25 de jun de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 14

A PARTE POSITIVA I

Antes de Jesus pisar no solo deste planeta, Deus era tido como força. Certo? E depois de sua passagem, o apóstolo João, interpretando a sua doutrina, dizia que Deus é amor.

E por que é que  estamos começando falando assim? Porque muitas igrejas não entenderam isto ainda. Ignoram a questão e seguem pregando o medo. Continuam estendendo ameaças infernais como se quisessem deprimir o ânimo de seus seguidores, e mais, incutir-lhes uma fé imposta de fora para dentro. 

Isso acontece demais no âmbito de certas linhas religiosas. É óbvio que essa colocação do medo não se restringe apenas às igrejas, mencionei igreja porque estamos tratando do evangelho, no entanto, muitos educadores de todas as disciplinas agem pela imposição do terror. Certos instrutores, carecendo de meios e recursos próprios à boa pedagogia, não convencem, o que eles fazem é amedrontar.

Querem conduzir os homens guiando-os como se fossem pastores com as suas manadas. Parecem não se lembrar que os seres livres não marcham para a conquista de seus destinos forçados e, sim, atraídos. E se educar é desenvolver os poderes do espírito, de modo a que esses poderes sejam aplicados em conquista de estados cada vez mais elevados em uma ascensão que não finda, é fácil concluir que a sistemática adotada não pode ser alcançada pela imposição do medo.

Pela imposição do medo na linha educativa simplesmente não tem como educar.

Tem muita gente que quer orientar o espírito de fora para dentro martelando, e acha que resolveu o problema. Mas os tempos hoje são outros, não dá mais para se impor crenças. Não é preciso ir longe, basta recordar o que o Mestre disse: "Não temais!"

Não se resolve o problema da treva debatendo com a treva, é preciso convidar as pessoas a raciocinarem. O método para ensinar valores espirituais é o mesmo que se emprega para ensinar as questões científicas: dedução e indução. E apenas o uso da razão também não resolve, é preciso chegar com amor no coração.

O processo educativo se baseia nos alicerces do raciocínio e do sentimento. Ser educador é saber conduzir as inteligências na direção da luz e do bem com critério e carinho, segurança e clareza. O bom educador não critica nem atemoriza, somente constrói, sem usar atitudes que desanimam e que machucam.

Jesus era amado e venerado pelos seus apóstolos. Todos eles se sacrificaram com alegria pela sua doutrina de amor. Se tivessem sido ensinados pela metodologia do medo isso não teria acontecido. Com certeza eles baqueariam diante dos primeiros obstáculos e primeiras perseguições. Concorda? Seriam covardes como são covardes todos aqueles que agem debaixo da influência do medo.

De forma que o educador tem que ser admirado pelos seus discípulos, jamais temido. 

Precisa saber atraí-los em vez de empurrá-los, e a atração é algo que se exerce para a frente, não é algo que leva para trás.

A pesca é nesse sentido, é saber envolver nas redes formadas pelas melhores vibrações.

Vibrações de segurança e acolhimento. O desafio daqueles que se propõe auxiliar é tornarem-se pescadores de homens. Os educadores precisam ser maiores e melhores que seus educandos, e em grau cada vez mais significativo de persuasão.

É impossível ajudar eficientemente sem a presença constante de afetividade e valorização. Daí, o grande segredo no campo educacional não reside em técnicas mirabolantes. Reside, pelo que temos aprendido, na capacidade de saber atrair e incentivar o educando.

Nós ainda somos muito irreverentes no trato com as pessoas. Ficamos batendo de fora para dentro. A maior parte de nós age sem critério: "Que pessoa ignorante! Parece que não entende. Fala com ela, não entende." Às vezes, a criatura está alegre, empolgada, e o que eu faço? Chego lá e pronto, dinamito com a pessoa. E se eu lhe direciono valores de forma violenta ela pode resistir ou apelar.

É uma ação desastrosa que nós adotamos. E esse procedimento repetido pode até nos gerar desilusões futuras. O indivíduo que recebe de nossa parte esses padrões pode se derrubar e eu nem sei se nessa queda ele vai ter forças para se recompor. Pela forma como ele recebe, pode se tornar o elemento revoltado ou irreverente do amanhã, não pode? Como também pode entrar em um processo introspectivo, reprimido e se tornar o paciente a frequentar consultórios para o tratamento da depressão.

Sabe Jesus? Em todos os episódios do evangelho ele jamais foi encontrado em atitude que visava enfraquecer a coragem das pessoas, muito pelo contrário. Entendeu isso? Ele jamais destratou ou diminuiu alguém. Jamais abateu, sequer, o ânimo dos pecadores. Apenas temos conhecimento da utilização de expressões mais contundentes por parte dele quando ele se dirigiu aos hipócritas, sacerdotes, escribas e autoridades que dominavam o povo. Então, vamos ter conosco o seguinte: quem nessa vida não gosta de estímulo?

Às vezes, as pessoas que nós mais amamos são tratadas por nós de maneira irreverente, entristecida e isso nós não podemos fazer. Não podemos ficar apenas evidenciando o lado negativo do outro. É uma coisa que precisa ficar muito nítida para nós.

Pelo que temos depreendido, em razão do muito que recebemos do plano superior, ninguém consegue auxiliar alguém evidenciando ou tentando cortar o que esse alguém faz de errado. Não se ajuda com pedra na mão, combatendo ou criticando o que ele faz. Se ficarmos apontando para as dificuldades que alguém faz, e que cada um de nós traz, o que é que vai acontecer? A Pessoa não progride.

8 de jun de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 13

A SENSIBILIZAÇÃO II

Qual é o papel de um evangelizador com seus aprendizes, de um professor com seus alunos, de um terapeuta com seus pacientes? 

Qual é o papel deles junto daqueles com quem lidam e dos quais têm responsabilidade? Vamos pensar? Qual deve ser a postura? O papel do educador junto àqueles com quem se relaciona é transferir componentes educacionais, éticos e morais que poderão favorecê-los amanhã no momento de determinadas decisões no campo da escolha.

Ficou claro? Este é o grande desafio de quem educa. E o que a espiritualidade superior tem feito é incentivar em muitos de nós esse papel.

Imagine uma professora trabalhando com uma turma de trinta crianças. Ela tem grande carinho e dedicação em ensinar e orientar essas crianças. E uma delas, quando tiver seus 18 anos, por exemplo, pode viver um momento de decisão na vida, não pode? E aquilo que ela aprendeu com essa professora lá atrás, aos 7 ou 8 anos de idade, pode emergir como sendo um componente indutor ou de refreamento na decisão que ela vai tomar. Não pode acontecer? Esse aluno, agora com os seus 18 anos, pode perfeitamente se lembrar da professora: "Eu me lembro da professora. Ela me ensinou isso lá atrás, e eu vou fazer assim."

