está a chave da questão. O livre-arbítrio é uma faculdade que expressa o estado evolutivo do ser. Não pode ser exteriorizado sem responsabilidade por parte daquele que o utiliza, e é por isso que ele é uma das coisas mais extraordinárias que nós temos que trabalhar.

Aliás, temos aprendido que o seu uso adequado envolve uma capacidade de sensibilização no que diz respeito às faixas de sentimento, com uma claridade racional nítida de forma que a sua manifestação seja capaz de propiciar respostas favoráveis no contexto do nosso caminho. A qualidade do fruto começa na qualidade da semente.

Cada qual tem o seu livre-arbítrio e somos livres para decidir acerca de nossos atos, embora nos tornemos escravos de suas consequências. Logo, vamos saber escolher bem a nossa jornada, porque se não for com bom senso, simplicidade e calma, em uma construção positiva e segura, não adianta que vamos ter problemas na frente, vamos ter percalços na caminhada, vamos ter dificuldades, embora todo aquele que se compromete, pela escolhas menos felizes que faz, encontra o ensejo oportuno de reparar, recomeçar e libertar-se.

Ao analisar este assunto algumas pessoas costumam dizer que o livre-arbítrio não funciona tanto quanto parece, porque nem sempre vamos usufruir dessa faculdade de decidir como gostaríamos. E de fato nos situamos dentro de uma liberdade relativa.

É a pura verdade. Não podemos esquecer que ele é uma concessão divina, mas seu caráter não é absoluto. Quer dizer, ele não é amplo. Nosso livre-arbítrio é automaticamente limitado. É relativo. Tem situações que vamos querer e não vamos poder. Tem ocasiões em que somos torpedeados em nossos ideais, porque a espiritualidade entende que vamos nos complicar, que vamos criar desajuste em torno dos nossos pés. E o que ela faz? Nos cerca da mesma forma que um pai limita a ação de seus filhos, de modo a impedir que determinados fatos negativos venham a acontecer. Ficou claro? No entanto, a grandeza e a bondade de Deus estão empenhadas em abrir nosso livre-arbítrio o mais rápido possível.

2 de ago de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 18 (Final)

O DESPERTAMENTO

O grande despertar dos corações depende de um processo de reflexo, de refletir a luz.

E nesse assunto nos vem à mente uma experiência em laboratório. Nessa experiência, o cientista, biólogo, químico ou experimentador coloca um ser unicelular numa lâmina de microscópio para examinar. Não é assim? E o que ele faz? Faz uma série de procedimentos para ver se aquele elemento reage. Atua de várias formas para tentar ver se surge um reflexo, para ver se aquele microorganismo reage.

Lança sobre ele um foco de luz e ele está quieto; coloca calor, água quente e ele está quieto; joga água gelada e ele não se mexe; coloca um produto químico e ele continua imóvel; põe ácido e ele permanece lá, estático. Percebeu? Ele joga uma cor, outra cor, joga isso, joga aquilo. Para quê? Para que aquela criatura reaja a algum produto que é colocado.

Então, vamos sair do elemento unicelular colocado na lâmina e falar sobre nós seres humanos. O orientador lança um foco de luz no educando para que ele reaja, o que indica que à nossa volta existe uma enormidade de corações que nos induzem.

O educador faz um papel semelhante a esse experimento. Ele adota estratégias e tenta arrumar instrumentos que possam fazer com que o educando se movimente. Ele tem que encontrar pontos na intimidade do educando que possam fazê-lo interessar-se pela sua comunicação, pela sua orientação, para que ele se mexa e saia do lugar.

Esse processo tem a finalidade de fazer com que o educando alcance outros pisos.

É isso o que a espiritualidade tem feito conosco ao longo dos milênios e que nós temos que aprender a fazer. A espiritualidade, entre outras coisas, está tentando incentivar em nós esse papel de educador. E o educador não faz esse papel? De tentar arrumar instrumentos que possam fazer com que se movimente a intimidade do educando? Então, o nosso objetivo como orientador, se é que nós podemos dizer assim, é o de despertar potenciais.

Pense comigo, o processo educacional visa o quê? Despertar os potenciais do indivíduo. Acompanhou? É despertar. Despertar o quê? Despertar alguma coisa que já existe.

Daí, o lance é trabalharmos de maneira tal junto às pessoas para que essas pessoas se descubram a si mesmas.

Vamos soltar o que há de melhor em nosso coração e tentar encontrar um coração que tenha uma série de componentes que possam refletir. Deu uma ideia? Agora, é evidente que nós não vamos ficar saindo por aí procurando A, B, C ou D e lhes chatear até que eles reflitam. Também não é por aí. Mas vamos pensar.

É por aí que parte o processo que altera a inércia em que a criatura estava, que altera a linha e o posicionamento em que ela repousava.

Na experiência de laboratório a criatura está lá parada, mumificada. Não se mexe. E o que o experimentador faz? Vai trabalhando com ela até ocorrer o reflexo. Perfeito? Em determinado momento ele utiliza um componente que age como indutor e faz o papel de que espécie? De força centrípeta. E consegue penetrar. E a célula se movimenta. Deu uma ideia? Foram sendo feito tentativas. Depois, por exemplo, colocou um determinado componente químico e houve uma mexida, uma alteração. O componente fez com que aquele elemento se movimentasse, quer dizer, ele reagiu em função daquele tipo. E essa reação significa que iniciou o seu mecanismo evolucional.

É o que acontece no plano moral conosco. É por aí que parte um processo que altera a inércia em que a criatura se situa, aquela linha em que ela estava repousada.

E no momento em que a criatura reage, nessa hora, implanta-se uma conexão vibracional. E ela reflete. Ela conseguiu captar aquele valor. O toque mexeu em algum lugar, alterou todo o processo assimilativo e indutivo. E ela mexeu. A partir daí é que começa outra fase.

Nós somente podemos evoluir quando se instaura em nós o mecanismo de reação interna.

É por esse motivo que o processo evolucional depende de uma reação nossa. Sempre há uma linha dualística: um componente que irradia e outro componente que recolhe. 

E dentro desse contexto, os caminhos, os percursos, a atividade, a inércia, o bom senso, o equilíbrio, a insensatez e todos os padrões que experimentamos a cada momento no dia a dia vão depender da postura de cada um de nós. A capacidade de assimilação e de reação ocorre em função de inúmeros componentes que o elemento possui e passa a irradiar gradativamente.

Nós podemos influenciar junto de um coração dando sugestões, aconselhamentos, dando ideias, mas é ele quem tem que dar os passos. É a didática de movimentação dos valores estáticos desse elemento que passa a entrar em ressonância. Quando consegue atingi-lo, ele se mexe. E se movimentou deixa por conta dele, porque ele vai. Se não for nessa fase, nessa etapa, vai na outra, mas vai.

Junto do instrutor o aprendiz quase sempre apenas observa e aprende. À distância, porém, experimenta e age, vivendo que aprendeu. Junto ele observa, assimila e aprende; longe ele aplica.

E tem que deixá-lo ir. A proteção excessiva e inconsciente elimina os germens do progresso e da elevação. Subtrai o protegido do clima de realização que lhe é próprio e do resgate individual. De forma que estabelecer dependência dessa ordem é criar o cativeiro do espírito, que anula a faculdade de improvisação e estimula os vícios do pensamento.

Outro ponto que não podemos esquecer em momento algum é que a sensibilização é nossa, a capacidade de sensibilizar, mas o despertamento é do outro.

Na justiça nós somos empurrados. Concorda? Se nós devemos, a vida de alguma forma vai cobrar e nós vamos pagar. Se devemos, de um jeito ou de outro a gente paga! Pode ser chorando, gritando, reclamando, mas paga! Isso é da lei. É da justiça.

No entanto, nós estamos falando em termos de amor, pois a realização de um objetivo pressupõe amor. O início da mudança pode até ser pela justiça, mas a chegada é pelo amor. E nesse aspecto, se não tiver despertamento íntimo, uma luzinha íntima que brilha, não adianta ficar ajuntando equações que não chega.

Às vezes, gastamos tempo e rendemos tempo ao tempo para que esse despertamento se dê, para que ele aconteça. Por exemplo, nós podemos ter ouvido alguma coisa há seis meses atrás, e pode acontecer disso que ouvimos lá atrás nos ser trazido hoje novamente por uma outra pessoa em circunstância diversa. Quer dizer, aquilo que ouvimos nos chegou novamente, trazido por outra pessoa em forma de ajuda, de orientação. Isso não acontece? E eu penso: "Puxa, ouvi isso de novo. Agora sim, eu entendi. Ficou claro. Abriu para mim. Realmente é isso mesmo". Deu uma ideia? A sensibilização é de quem direciona o padrão, de quem encaminha o valor, mas o despertamento é de quem recebe.

E para que o despertamento se dê o toque tem que alcançar lá dentro, tem que chegar lá no fundo. Ele tem que trabalhar o plano de sensibilização com profundidade.

Um indivíduo, por exemplo, em uma situação adversa pode chorar de raiva. Mas na hora que está com tanta raiva ele desabafa: "Eu não aguento mais isso!" E nesse momento em que ele disse "eu não aguento mais", quem sabe a vibração tinha 99% de raiva e 1% de "para onde eu vou, o que é que eu faço". Percebeu? Talvez a criatura não entenda com lucidez e claridade o toque recebido quando ele chegou, mas esse toque recebido pode ficar repousado na intimidade dela como um toque de bem estar. E depois, num período relativo de um, dois, três ou quatro dias, ou uma semana, duas, três semanas, aquilo pode começar a germinar dentro dela e vir à tona o despertamento e favorecer aquele coração. 