A mãe é um outro exemplo interessante. Ela pode falar com um filho implementando na fala todo amor que ela tem. E o filho pode nem responder. Ou melhor, nem ligar. Ele não está nem aí para o que ouve. Ela desencarna entristecida: "Tudo o que eu fiz e falei com ele foi em vão. Não adiantou nada." Ela acha que não adiantou, mas pode ter adiantado sim. Porque em algum momento na vida desse filho, quando algum desafio ou certa dificuldade lhe surgir de forma mais contundente, ele pode fixar a mente em um determinado componente e tudo aquilo que ele ouviu lá atrás vir à tona.

Isso acontece naqueles casos em que a gente observa que o elemento não tinha conhecimento e em um espaço relativamente curto de tempo ele deu um passo gigante.

Porque ele conseguiu colocar para fora tudo aquilo que estava enclausurado nele sem maiores expressões até então. Em determinado momento aquilo emergiu.

Quer dizer, são potenciais que nós vamos guardando na nossa intimidade. Enquanto esse avançou, por outro lado um outro indivíduo pode passar dez, vinte ou trinta anos sem conseguir dar um passo sequer, sem dar passo algum que o projete.

E o avanço, quando acontece, se dá por um motivo: teve amor na semeadura do componente na cabeça do educando. Teve amor na base no momento do encaminhamento.

Então, a única maneira de jogar a semente adequadamente é com cuidado, protegida, embalada direitinho nas vibrações positivas para que ela seja resguardada no tempo. A semente só permanece intacta quando a embalagem dela é feita nas expressões do amor e do carinho, com determinação e segurança.

Sabe por quê? Porque jogada por jogar, de qualquer jeito, ela vira um componente informativo qualquer, sem maior expressão. E desaparece no contexto das emoções e das atividades cotidianas do dia a dia. Logo, vamos pensar nisso.

Nós somos componentes irradiadores e a irradiação faz o papel de indução ou de sensibilização em volta.

Repare que quem ama não fala para ferir. Fala para acordar. Educar é envolver de dentro para fora, razão pela qual nós temos que ter aquela capacidade e aquela autoridade capaz de despertar, em meio aos padrões que canalizamos, um certo interesse do ouvinte para que ele também se desperte para um processo de aprendizagem. Guarde bem o seguinte: educar é despertar e o educando realmente se beneficia quando o educador faz um trabalho de educação.

O educador semeia caracteres e isso é um trabalho fora de série. É muito bonito. 

Agora, o que ele não deve fazer é manter a pretensão de formar na cabeça do educando uma personalidade a seu critério. Deu uma ideia? O educador, o que ele pode fazer, no final de um período de estudo, é avaliar se ele conseguiu transmitir o que queria. Se, em princípio, o grupo conseguiu assimilar o que ele trouxe.

Só que tem um detalhe: em se tratando de educação da alma, essa avaliação, por mais criteriosa que venha a ser, é precária. Porque a legítima avaliação é o futuro que vai determinar. Entendeu? A avaliação final só se dá pelas obras e pelo resultado prático por parte daquele que recebeu a orientação. De forma que a avaliação finalística o educador não pode fazer.

As mães são um exemplo interessante disso. São muitas que sofrem horrivelmente porque investem tudo nos filhos e os filhos não apresentam retorno. Mas a estabilidade delas não pode depender do retorno dos filhos. Aí já passa a ser um capricho pessoal. A estabilidade delas tem que se estruturar no grau de investimentos que elas desempenharam por ocasião da tarefa, o que elas fizeram para ajudar. Compete a elas dar o melhor. O resultado não depende delas.

2 de jun de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 12

A SENSIBILIZAÇÃO I

No campo da ajuda e da orientação, os valores que expressamos, aliados à vibração que dimana de nosso interior, essa combinação, com maior ou menor dose de amor, maior ou menor dose de interesse, de entusiasmo, de justiça, de preocupação, de intransigência e de caracteres outros presentes nas linhas de relação, vai apresentar sempre uma variável.

Essa vibração, associada ao plano de verbalização, que por sua vez é um componente importante e adequado no magnetismo, vai ter um peso e é o que vai possibilitar um êxito maior ou um êxito totalmente sem nenhuma fundamentação.

Isso passa a definir a autoridade que nós possuímos. Não uma autoridade no sentido de conquista de fora para dentro, mas como uma conquista natural de dentro para fora e que a gente não tem ideia de como pode influenciar no toque e no despertamento, na ativação de bom ânimo e de coragem em um outro coração.

Em decorrência disso, às vezes uma coisa simples que a gente fala, uma coisa simples a que a gente se refere, pode representar muito e ter um grau de influenciação grande para outras pessoas.

E um ponto interessante é que ninguém consegue educar uma coletividade inteira de uma vez. Isso mesmo, não tem jeito. Não existe, como se imagina, uma doutrinação efetuada de maneira global. O processo se faz de modo individual, parcelado, fracionado. Quando uma coletividade se educa, a educação coletiva é resultado da educação de seus elementos. Cada indivíduo por vez.

O desafio é buscar o crescimento íntimo. Eu sei que é difícil vencer o nosso grito interior, mas precisamos operar nossa reforma, fazer a mudança. É ela que vai nos propiciar condições até mesmo de fazer de forma adequada o diagnóstico daquele indivíduo a quem propomos auxiliar. Porque o educador tem que entrar na área onde vai cooperar. Se ele não entrar, ele não coopera. E como é que ele vai auxiliar alguém sem ter condições de sindicar, de avaliar, de diagnosticar, de entender os planos falhos que a outra individualidade apresenta? É por meio da sindicância que ele vai penetrar. Isso define o seu grau de sensibilização.

Por isso, se ele não buscar dentro de si mesmo essa iluminação, se não estruturar uma proposta de tolerância, de desarme pessoal, de não resistência, ele simplesmente não consegue encontrar aquela faixa ou aquela brecha pela qual ela vai ser capaz de penetrar no íntimo do companheiro a qual propõe auxiliar.

E uma vez que o diagnóstico foi efetuado, o outro desafio de quem está querendo cooperar vai ser ter a autoridade suficiente para criar um estado de ação terapêutica positiva e eficiente no indivíduo. Porque existe uma diferença grande entre o educador e o educando. Enquanto o educador não sensibilizar o educando para o novo patamar, o educando vai achar que esse educador está totalmente fora do eixo.

Ficou claro? Assim, nós temos que saber penetrar na intimidade do outro que tem um ponto que é capaz de se abrir. No entanto, nem sempre é fácil. Até pelo contrário, muitas vezes é bastante difícil essa entrada, porque aquele é um terreno bloqueado, é um terreno tamponado, resistente, duro, cheio de conceitos.