E tem outra coisa que acontece demais. O indivíduo passa por situações difíceis, mas não é tocado. Aquilo ainda não mexeu no fundo. As manifestações exteriorizadas por ele de tristeza, inconformação, ou sei lá, são só emoções relacionadas com a experiência difícil que ele está vivendo. Entendeu? Ele está na emoção periférica ainda.

E também pode acontecer dele se sensibilizar de fato, e nessa descida ao seu íntimo ele chegar lá no fundo, no extremo, todavia ele não se resolve. Ele não se dispõe a entrar em um sistema sincero de mudança.

É por isso que tem situações que só a dor resolve. O sofrimento e os impactos são componentes que vão abalando as estruturas de resistência do ser. Vão abalando a tal ponto que quando chega um momento de ser tocado o indivíduo já foi embatido muitas vezes. Os impactos do sofrimento, da dor, da frustração e da dificuldade fazem rachaduras imperceptíveis nessa crosta íntima, e é por essa rachadura que acaba chegando a luz.

Por isso, de quando em quando é necessário deixar o discípulo entregue a si mesmo. Ainda que o nosso carinho e a nossa linha emotiva sugiram o contrário. Porque não cabe na linha de orientação básica fundamental da alma a luta declarada entre a luz e a treva. Além do que, há pessoas em quem a vontade de instruir-se e crescer é apenas aparente, e com estas perde-se tempo. Insistir com elas equivale ao que Jesus disse sobre dar pérolas aos porcos.

Nós também temos aprendido ao longo do tempo que para chegarmos a um grau de compreensão e de  cooperação legítima a primeira coisa que temos que fazer é tirar da cabeça aquela proposta de querer que a pessoa mude a si mesma na nossa frente, bem no momento em que estamos diante dela. Porque na nossa ótica cultivamos isso, esse caráter curto de tempo. Nós achamos que todas as pessoas são capazes de reformular o sistema de vida em um ano, dois anos, quatro anos, cinco anos ou em uma encarnação, e não é por aí.

De nossa parte, precisamos trabalhar com as criaturas com naturalidade. Quantas vezes, em conversa com algumas pessoas, conseguimos observar que está relativamente fácil resolver o problema delas. Elas nos expõe suas lutas, suas dificuldades, e a gente conclui que não está difícil. Não está difícil na nossa ótica. Percebeu?

No lugar delas, nós, quem sabe, conseguiríamos solucionar em um prazo curto de tempo. Mas para elas a barra está pesadíssima. Para elas, puxa vida, ainda vai demorar muito tempo. Para elas, a solução que nós visualizamos ainda é desafio insuperável.

Essas criaturas estão ainda num grau muito grande de desinformação ou estão vinculadas a um sistema de vida muito diferente e que as situam a uma distância enorme da proposta de mudança e da solução. Mas a gente precisa ter calma neste aspecto. Muita calma. Afinal, quantas experiências frustradas e por tão longo tempo nós tivemos que passar para chegarmos até aqui?! E os espíritos amigos sempre se mantiveram ao nosso lado, acompanhando-nos sem agonia. Quantas vezes eles acharam que a nossa mudança seria em determinado tempo e não foi. Que seria no próximo, e não foi. E agora é que estamos mudando. Se é que nós estamos mudando de verdade. É algo para pensar.

27 de jul de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 17

A POSTURA DO EDUCANDO

Ao nos situarmos na posição de auxiliador, de cooperador, uma coisa é interessante: quando o paciente ou interlocutor entra na linha de absoluta coincidência e de convergência com a nossa opinião, tudo fica mais fácil. Mais simples se torna o processo de ajuda.

Eu não sei se você já pensou nisso, mas o terapeuta, educador ou orientador terá êxito quando o paciente ou o educando começa a namorar as suas linhas informativas e formativas. O caminho se abrevia, o trabalho flui, o resultado aparece, quase que sem percalços.

A questão é que essa convergência nem sempre se dá. Até pelo contrário, é muito comum a gente notar que vamos por uma direção, seguindo com a criatura, tentando auxiliá-la, tentando cooperar com o seu crescimento, e ela vai se desviando para outro lado. A gente pode até pegar na mão dela suavemente e puxar para cá, todavia sentimos que ela vai se esquivando para o lado contrário.

A gente chega com a melhor intenção e ela já se apresenta com uma arma na mão, querendo nos sacrificar e cortar o nosso barato. Viramos adversários intimidadores. 

E não dá para reclamar. Afinal, fizemos isso com Jesus. Ele foi o mestre maior, o educador, e nós, os educandos, fizemos o quê? O crucificamos. Aliás, dizem os entendidos que se o trouxerem outra vez nós vamos crucificá-lo de novo. Provavelmente não na cruz, mas com certeza em algum outro tipo de martírio. E sabe por quê? Resposta simples: porque não entendemos a sua mensagem até hoje.

De forma que precisamos ter uma visão muita clara para que possamos, naqueles lances que representam resistências, saber administrar esses pontos de resistência e criar a relação vibracional positiva de modo a envolver o companheiro.

Imagine uma criatura cristalizada, resistente, impermeável à mudança. Você só chega nela se conseguir encontrar na intimidade dela uma fagulha de luz. É assim que nós temos aprendido. E mais, é por esse pontinho de luz presente no coração que você entra com a sua luz inteira. Se você a tiver, é óbvio. De forma que é preciso encontrar na treva uma réstia de luz, e essa réstia de luz é aquela posição da mente.

Os espíritos superiores têm tido muita benevolência conosco, uma paciência grande conosco, e utilizam aqueles pontos mínimos que a gente é suscetível de irradiar.

Para se ter ideia do que eu estou falando, para poder participar de um estudo como este, por exemplo, em que buscamos a aprendizagem que estamos tentando apropriar, é fundamental termos um lastro íntimo, uma abertura interior.

Se educar é despertar, trata-se de quê? De despertar alguma coisa que já existe.

Educação não se faz só injetando valores de dentro para fora. Educar é tirar do interior. 

E nada pode se tirar de onde nada existe. É preciso esperar a emersão de algo por parte do educando. A parábola do semeador ensina isto de forma clara: na linha de relação entre professor e aluno é fundamental a fertilidade do terreno íntimo.

Pense comigo, a palavra é componente irradiador essencial. Palavra é semente, mas a semente tem que ser lançada em solo fértil. Para o crescimento dela é necessário por parte de quem a recebe uma certa dose de receptividade e interesse.

Para o educador inteligente, aquele momento em que o aluno pergunta é a brecha formidável. Trata-se de um momento peculiar e todo especial no processo educativo. Isso é uma beleza para quem sabe e gosta de ensinar, porque demonstra o interesse do aprendiz. No entanto, existem alguns educadores fracos e insensíveis que desconsideram essa particularidade. Eles acham que nessa hora o aluno atrapalha o bom andamento da aula e incomodam.

E alguns desses professores infelizes, às vezes, fazem uma coisa horrível: eles rechaçam o aluno e o descaracterizam na mesma hora. Nós não acreditamos que essa atitude rude aconteça com tanta frequência nos dias de hoje, mas quando acontece ela pode resultar sabe em quê? Se o aluno é aquele indivíduo tímido, de personalidade acanhada e mentalidade introspectiva, o que ele pode pensar? "Eu nunca mais abro a boca em aula nenhuma". E daí para frente haja conversa com ele, haja paciência e esclarecimento para acabar com a sua inibição.

Outra coisa fantástica é lidar com quem quer crescer, com quem apresenta aquela índole de manifestação dos seus potenciais. Nós podemos dizer sem medo nenhum de errar: quanto mais potencial a criatura manifesta mais alterações positivas vão ocorrendo. 

E visto sob este ângulo, é muito bonito quando alguém que está ensinando sensibiliza uma criatura que já está com o seu anteparo pronto para que a luz apareça. Concorda? É gostoso orientar alguém que demonstra interesse, que pergunta, alguém que quer aprender. O aluno pergunta e o professor está com a instrumentalidade na mão para informar.

O professor, ao orientar, solta o que há de melhor em si e nota da parte receptiva que aquilo vai refletir. Isso é fora de série. O professor dá o seu melhor e no momento em que o educando se expressa ele pode até sair de cena. Tanto que em relação àquele aluno ou aluna que é dado ao estudo, à leitura, o professor fica tranquilo. O rapaz ou a moça, o educando de uma forma geral, dá uma resposta muito bonita em termos de aprendizado. Ele corresponde.

E outro fator interessante: o aluno exterioriza esse entusiasmo na sua própria feição. 

Se é que podemos dizer assim, ele manifesta na sua fisionomia a capacidade perceptiva e de sensibilização. Os espíritos amigos fazem isso conosco. Eles aproveitam nossas disposições íntimas de crescer e de fazer e investem em nosso potencial.

24 de jul de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 16

APEQUENAR-SE

A luz que Jesus tem irradiado para nós tem o fulgor de um sol que nós não somos capazes de encarar de frente. E o que ele fez foi pegar a força irradiadora do amor, decodificá-la e vir aqui em nosso ambiente físico, reduzindo-a a um plano de adequação.

De forma que essa força é dimensionada por um componente magnético que nós chamamos amor, que chega ao coração de cada criatura na pauta daquilo que esse coração é capaz de perceber. E isso é bonito demais da conta.

Veja para você ver: um indivíduo pode ser um excelente professor, pode ser um orientador excepcional, mas de que valerá o seu conhecimento se ele não souber adequar-se ao plano de solicitação e necessidade do educando?