E quando a gente toca neste assunto pode nos vir à cabeça aqueles cursos de relações humanas tão em moda nos dias de hoje. De características acentuadamente mercantilista, ao nível de marketing, de negócios, onde se aprende que é preciso sorrir para poder vender o produto. No entanto, isso vem alcançando um dimensionamento bem diferente, a definir que para se alcançar o êxito é preciso saber canalizar expressões nas relações de profunda autenticidade.

Ou seja, o lance não é baratear o contato, e sim abrir expressões e fatores positivos no que reporta as linhas de relação. É preciso aprender a valorizar as criaturas como seres da maior importância, lembrando que quando um coração atinge o outro em um grau de confiabilidade, de segurança e de investimento, aquele coração é capaz de comprar não só o produto que você está vendendo no momento, mas também o que você vai comprar ainda e vender num futuro mais distante.

O que significa educar alguém? Você já pensou nisso? Analisando o assunto na sua essencialidade, é importante que a gente entenda o que é educação. Concorda? O que é educar?

A evolução não incrusta tantos valores, a evolução abre instrumentos de percepção.

O que estamos querendo dizer? Que a gente costuma achar que o aluno está aprendendo com aquilo que o professor está dando para ele, ao passo que na verdade o que o professor está lhe dando é apenas um instrumento de despertamento.

Será que deu uma ideia? Em outras palavras, ensinar é educar e educar é instrumento de despertamento. A própria expressão latina "educare" literalmente significa tirar para fora. Então, educar é tocar, é mexer, é despertar. É revolver a estrutura potencial do educando, fazê-lo ficar interessado em conhecer. O trabalho da educação é tirar de dentro da individualidade.

E falando nisso a gente se lembra de Jesus: "Resplandeça a vossa luz". Percebeu? O que ele quis dizer? Que já existe luz em nós. Que a luz está dentro de cada um de nós, incubada, em estado latente, mas existe. E vai ter que sair.

27 de mai de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 11

O AMOR É A BASE

É indiscutível que não podemos negligenciar a educação da inteligência na tarefa a realizar, no entanto, também não podemos esquecer que temos que lidar a todo o tempo com a sensibilidade dos outros. E o nosso processo operacional não pode ser ao nível da insensibilidade nesse particular.

Ao tentar ajudar as pessoas nós temos que trabalhar com os seus sentimentos e as suas emoções, interferindo inclusive, muitas vezes, nas próprias linhas direcionadoras da vida delas. Nós ganhamos muito na faixa de cooperação quando mantemos a capacidade de trabalhar os ângulos de sentimentos das pessoas. Temos que nos lembrar a todo tempo que estamos mexendo na alteração de vida de muitos indivíduos. Por isso, ensinar, esclarecer, transmitir e cooperar envolve um alto grau de sensibilidade, saber o que se passa no coração das criaturas.

Quem tem estudado com profundidade tem compreendido que sempre existe uma fagulha profunda de amor manipulando a capacidade de compreender, de sentir, de amar e de operar. Sem o que fica impossível. De maneira que vamos ter isso em conta. O amor é a base para realizar de forma legítima qualquer coisa. Ele é a força que transforma o destino.

Os grandes expositores, os orientadores, os clareadores da mente, os professores, enfim, todos os que têm um papel importante na linha educacional, tem que ter uma profunda dose desse sentimento. Jesus por exemplo, para se ter uma ideia, o nível de sentimentos dele é tão ampliado que nós sequer conseguimos imaginar o seu alcance. Quando ele falava lá no sermão da montanha, ou em tantos outros que ele fez, ele falava com o quê? Com amor. Então, isso se aplica a todos de uma forma geral, se aplica a nós também. O educador, se ele não amar ele pode ter a melhor técnica do mundo, mas ele não tem autoridade.

E não existe educador efetivo sem amor. Sem amor não se consegue. Só os que amam conseguem atingir as causas profundas. Todo o nosso trabalho com terceiros tem que ter uma alta dose de amor interior. Porque uma coisa é fato: se o conhecimento auxilia por fora, só o amor socorre por dentro. De forma que quem quiser ajudar os outros utilize amor nas suas emissões, porque só o papo, só a conversa, não resolve o problema do nosso plano operacional. Deu para entender o que estamos falando?

É muito comum a gente achar que quando o assunto é auxiliar alguém no crescimento espiritual a conversa é o componente básico e finalístico, capaz inclusive de gerar mudança de parâmetros dentro desse coração. E a coisa não é bem assim. Não é apenas pela utilização da palavra e da persuasão que se vai garantir uma melhora significativa no psiquismo de alguém. É óbvio que a verbalização é um instrumento inarredável. Pela linha verbalizada é possível distribuir sementes valiosas. A palavra é uma porta excelente que se abre. Nós podemos pela utilização positiva dela ajudar, e muito, e até mesmo dar passos importantes com a outra pessoa, todavia nem sempre o processo verbalístico por si só resolve. Percebeu?

É preciso alguma coisa a mais. Alguma coisa que se veicula na palavra, de uma profunda capacidade magnética, de envolvimento. De um magnetismo positivo, sensibilizador e fortalecedor, que direcione em sua essencialidade uma dose de amor.

O sistema mais eficiente para poder despertar os outros não é tanto pela manifestação verbal, mas principalmente pela exteriorização do sentimento profundo, da forma de ser da individualidade, dos padrões que se pode irradiar e que fazem o papel de sensibilização. Então, a proposta deste estudo visa acima de tudo a nossa linha de sensibilização. O magnetismo tem que ser trabalhado e fundamentado em uma profunda disposição de cooperação, de ajuda e de auxílio.

E por que tem que ser assim? Por uma razão muito simples: o caminho para Deus passa pelas portas do coração. Percebeu? Somente um coração tem o poder de tocar um outro coração. E no topo de toda a estratégia de sensibilização vigora os planos vibracionais, que é onde estão situadas as faixas capazes de despertar o ser para a sua proposta de redenção. E tanto é assim que existem criaturas que nós não conseguimos sensibilizar, outro não consegue, o terceiro também não consegue, e o que acontece? Vem um que consegue.

Somente o amor é capaz de tocar e sensibilizar um indivíduo. 

Porque não são as palavras que convencem, o que convence é o sentimento. O conhecimento direcionado por alguém que educa tem que ser direcionado juntamente com uma sensibilização. Está dando para acompanhar? A autoridade capaz de sensibilizar um coração vem da circulação profunda das vibrações de amor. O coração que ama vive cheio de um poder renovador.

Repare em uma coisa: é comum nós lembrarmos de coisas que nos são mostradas, certo? Todavia, nós entendemos mesmo é quando somos envolvidos. 

Percebeu? Existem muitos benfeitores e companheiros que avançam e que basta emitirem uma faixa vibracional positiva ou direcionarem um olhar e nós nos desmanchamos. Não acontece? Por que tem o que nisso? Vigora um poder magnético, uma autoridade capaz de mexer nas nossas fibras mais profundas, convocando-nos a uma posição diferente. Quando a pessoa ama, a gente sente quando ela olha para nós e fala com autoridade. O amor dela canaliza. Quando a gente conversa com alguém que conhece, que tem afetividade e amor dentro de si, é comum esse alguém chegar, soltar umas poucas palavras e mexer na nossa intimidade. Então, vamos pensar nisso.