Ele tem que adequar-se e chegar a um certo nível para que o auxiliado levante-se e se expresse no conhecimento. Está dando para perceber? Daí a gente nota que a adequação é uma das facetas mais lindas do plano pedagógico, e que muito pouca gente adota. O suprimento alimentício tem que ser direcionado dentro de uma linha de adequação. O professor tem que trabalhar utilizando uma linha compatível ao plano assimilativo do educando. E isso não é nenhuma novidade, afinal de contas para que o aluno assimile ele precisa entender o que o professor está falando.

Para se ter ideia, alguém pode ser PHD em certa área teológica, no entanto, para falar de Deus a uma criança tem que falar papai do céu. Percebeu? Não adianta falar que Ele é o estruturador universal ou o criador que ela não vai entender nada.

E vale ressaltar que a própria verdade direcionada muitas vezes, de forma nua e crua, sem uma adequação, é um punhal que apunhala, que machuca, fere e não ajuda.

Quando trabalhamos com o melhor interesse e a melhor intenção junto de uma criatura com a qual queremos cooperar, se nós quisermos ser feliz nessa proposta nós vamos ter que encontrar pontos de referência na linguagem, em nossa forma de canalização, capazes de atingir certos ângulos da personalidade dela que representa, vamos dizer, uma capacidade perceptiva. O que equivale a dizer que somos convocados a fazer ajustes e adequações para alcançarmos o companheiro ou a companheira de acordo com sua capacidade. Ficou claro?

Nossa estrutura de comunicação tem que ser compatível com a linha receptiva do aprendiz. É aí que reside todo o processo da aprendizagem. Então, adequar é encontrar estratégias e nós temos que fazê-la sem perder a fluência normal da irradiação.

A adequação nos é colocada no evangelho pela capacidade que Jesus tinha de inclinar-se.

Então, no sentido do evangelho a palavra adequação significa curvar-se, inclinar-se.

Adequar é saber descer ao nível de capacidade receptiva do educando. Em outras palavras, para ajudar alguém, para ensinar alguém, cooperar com alguém, é preciso ter esse jogo de cintura de saber adequar. É preciso uma profunda disposição de apequenar-se.

E o que é apequenar? Apequenar é aplicar estratégias, é o aspecto prático da adequação. Porque não é o professor que tem que trazer o aluno para a sua órbita. De forma alguma, ele é que tem que descer até a órbita do aluno. E outra coisa interessante é que quando você se inclina você não sai da sua posição. Percebeu? A sua verdade permanece inteira, se mantém intacta. Mas você tem que curvar-se, inclinar-se, apequenar-se até o educando para o ajudar.

Repare que quando investimos em um professor nós o fazermos porque vemos nele uma autoridade.

De forma que quanto mais o educador conhecer mais ele é capaz de tocar e auxiliar o educando. Afinal, como ele pode alcançar os companheiros que se situam em uma faixa ampla, variada, extensa, se ele não tem compreensão abrangente da situação em que se encontram e das necessidades que eles apresentam?

Outro ponto a ser observado é que o professor tem que trabalhar com a linha compatível ao plano assimilativo do aprendiz. Isso é essencial. Ele tem que pegar a luz existente dentro dele, a luz de professor, e adequar à capacidade perceptiva do elemento.

Então, ele tem que fazer o quê? Analisar, compor e, sobretudo, sintetizar. Aliás, sintetizar é o grande segredo. E que é síntese? Síntese é o grande, pequeno. É o extenso, reduzido. Mas de um poder operacional e de uma projeção inigualável.

A síntese é a soma dos padrões arregimentados e conquistados reduzidos pelas análises feitas.

O educador pode ser chamado a apresentar inúmeras formas de expressão, no entanto, o educando realmente se beneficia quando ele consegue fazer um trabalho de síntese, através do qual consegue penetrar nas linhas da personalidade do que quer aprender. Ficou claro? O educando se beneficia quando o educador sabe ensinar, quando sabe fazer um trabalho de síntese. Isso é tão importante que quando nós não temos essa capacidade de analisar e sintetizar outros fazem por nós.

E quanto maior o conhecimento adquirido, maior a capacidade da criatura sintetizar.

A gente acha que para ser bom professor tem que saber falar. Falar bonito e bem. Os entendidos, por sua vez, defendem que a primeira coisa é aprender a ouvir. Que somente após ouvir com atenção pode o homem falar de modo edificante na estrada evolutiva. Não sabendo ouvir não se pode auxiliar com êxito.

Então, o grande mestre sabe ouvir. Ele ouve e pondera, pois não adianta nada ensinar sem ouvir. Quem ouve aprende e quem fala ensina, e sem saber ouvir não se pode ajudar. Assim, se o professor ou educador não souber sintonizar a carência do educando como é que ele vai poder auxiliá-lo na linha instrutiva informativa? Concorda? Não tem como. De forma que é preciso ouvir. Agora, também é preciso ter uma postura segura quanto a isso, afinal de contas nós não vamos ficar por conta, indefinidamente, ouvindo alguém. É necessário ter esse cuidado.

É imperioso notar que só pode haver síntese se houver análise. Porque a síntese é decorrente da análise. 

Daí, antes de qualquer coisa o educador tem que ter uma alta dose de idealismo e de compreensão acerca do educando, para que possa encontrar dentro da síntese um caminho que servirá como base e instrumento didático para operar de forma satisfatória com aquele. É um ponto extremamente essencial. Quando um professor vai trabalhar ele tem que saber os potenciais do aluno. Se ele não sintonizar a carência do educando, sua necessidade, como é que ele vai poder auxiliá-lo?

Se o educador não conseguir perceber o que o aluno está exteriorizando, se não entender as suas dificuldades, as suas reais necessidades, fica muito difícil auxiliar. Se não sintonizar a sua carência ele não tem como ajudar de forma efetiva.

Esse é um fator pelo qual é preciso trabalhar no plano sintético. É necessário, antes de qualquer coisa, saber o nível em que se encontra o indivíduo que se quer ajudar.

Porque pode acontecer do aluno ou do necessitado não aguentar mais do que um palitinho de fósforo ou uma lanterninha e o que vai auxiliar querer acender um farol lá dentro. Não tem jeito.

É por isto que educar não é fácil. Não é fácil. Se achamos que temos que cooperar de alguma forma nesse campo da sensibilização e do aprendizado nós temos que saber trabalhar com inteligência. Com inteligência e com discernimento.

Um grande desafio de quem quer ensinar e cooperar com eficiência é encontrar componentes e instrumentos capazes de despertar interesse. É um verdadeiro desafio àquele que se propõe cooperar. É preciso encontrar estratégias de sensibilização. 

Usar instrumentalidades diferenciadas, linhas de raciocínio diferentes com cada pessoa. Com crianças, por exemplo, é muito comum usar brinquedos porque isso atrai a atenção delas, facilita o aprendizado. E na medida em que vamos avançando nessa tarefa nós temos que ir, gradativamente, conhecendo a personalidade humana.

18 de jul de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 15

A PARTE POSITIVA II

A educação não vem por imposição. E enquanto não enfatizarmos o ângulo positivo da personalidade que queremos sensibilizar nós continuamos sendo elementos de choque, e o choque simplesmente não resolve o problema de ninguém.

Todo processo educacional efetivo tem por objetivo despertar os potenciais do indivíduo.

Então, o grande fator é aquela linha de despertar da individualidade, aquele toque que, às vezes, a gente não vai esquecer nunca. Cada um de nós teve esse toque, e quem não teve provavelmente terá. E a gente leva conosco a lembrança desse toque a vida inteira: "Eu conheci alguém que me despertou. Não mencionou minhas imperfeições, não levantou minhas dificuldades e mexeu no coração."

Eu não vou conseguir despertar ou auxiliar alguém só lhe dando cutucada ou apontando o seu erro sistematicamente. Não é por aí. Com essa atitude eu posso levar a criatura ao desencorajamento. É óbvio que eu não vou ficar passando a mão na cabeça ou estimular alguém que eu sei que podia estar fazendo a coisa certa e não faz por negligência. No entanto, o processo de medicina da alma propõe, na tarefa de edificação do ser, o encaminhamento de mais valores positivos do que tentar tirar o mal que existe, pois o mal vai desaparecer naturalmente. Jesus nos dá a entender que nós devemos ter alta dose de amor e estímulo aos companheiros com quem lidamos. Ele deixa esse recado.

O lance é que no campo de relação eu tenho que transmitir força ao companheiro, o que é diferente de evidenciar o negativo. Vamos pensar juntos? Como age um professor que corrige o exercício de um aluno e nota que ele cometeu erros? Ele entende que o aluno está lutando e através de um incentivo lhe dá um estímulo para que aquele se predisponha a abrir novos componentes de aplicação no curso da vida.

É por isso que educar significa tirar para fora na respectiva área. Educar é tirar potenciais da individualidade. Logo, o educador trabalha no incentivo, na motivação, na indução de fora para dentro. E tanto é assim que quando recebemos uma didática elaborada com amor nós costumamos adotar o conteúdo que recolhemos inspirados na confiança que o professor ou preceptor nos oferece.

Sabe como é que ajudamos o semelhante? Enxertando nele, na árvore íntima dele, padrões positivos para que ele possa sintonizar novos e determinados ângulos.

Daí, nós temos que olhar a criatura com a qual trabalhamos como alguém que tem potenciais extraordinários, que tem recursos e valores de alta expressão. Percebeu?

Nós estamos procurando fazer um trabalho que nos é competente, um trabalho possível de propiciar indução interior de crescimento no outro. De fato, estamos tentando acertar. Agora, você sabe que quando trabalhamos o lado positivo de alguém o que é que acontece? Nós conseguimos entrar no coração desse alguém, mexer lá dentro, fazer o que quiser e ele vai entender que nós o estimamos.