Outro ponto interessante é que quanto mais uma pessoa nos ama mais ela testemunha em nosso benefício. O testemunho dela representa uma mensagem de sensibilização em nós, nos sensibiliza e cria uma concepção psíquica. É como se algo instaurasse dentro de nós. Aquilo nos toca e começa a fertilizar, começa a dar campo a uma germinação interior. Começamos a sentir a necessidade de corporificar o valor que foi fixado pela assimilação mental e a vivenciá-lo no campo prático da vida. Às vezes, uma emissão simples dessa criatura, como um olhar direcionado para a gente, já comunica e nos dá a coragem para que possamos desvincular determinadas situações menos agradáveis.

E quanto maior for o nosso grau de compreensão e de amor, mais capacidade de entendimento e de penetração nós vamos ter no trato com as coisas, fatos, situações e pessoas. Quanto mais sutil for a nossa expressão de amor, mais ela será capaz de instaurar sistemas e processos de atendimento. Por isso, quando começamos a deixar expandir de nós fatores magnéticos positivos, passamos a ter a capacidade de sensibilizar corações. E quanto mais amor no nosso íntimo, menos envolvimento negativo nas relações interpessoais nós vamos ter, menos sujidade e menos poeira vamos trazer delas.

14 de mai de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 10

O VERDADEIRO EDUCADOR

Uma pessoa para ensinar alguma coisa só precisa ter conhecimento intelectual da matéria, certo? Quer dizer, em muitas situações basta somente uma leitura, um pouco de conhecimento e pronto, está resolvido. Razão pela qual o professor muitas vezes não é senão o canal dos ensinamentos.

E o professor pode até ser ótimo, mas pode acontecer dele falar e ninguém entender absolutamente nada. Sem contar que se ele não souber envolver a matéria ele conta caso o tempo todo durante a aula, acha que ensinou e não ensinou nada. Ele chega em casa e diz: "minha aula hoje foi uma beleza." Ele acha que foi, mas não foi nada. Pelo contrário. Foi um saco, foi até difícil de aguentar.

Está percebendo? Então tem que haver uma linha de conexão. Tem muito educador que esclarece, no entanto rodeia e nem sempre mexe no cerne da questão. Ele faz apenas uma abordagem bem periférica. Não tem disso? E não tem tanta gente que manipula multidões e no fritar dos ovos não transmite nada?

Nós que vivemos envolvidos com os estudos temos que fazer nosso trabalho com humildade e tranquilidade, principalmente levando conteúdo, que é o que está sendo exigido nos dias de hoje. E para ensinar com êxito não basta apenas conhecer as matérias do aprendizado e ministrá-las. É preciso mais. Antes de tudo, é preciso senti-las e viver-lhes a substancialidade no coração. Porque ensinar é um ato de amor e não adianta operar em amor usando puramente a base racional.

Assim, pense para você ver: o evangelho trabalha o raciocínio, mas ele tem como sobreviver ou se expressar sem o sentimento? Não tem. Para se sensibilizar alguém é preciso mais do que mostrar conteúdo, é preciso trazer no íntimo a luz do amor. É preciso sentir, é preciso vibrar, é necessário ter a chama da alegria e o calor do entusiasmo. De onde a gente conclui que o educador, se ele não amar, ele pode ter toda a técnica, todo o conteúdo, mas não tem a autoridade.

Por outro lado, o professor sincero permanece sempre com bases seguras e tranquilas. Ele pode até ensinar com com uma certa firmeza pessoal, mas é acessível. Ele será sempre o reservatório seguro da verdade, habilitado a servir às necessidades de outrem sem privar-se da fortuna espiritual de si mesmo.

Nem sempre são as palavras que convencem, mas o sentimento irradiante com que elas são estruturadas. 

A conclusão é uma só: o educador quando ele está interessado em ajudar, e não estamos falando apenas em ajudar no plano meramente instrutivo, mas sim no plano educacional, se ele não amar ele não tem autoridade. Percebeu? Ele pode ter a técnica, pode estar perfeitamente dentro do figurino, mas ele não tem autoridade.

Daí a gente nota que o êxito de um professor em muitos casos está no carinho que ele usa para cuidar e direcionar seus alunos. Até hoje, o maior educador de todos os tempos que nós conhecemos é Jesus. E autoridade ele tem porque nos ama. Aliviava os sofrimentos e prendia as criaturas pelo coração. Fazia seguidores numerosos e sinceros com sua autoridade e seu magnetismo sem precedentes, muito mais do que se apenas os maravilhasse com espetáculos para os olhos.

Então, nós precisamos saber o que estamos fazendo e não podemos nos desvincular em hipótese alguma do plano operacional. É simplesmente impossível evangelizar sem testemunho. 

Um ótimo educador, por exemplo, pode ter muito material e potencial técnico, no entanto, a legitimidade do seu conhecimento é pelas experiências que adquiriu no manuseio na área durante anos. Nas linhas aplicativas do conhecimento, das estratégias de controle da turma e como é que ele atua com esse ou com aquele aluno. Perfeito? E essa autoridade só se alcança mesmo no campo da prática.

É por isso que evangelizar é mais do que educar, da mesma forma que educar é mais do que instruir.

Existem pessoas que instruem, pessoas que educam e pessoas que evangelizam. E o educador legítimo, o que ele faz? Vai até a intimidade do educando e o sensibiliza, para que o educando assuma a responsabilidade de sua transformação.

7 de mai de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 9

CAMINHO, VERDADE E VIDA

É muito comum da nossa parte em vários momentos usarmos a palavra buscando mostrar caminho para os outros. Não é? Todos nós ficamos uma vez ou outra, sem exceção, tentando mostrar o caminho adequado para as outras pessoas.

Mas uma grande verdade é que o homem para auxiliar no presente é obrigado a viver no futuro da raça. Espero que tenha dado para acompanhar o que eu falei agora. Nós vamos fazendo o caminho à medida em que vamos caminhando no campo do conhecimento, sem termos que ser sábios no conhecimento. Por enquanto, nós ainda precisamos falar para gravar o que é preciso fazer, nós temos que falar para termos forças para fazer o que falamos.

E ninguém pode ensinar caminhos que não tenha percorrido.

Sem essa característica o ensinamento é quase sempre nulo. O companheiro que ensina a virtude, vivendo-lhe as grandezas em si mesmo, tem o verbo carregado de magnetismo positivo, estabelecendo edificações nas almas que o ouvem. E esse contágio pelo exemplo não constitui apenas um fenômeno ideológico, está para além disso. Caracteriza um fato científico da mais alta significação nas manifestações magnéticas e mentais.

Repare que o evangelho tem ensinado que a questão não se resume ao caminho. Certo? É caminho, verdade e vida. A definir que o caminho tem que levar a algo. O caminho tem que ser direcionado para um objetivo. Tem que ser apontado para a verdade. E o que a gente conclui? Que para mostrar caminho para alguém, de forma efetiva, nós já temos que nos situar no patamar da verdade.

Ficou claro? Para poder apontar caminho nós temos que ter uma visualização ou uma identidade com a verdade. Porque caminho para caminho não dá, não chega a lugar nenhum. É um cego guiando outro cego. Está dando para entender? Para poder ensinar tem que ser um, em tese, que já enxerga. Afinal, nenhum de nós em sã consciência pode apontar a outro caminho que não vive ainda.

Em outras palavras, para poder cooperar é preciso ter autoridade. Aí nós entramos em um terreno complexo.

Autoridade é uma condição integrante do processo em que a razão homologa e o plano concreto e aplicativo aponta. Ela, sem dúvida alguma, faz parte do mecanismo educacional do ser humano, e tanto faz que quando nós investimos em um professor o fazemos porque vemos nele autoridade. Só que existem dois fatores que precisam ser analisados nessa questão: a autoridade decorrente da faixa informativa e a autoridade moral conquistada para se atuar em qualquer circunstância.

Vamos explicar? O campo informativo soma muito na autoridade de alguém e disso a gente sabe, não é verdade? Aliás, até dizemos mais, é muito bom poder conversar com quem conhece intelectivamente. Só que é preciso atenção, porque a autoridade não é apenas a autoridade do argumento, aquela que o campo racional simplesmente aceita, homologa e pronto. Ela não se encontra estruturada de forma absoluta no plano informativo do candidato que quer operar, porque o conhecimento nem sempre apresenta uma relação direta com a autoridade moral daquele que potencialmente conhece. Deu para acompanhar?

Isso é algo que tem que ficar claro para o nosso entendimento. Apenas é capaz de mostrar caminho quem já está palmilhando o caminho no plano formativo de caracteres novos. Percebeu? O plano formativo, não apenas o plano informativo.

Para que eu mostre o caminho para alguém eu tenho que ter pelo menos, em parte, uma compreensão da verdade. Não é caminho, verdade e vida? Porque se eu não tiver pelo menos a noção de crescimento que eu estou buscando, eu não sou capaz de dar o recado que é de se esperar. E a coisa segue. Para que eu possa auxiliar uma criatura na elaboração da verdade, eu preciso de quê? Preciso já ter conquistado a vida ou, no mínimo, já conseguir discernir o que seja a vida na sua essencialidade.

Então, nós podemos afirmar com toda a certeza que só tem autoridade real aquele indivíduo que trabalha procurando exercer o amor. Aquele que ama, ou que está tentando amar com segurança, que está apontando caminhos de enquadramento em postulados novos.

A nossa autoridade, e isso é importante de entender, por mais que venha a crescer ela sempre vai ser relativa. Ok? Nunca vai chegar ao percentual de cem por cento da autoridade divina do Cristo. Nunca. Então, ela vai ser sempre relativa.

E dentro dessa relatividade o nosso grau de autoridade é variável. O que eu quero dizer? Que na escala de vivência, ele tem um sentido direto e amplo em cima daquilo que a gente faz, tem um sentido menor com base naquilo que a gente não faz ainda mas está querendo fazer, e sentido nulo no que a gente fala, todavia não se esforça nem um pouco e não está nem aí pra fazer. Assim, em termos de autoridade, quando se fala algo que se faz a autoridade é 100%. Quando eu falo aquilo que eu vivo, quando eu falo daquilo que eu faço, a minha autoridade é 100% magneticamente daquilo que eu estou falando. Concorda?

E quando eu falo algo que não faço, mas que eu quero fazer, baixa um pouco o meu percentual.

Está entendendo? Eu posso falar muita coisa que é a minha aspiração de fazer, e nesse caso eu tenho uma semi autoridade. Então, se eu falo aquilo que eu não vivo, mas que estou lutando para viver, vamos supor que eu tenha 50% de autoridade.

Eu posso até estar exagerando, mas a minha palavra pode trazer um percentual de 20% de capacidade operacional no que eu falo, bem como em outros aspectos eu possa ter 80% naquilo que eu estou empenhado em operar.

Deu uma ideia? Então, o que acontece? Ao dialogar com alguém, tentando transmitir um componente novo informativo, eu posso levar sem medo um valor que eu não vivo ainda, mas que eu estou lutando amplamente para viver.

Afinal, tem momentos que a gente fala algo com autoridade, mas que nem sempre é uma autoridade total. Por quê? Porque nós não pisamos no degrau. Percebeu? Nós estamos laborando o degrau. Porém, tem outro aspecto muito importante: é apontando o caminho com autenticidade pessoal que nós conseguimos forças para superar a nossa falha pessoal. E o fato de estarmos laborando o degrau já nos confere uma autoridade capaz de mostrar e indicar a escada, mostrar o estágio ou o local em que ela está situada. Conseguiu acompanhar?

E, por outro lado, o percentual de autoridade é nulo quando eu falo de uma coisa que eu não estou nem aí para fazer. Quer dizer, naquelas coisas que eu fico falando, mas não quero nada com elas. Que não passa de conversa joga fora. Façam os outros, mas eu não quero fazer, não me interessa, eu não quero nem saber.

E à medida em que a nossa autoridade vai se fundamentando e se expressando pela capacidade operacional, o que acontece? A nossa presença passa a ter bem mais força, porque ela passa a embasar-se naquilo que fazemos e não apenas naquilo que nós pensamos e propomos. Ela passa a ser uma autoridade pelo que conquistamos de maneira efetiva, e não somente pelo que detemos de forma provisória.

E é óbvio que essa autoridade se amplia gradativamente na proporção em que a gente percorre o território da aprendizagem. Porém, uma coisa é interessante: nós não temos que ter uma conquista formativa antes para depois sair apontando. Deu para entender? O regime de apontamento define que eu tenho plenas condições de mostrar onde fica determinada cidade, por exemplo, embora eu não conheça todos os bairros dela. Percebeu? O fazemos porque temos um conhecimento relativo, temos uma visão. É assim que se dá a sistemática e o regime de crescimento. Por isso a gente não tem que se preocupar tanto.

Além do que, qualquer ciência, e nós sabemos disso, quando ela consegue provar um fenômeno qualquer, quando ela alcança certo patamar de esclarecimento, aquele conhecimento prova algo e, por um outro lado, abre uma série de incógnitas.

Por enquanto nós ficamos nessa posição. Falamos o que não é nosso e ficamos pensando em fazer o que estamos querendo aprender. Mas ao passo em que vamos falando o que não é nosso, vamos fixando os padrões na nossa intimidade.