Quando entramos na pauta do semelhante com amor e valorização da personalidade dele, nós podemos até falar de forma mais dura com ele que ele vai entender.

É muito comum, em um aspecto ou outro, algumas pessoas se manterem em estado de defesa. Elas se armam e se fecham em uma redoma relativamente às suas falhas e ninguém consegue penetrar. Igual a muralha da China. Haja pedra e cimento.

Ficam intocáveis. Ninguém penetra. E por que é que eu estou dizendo isto? Porque a criatura que está disposta a auxiliar, se ela não levantar um lado positivo nessa individualidade ela simplesmente não consegue uma penetração. Percebeu?

Isso precisa ficar claro para nós. Tanto que no plano didático o educador tem que trabalhar no campo do incentivo, ao invés de ficar apenas enchendo a cabeça do educando de valores, porque no fundo o educando é quem vai procurar os próprios caminhos dele. O trabalho do educador é de sensibilização e incentivo, mais do que propriamente ficar somando conteúdo. A motivação consiste num sistema de preparar um coração. Por ela você mexe e prepara o íntimo da outra pessoa.

Aquele que ama, sem dúvida nenhuma, consegue aprofundar, consegue entrar e incentivar a criatura a despertar-se e a movimentar os padrões positivos da sua intimidade.

A questão é simples para a nossa análise: o Pai não responde às súplicas de um filho com palavras condenatórias.

Então, quanto mais a nossa fala contrariar o conceito do interlocutor, que está sofrendo e não descobriu, quanto mais a nossa proposta terapêutica e orientadora divergir do conceito do semelhante que nós estamos tentando auxiliar, mais amor nós temos que colocar na nossa dose de cooperação. Isso é fundamental.

Quanto mais a nossa proposta terapêutica contrariar o estado natural do indivíduo no campo da sua ótica, da sua conceituação de vida, das suas concepções, quanto mais contrariar o status dessa criatura, mais amor nós temos que empregar.

Para chegar no fundo e tocar o coração dela nós temos que colocar mais frequência e mais sutileza nas nossas emissões. Para podermos convencer a criatura nós temos que olhar com tranquilidade em espírito nos olhos dela e ela sentir confiança em nós, sentir que pode depositar fé, a fim de mudar o seu direcionamento.

Em outras palavras, para tirar alguém que está no buraco, só uma pessoa que tem amor.

Quem não tem amor não ajuda. Pelo contrário, machuca em nome do próprio amor.

Se alguém quer ajudar o outro e o outro está desnorteado, está perdido, fora do prumo, está fora de órbita, só aplicando muito amor. Senão ele perde segurança na atuação e não consegue êxito algum. E o outro ainda se afasta mais. Se não tiver amor e autoridade ele fica tentando, tentando, insistindo e se desgasta. E acaba caindo cansado, entristecido e até mesmo reclamando que o mundo está contra ele.

Às vezes, a gente vê uma pessoa fazendo uma bobagem de todo tamanho. Uma bobagem tremenda. Não acontece? Ela está afundando e não percebe. O que a gente faz? Comumente já chegamos perto dela com um porrete na mão e pumba! Como se diz na linguagem popular, a gente senta o sarrafo. Sem dó. Solta o verbo e não mede as palavras.

Está certo? isso ajuda alguma coisa? Claro que não. É metodologia ultrapassada, errada, ineficaz. Não é assim que devemos tratar a pessoa. Não é assim que devemos tratar quem quer que seja. Temos que tratar com amizade e carinho:

- Olha, eu estou conhecendo a sua dificuldade. Eu sei que sua luta está grande. Mas tenha força. Ore. Peça auxílio e amparo a Deus. Ele não desampara ninguém. Estamos torcendo por você, estamos te ajudando.

- Você acha que eu vou conseguir vencer?

- Vai! Você consegue.

Esse é o método que nós podemos e devemos usar ao nível da nossa órbita educacional direta. É melhor e mais eficaz do que chegar agredindo e dizendo "você está errando, está errando, está errando, vê se acorda"! Vamos pensar nisso.

25 de jun de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 14

A PARTE POSITIVA I

Antes de Jesus pisar no solo deste planeta, Deus era tido como força. Certo? E depois de sua passagem, o apóstolo João, interpretando a sua doutrina, dizia que Deus é amor.

E por que é que  estamos começando falando assim? Porque muitas igrejas não entenderam isto ainda. Ignoram a questão e seguem pregando o medo. Continuam estendendo ameaças infernais como se quisessem deprimir o ânimo de seus seguidores, e mais, incutir-lhes uma fé imposta de fora para dentro. 