E na proporção em que passamos a colocar em prática o que assimilamos, uma soma de caracteres vai se transformando, ou seja, o que é aprendizado intelectivo passa a ser conquista. De forma que o homem que prega o bem deve praticá-lo, se ele não quiser que as suas palavras sejam carregadas pelo vento como o eco produzido por um tambor vazio ao ser batido. E se eu não fizer aquilo que eu falo, não adianta que eu jamais vou conquistar aquele valor.

1 de mai de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 8

MESTRE E DISCÍPULO II

“24NÃO É O DISCÍPULO MAIS DO QUE O MESTRE, NEM O SERVO MAIS DO QUE O SEU SENHOR. 25BASTA AO DISCÍPULO SER COMO SEU MESTRE, E AO SERVO COMO SEU SENHOR.” MATEUS 10:24-25

Quando Jesus colocou que o discípulo não é mais do que o mestre e que o servo não é mais que o senhor, o que é que ele quis dizer por trás disso? Vamos pensar. O que é que está embutido nisso aí? Que nos situamos em uma chamada bipolaridade. Então, no campo da nossa evolução não tem como separar o mestre do aluno.

A princípio, somos todos educandos. Não ficou claro isso? Não tem como negar. Todavia, precisamos avocar também a posição de educadores. Se, de um lado, nós somos os aprendizes e alunos de uma classe, de outro também temos um papel de cooperação e ajuda efetiva. Além do que, somos discípulos, mas no fundo o que todo mundo está querendo é ser mestre. Certo? Ou nós não estamos entendendo isso? Na grande busca que elegemos, em que cada qual está buscando parâmetros mais ampliados de evolução, a gente não tem que ser só aluno.

Em muitos momentos nós somos o passivo. Porém, para sermos um passivo capaz de captar tudo que o ativo tem para transferir, nós precisamos ter um ideal profundo no coração. Uma vontade grande de ser útil ao semelhante que vai receber de nós parcelas do aprendizado recebido. Temos que sentir uma vontade de transferir aquilo depois a quem necessitar. Temos que ter dentro de nós aquela disposição de trabalhar os valores recebidos ao nível de aplicação desse ensinamento.

Daí, quando buscamos dentro de nós mesmos a vontade de aprender e assimilar, passamos a notar que o êxito efetivo na aprendizagem, como discípulos, encontra-se diretamente na linha direta de capacidade de dinamização.

Dentro de cada um de nós não existe apenas a capacidade de receber o valor de cima. 

O discípulo também tem uma capacidade de operar, embora ele não perca nunca essa condição de discípulo. De forma que o discípulo tem plena condição de operar e deve fazê-lo, embora sem nunca perder essa condição de ser discípulo.

Além do que, nós apenas seremos bons aprendizes se nos capacitarmos a oferecer a nossa cota operacional nessa dinâmica da aprendizagem. Ficou claro?

Ninguém educa a quem quer que seja sem entrar em relação com o ambiente, com as situações, com as coisas e com as paisagens. Para podermos mostrar a nossa posição de bom discípulo, de bom aprendiz, nós temos que saber ativar a parte já incorporada no campo do esclarecimento. Pois o aluno que não se predispõe a praticar jamais penetra o luminoso domínio mental dos grandes mestres.

O que recebemos só vai ser incrustado em nossa personalidade pelo ato de nós fazermos.

Então, tem momentos em que a grandiosidade do discípulo está exatamente naquele postura de mestre. Isso é bonito demais. Por mais que nós tentemos ser discípulos, não há como alcançarmos o estágio seguinte senão investindo nessa posição de mestre. Não tem discípulo eficientemente ajustado sem a devida incorporação da condição de mestre. O verdadeiro discípulo tem que mostrar a sua capacidade de ser bom discípulo utilizando a sua característica mínima de mestre.

E a conclusão é uma só: para ser bom discípulo tem que lutar para ser bom mestre. Para ser bom aprendiz nós temos que sentir uma vontade de fazer, orientando, ajudando e servindo aos outros na pauta que nos é própria realizar.

O processo de educação, toda a metodologia pedagógica que ele envolve, é algo muito bonito e cheio de nuances. Vai pegando cada individualidade no seu respectivo patamar, porque cada um se situa em uma faixa específica. Quando Jesus fala que “não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu Senhor” (Mateus 10:24) ele faz referência a dois componentes: discípulo e servo.

E ele quis definir, pelo que nós conseguimos depreender, que não tem como o discípulo ser mais do que o seu mestre. E isso é uma grande verdade, não é? Não tem como.

Para se ter ideia, por exemplo, um soldado não sabe o pensamento de um general. Sabe? Ele não tem o alcance administrativo e estratégico de um general. Aliás, o dia em que o soldado estiver abrangendo todas as estratégias e toda a base de fundamentação de seu superior é bem possível que debande tudo, que vá tudo por água abaixo. E indica para nós que existe um grau de revelação, quer dizer, que os nossos superiores, os que nos dirigem, conhecem com aprofundamento toda a marcha do progresso ao passo que nós nem sempre podemos conhecer. Serve para evitar a precipitação e a incoerência, atropelos diversos no percurso da jornada. É um ponto muito importante para nós. Tudo tem o seu tempo. Logo, tem pontos nessa marcha que nós temos que vivenciar.

E quando Jesus fala que não pode ser o discípulo mais do que o mestre, entre outras coisas, Ele está dizendo o quê para nós? Que Ele, Jesus, está ajustado na posição de mestre porque Ele é um bom discípulo perante Deus que está no céu.

Conseguiu perceber? Porque a maioria das pessoas não consegue penetrar na grandeza desse ensinamento. Ou melhor, não consegue ou não quer. Então, para ser um bom mestre tem que ser um excelente discípulo. Jamais será um mestre por excelência aquele que não for um excelente discípulo. Só pode ser uma criatura dotada de positividade segura e equilibrada aquela que é positiva na recepção.

Apenas seremos bons mestres se nós formos bons discípulos. Se não formos bons discípulos nunca seremos mestres adequados. Só podemos ser criaturas capazes de auxiliar efetivamente, como mestres, se formos bons alunos e bons servos.

Ficou claro? Porque existe uma linha de relação em que o equilíbrio se dá entre a condição de ser um mestre eficiente em decorrência de se ter uma postura de um bom discípulo. Só é capaz de ensinar aquele que sabe aprender. O dia em que desconectarmos a válvula de discípulo nós perdemos inteiramente o título de mestre. E para sermos bons discípulos, temos que ser o quê? Humildes.

Somente será bom mestre o que for um excelente discípulo. 

Nós temos que ser conscientes na posição de aluno para começarmos a dar uma de professor. O indivíduo, para alcançar altos objetivos na vida, deve reconhecer a sua condição de aprendiz extraindo proveito das experiências. E quanto mais o aprendiz alcança do mestre a esfera da influenciação, mais fica habilitado para constituir-se seu instrumento fiel. Não só como o aluno que ouve e entende, mas que procura agir conforme o que recebe. Porque as atividades vão sendo outorgadas ou conferidas de modo gradativo e continuado segundo o grau de capacidade de cooperar e servir. Eu apenas serei um excelente administrador no campo positivo da vida se for excelente receptor dos valores que vem de mais alto.

E tem também a questão da obediência, porque para podermos atuar de forma positiva em determinado campo ou terreno nós temos que ser criaturas submissas positivamente falando ao centro a que estamos posicionados. Ok? Daí, eu sairei um excelente discípulo se eu estiver sensível à orientação superior.

Tem muita gente, por exemplo, que fica ansiosa e eufórica com a ideia de ser chefe. Não tem? Mas é importante entender que quem não sabe obedecer nunca será um bom chefe. Nunca. Sem exagero, não tem jeito. Apenas será um excelente comandante aquele que for um subalterno confiável. Por outro lado, aquele que sabe obedecer pode ficar tranquilo, porque no dia em que tiver que exercer um comando, uma direção, vai ser feliz porque vai ser ouvido e obedecido.

20 de abr de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 7

MESTRE E DISCÍPULO I

“24NÃO É O DISCÍPULO MAIS DO QUE O MESTRE, NEM O SERVO MAIS DO QUE O SEU SENHOR. 25BASTA AO DISCÍPULO SER COMO SEU MESTRE, E AO SERVO COMO SEU SENHOR.” MATEUS 10:24-25

O mestre nós sempre vamos entendê-lo como sendo aquele que pode ensinar aos outros.

Porque ele reconhecidamente tem mais sabedoria ou capacidade de ação. Isso tem que ficar claro. Jesus, por exemplo, o mestre supremo, sabe, enquanto nós estamos aprendendo a conhecer.

Apóstolo significa enviado. Assim é chamado o que propaga uma ideia ou doutrina, razão pela qual um apóstolo é bem mais que um discípulo, óbvio. Ele é o que opera em nome do mestre, é o que representa o mestre, motivo pelo qual pode-se dizer que todo apóstolo é um educador por excelência. Pode-se dizer, com tranquilidade, que ele é um condutor do espírito. E discípulo, por sua vez, é aquele que aprende. É o que se acha em fase de aprendizagem, que está aprendendo, que está assimilando. E esse título de discípulo é conferido pelo divino mestre a todos os homens de boa vontade, sem distinção de situação e classe.

E preste atenção no seguinte porque é importantíssimo: diante da grandeza do universo todos nós somos sempre alunos. Disso nós não temos como nos esquivar.

De algum modo somos o discípulo ou o aprendiz e nunca poderemos abrir mão disso.

É algo muito claro. Por mais que possamos transferir padrões recebidos para o plano operacional de cooperação e ajuda, auxiliando a outros na linha de aprendizagem, nunca perderemos a nossa condição de alunos e aprendizes. O professor tem certos conhecimentos que o aluno ainda não tem, certo? Porque o que o aluno tem é proposta de aprendizado. Mas por maior que seja o investimento no mecanismo de educação de alguém, por mais ampla que venha a ser a sua transferência da informação para o plano prático, por mais extensa que seja a sua capacidade de fazer e operar conforme o aprendizado, ele nunca perderá a condição de discípulo.

É um fato. Então, não adianta achar que chegamos ao topo do conhecimento e ponto final. 

Por mais que saibamos nós sempre teremos coisas novas para aprender, porque o aprendizado não cessa jamais e nós sempre teremos nossos preceptores ou professores acima de nós. Sem contar que o título mais extraordinário de um mestre ou professor é o reconhecimento natural de ser discípulo ou aluno.

O ensinamento define de forma clara que todos nós temos duas posições que trabalham conjugadas. Ou seja, na aprendizagem somos todos discípulos e também mestres.

Neste mundo, todos os homens são, ao mesmo tempo, mestres e discípulos. Todos ensinam e aprendem. No fundo, todos nós, sem exceção, temos a capacidade ou condição de recolher como aprendiz e cada um de nós tem, ao mesmo tempo, facetas para cooperar, ajudando e auxiliando nos níveis mais diferenciados.

Ficou claro? Por um lado, mobilizamos a linha de passividade pela qual recebemos os direcionamentos ativos daqueles que podem nos ajudar, e por outro nós temos também a linha ativa que nos dá condições operacionais junto daqueles que passivamente entram em relação conosco. Então, temos sempre um papel de aprendiz conjugado a um papel de cooperação, de colaboração e de professor.

O professor trabalha com o aluno, certo? Todavia, aquele que ensina também aprende.

Se enganam aqueles que acham que por ele estar na frente ensinando ele não está aprendendo nada, que ele está apenas ensinando. O professor também aprende muito durante a aula. É claro que aprende. Afinal, o professor também está embasado na mesma proposta educativa. Para se ter ideia, é muito comum alguém situar-se como aluno de um terceiro e, ao mesmo tempo, professor de um outro. Normalmente, um professor é aquele que sabe estudar. Concorda? Ele está sempre em um processo de aprimoramento e de melhoria de recursos, tanto de recursos informativos como de recursos técnicos para desempenhar melhor o seu trabalho. Sem contar que o professor, muitas vezes, é um necessitado tão grande ou maior de aprendizado que os alunos de sua turma.

E o ensinamento vai além: "Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu Senhor." (Mateus 10:25)

Então, uma coisa é fato, nós nunca estamos na posição isolada de discípulos ou de mestres. Nunca. Se você acha que não é mestre, esquece isto. Você está enganado. Pois guardada a devida distância, claro, todo mundo no planeta tem um pouco de mestre.

Mas o discípulo não é aquele que sai fazendo as coisas em nome de Jesus naquele sentido de realizar conforme as suas instruções: "Eu estou aqui em nome de Jesus, sou o novo discípulo, e pronto". Não. Não vamos exagerar. Também não é por aí. Vamos entender: o discípulo é aquele que naturalmente está aprendendo.

Mas no fundo temos que levar em conta que o discípulo tem responsabilidade também, e ninguém vai evoluir de forma efetiva se não avocar o título de mestre. Ficou claro agora? Isso é algo bonito demais de entender. Mostra que o discípulo, no plano consciente, tem que envergar a condição de mestre. Um tem que ser igual ao outro. Isto é, pela capacidade de discípulo nós recebemos informações e pelas possibilidades de mestre nós fixamos o conceito e o adquirimos de modo definitivo. Por outro lado, todo aquele que se predispuser a ensinar sem se esforçar a aprender, jamais será um bom instrutor.