Isso acontece demais no âmbito de certas linhas religiosas. É óbvio que essa colocação do medo não se restringe apenas às igrejas, mencionei igreja porque estamos tratando do evangelho, no entanto, muitos educadores de todas as disciplinas agem pela imposição do terror. Certos instrutores, carecendo de meios e recursos próprios à boa pedagogia, não convencem, o que eles fazem é amedrontar.

Querem conduzir os homens guiando-os como se fossem pastores com as suas manadas. Parecem não se lembrar que os seres livres não marcham para a conquista de seus destinos forçados e, sim, atraídos. E se educar é desenvolver os poderes do espírito, de modo a que esses poderes sejam aplicados em conquista de estados cada vez mais elevados em uma ascensão que não finda, é fácil concluir que a sistemática adotada não pode ser alcançada pela imposição do medo.

Pela imposição do medo na linha educativa simplesmente não tem como educar.

Tem muita gente que quer orientar o espírito de fora para dentro martelando, e acha que resolveu o problema. Mas os tempos hoje são outros, não dá mais para se impor crenças. Não é preciso ir longe, basta recordar o que o Mestre disse: "Não temais!"

Não se resolve o problema da treva debatendo com a treva, é preciso convidar as pessoas a raciocinarem. O método para ensinar valores espirituais é o mesmo que se emprega para ensinar as questões científicas: dedução e indução. E apenas o uso da razão também não resolve, é preciso chegar com amor no coração.

O processo educativo se baseia nos alicerces do raciocínio e do sentimento. Ser educador é saber conduzir as inteligências na direção da luz e do bem com critério e carinho, segurança e clareza. O bom educador não critica nem atemoriza, somente constrói, sem usar atitudes que desanimam e que machucam.

Jesus era amado e venerado pelos seus apóstolos. Todos eles se sacrificaram com alegria pela sua doutrina de amor. Se tivessem sido ensinados pela metodologia do medo isso não teria acontecido. Com certeza eles baqueariam diante dos primeiros obstáculos e primeiras perseguições. Concorda? Seriam covardes como são covardes todos aqueles que agem debaixo da influência do medo.

De forma que o educador tem que ser admirado pelos seus discípulos, jamais temido. 

Precisa saber atraí-los em vez de empurrá-los, e a atração é algo que se exerce para a frente, não é algo que leva para trás.

A pesca é nesse sentido, é saber envolver nas redes formadas pelas melhores vibrações.

Vibrações de segurança e acolhimento. O desafio daqueles que se propõe auxiliar é tornarem-se pescadores de homens. Os educadores precisam ser maiores e melhores que seus educandos, e em grau cada vez mais significativo de persuasão.

É impossível ajudar eficientemente sem a presença constante de afetividade e valorização. Daí, o grande segredo no campo educacional não reside em técnicas mirabolantes. Reside, pelo que temos aprendido, na capacidade de saber atrair e incentivar o educando.

Nós ainda somos muito irreverentes no trato com as pessoas. Ficamos batendo de fora para dentro. A maior parte de nós age sem critério: "Que pessoa ignorante! Parece que não entende. Fala com ela, não entende." Às vezes, a criatura está alegre, empolgada, e o que eu faço? Chego lá e pronto, dinamito com a pessoa. E se eu lhe direciono valores de forma violenta ela pode resistir ou apelar.

É uma ação desastrosa que nós adotamos. E esse procedimento repetido pode até nos gerar desilusões futuras. O indivíduo que recebe de nossa parte esses padrões pode se derrubar e eu nem sei se nessa queda ele vai ter forças para se recompor. Pela forma como ele recebe, pode se tornar o elemento revoltado ou irreverente do amanhã, não pode? Como também pode entrar em um processo introspectivo, reprimido e se tornar o paciente a frequentar consultórios para o tratamento da depressão.

Sabe Jesus? Em todos os episódios do evangelho ele jamais foi encontrado em atitude que visava enfraquecer a coragem das pessoas, muito pelo contrário. Entendeu isso? Ele jamais destratou ou diminuiu alguém. Jamais abateu, sequer, o ânimo dos pecadores. Apenas temos conhecimento da utilização de expressões mais contundentes por parte dele quando ele se dirigiu aos hipócritas, sacerdotes, escribas e autoridades que dominavam o povo. Então, vamos ter conosco o seguinte: quem nessa vida não gosta de estímulo?

Às vezes, as pessoas que nós mais amamos são tratadas por nós de maneira irreverente, entristecida e isso nós não podemos fazer. Não podemos ficar apenas evidenciando o lado negativo do outro. É uma coisa que precisa ficar muito nítida para nós.

Pelo que temos depreendido, em razão do muito que recebemos do plano superior, ninguém consegue auxiliar alguém evidenciando ou tentando cortar o que esse alguém faz de errado. Não se ajuda com pedra na mão, combatendo ou criticando o que ele faz. Se ficarmos apontando para as dificuldades que alguém faz, e que cada um de nós traz, o que é que vai acontecer? A Pessoa não progride.

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