14 de abr de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 6

O NOME II

“O QUE VENCER SERÁ VESTIDO DE VESTES BRANCAS, E DE MANEIRA NENHUMA RISCAREI O SEU NOME DO LIVRO DA VIDA; E CONFESSAREI O SEU NOME DIANTE DE MEU PAI E DIANTE DOS SEUS ANJOS.” APOCALISPSE 3:5

Você sabe como era feito o registro de pessoas naquela época? Era feito mediante a inserção do nome em um livro. Quer dizer, o nome das pessoas era colocado em um livro, era listado. O nome era um processo de identificação pessoal. Está percebendo? Nascia, recebia um nome e alguém colocava esse nome na lista.

O fato do nome estar escrito no registro significava que a pessoa estava viva, que ela tinha determinados direitos. E quando a pessoa morria o nome era retirado. Se procurasse o nome e não o achasse, significava o quê? Que a pessoa morreu. Retirar o nome significava a morte ou a perda de todos os direitos do indivíduo. E, saindo dessa linha literal para o aspecto espiritual abrangente, retirar o nome do livro da vida equivale de alguma forma a perda de direitos.

Vamos tentar clarear o assunto um pouco mais. O apocalipse diz assim: "Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome." (Apocalipse 3:8) 

O nome, no sentido ampliado, essencial, que é o que nos interessa, nós vamos entendê-lo como sendo um conjunto de caracteres já existentes que se encontra presente na própria extensão universal e que a nossa acústica captou e a visão é capaz de perceber. Daí, somos agora convocados a investir nesse nome em cima da verdade. Somos convidados a investir com aproveitamento no sentido aplicativo desses caracteres assimilados.

E o texto diz mais: "O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos." (Apocalipse 3:5)

Nesse caso, vamos ter um nome que já é específico nosso. E não riscará o nome porque o "seu nome" passou a estar em perfeita correlação com o nome daquele que gerencia o amor em todo o universo. Percebeu? O nome se manifestou, passou a estar ligado à corrente natural do amor.

E mudar de nome refletia essa realidade nova, uma nova postura diante da vida. Repare que Saulo mudou de nome. Allan Kardec também precisou de um nome novo. Então, nós passamos a ter um nome específico, não fazemos mais em nome de.

A vida é assim, quando começamos a agir em nome próprio nós passamos a adotar uma decisão de foro amplamente pessoal. Em outras palavras, em nome de nós branqueamos o vestido e com o nosso nome, mas sob a tutela de, passamos a ter a posse efetiva do vestido branco.

O que estamos querendo dizer? Que inicialmente nós investimos em nome de, para depois passarmos a operar como possuidores daqueles caracteres. Por enquanto nós temos que fazer em nome de, até que venhamos a ter o nosso nome devidamente referenciado e aprovado pelas hostes que trabalham ao nível da própria consciência. Eu espero que esteja dando para você entender, porque assunto é complexo.

Tem muita coisa que você faz em seu nome. Não tem? Você atua em nome próprio nas coisas que você domina, que você faz, que você acredita. Assim, tudo aquilo que diz respeito à nossa operação em nome de é algo que nós realizamos fundamentados na fé dos outros, na orientação dos outros, debaixo das instruções ou do encaminhamento dos outros. Até o momento em que podemos dizer em nome do Cristo ou em nome de Deus. Aí sim, passa a ser nossa conquista.

O processo ocorre da seguinte forma: a princípio recebemos um contingente de informações que o nosso plano íntimo avalia ao nível de sentimento e razão. Ele avalia e a gente passa a operar em nome da fé. E operando em nome de uma fé clara e lúcida nós incorporamos o padrão que deixa de ser ao nível da fé, para ser ao nível da clareza, da consciência informativa e da experiência adquirida.

Está certo que ainda temos dificuldade para transformar o que é em nome de em ação realizadora pessoal, no entanto operamos e depois que conquistamos a tranquilidade operacional nós começamos a sentir que se trata de uma movimentação operacional de valores que já entendemos e depreendemos que seja importante. Quer dizer, aquilo surge como uma extensão natural.

Já ficou claro para nós que todo primeiro passo que damos é em nome de. Até aí eu acho que não há nenhuma dúvida. É algo que precisamos entender bem. E você lembra daquela colocação do apóstolo Paulo de que "em parte conhecemos, em parte profetizamos"? Ele sugere isso. Isto é, de certa forma nós operamos em nome de (que corresponde às profecias, aos valores que investimos) e também em nosso nome (que é a ação com base naquilo que conhecemos). 

Então, por enquanto nós temos que fazer em nome de até termos o nosso nome referenciado. Será que deu para entender? Nós temos a pseudo-vivência em nome de e temos a vivência plena, que já não é mais em nome de ninguém, mas dentro da nossa autenticidade pessoal.

Começamos a operar em nome de. Sempre é assim. Nós sempre operamos em nome de. 

Por enquanto a gente reza e opera em nome de Jesus, pois ele nos ensinou que pedindo assim e fazendo assim dá certo. E na hora em que operamos em nome de, e uma resposta nos chega homologando a proposta, aí deixa de ser em nome de. Quer dizer, com a experiência da prática a gente sai do nome de e passa a viver em função do nosso próprio nome. Adiante, após aprendermos a operar, tiramos o nome de fora e passamos a operar com o nosso próprio valor conquistado para lá na frente, almejando novas conquistas, voltarmos a operar em nome de novamente. Deu uma ideia? É o lance da ida e do retorno, do fluxo e do refluxo.

É assim que funciona.

Diante da linha de conhecimento que nos visita, o mecanismo da evolução é esse.

Agora, para sermos bem sucedidos no investimento temos que fazer sabe o quê? Não negar o nome. ("Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome". Apocalipse 3:8) E não negar o nome significa investir na fé.

No momento em que recebemos uma informação em nome de, e nos lançamos ao processo de vivência, que nos lançamos ao plano aplicativo dessa informação, passamos a ser componentes irradiadores desses valores. Percebeu a responsabilidade?

E quando o texto diz "guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome", sabe o que ele está querendo dizer? Que a mensagem não foi corrompida, não foi distorcida, ela não foi desvirtuada, não foi maculada. Que o valor superior que chegou (porque se trata de padrão superior), a sua consciência já admite como correto e você tem se esforçado a nível prático para conquistá-lo. Que o investimento tem sido feito por meio de uma ação coerente naquilo que você, às vezes, não faz, mas a sua clareza mental endossa.

Deu para entender? Em outras palavras, você não negou o nome. Isto é, não agiu de modo hipócrita, não agiu de modo distorcido, você não mentiu, não enganou e não feriu consciencialmente a sua intimidade. Muito pelo contrário, pela sua ação coerente você depositou um grau de confiabilidade no nome exercendo aquilo que, embora não seja a expressão concreta dos seus valores, é a soma de padrões que o seu campo mental examinou e homologou como sendo válido.

E o inverso dessa atitude positiva é negar o nome.

Porque esse ensinamento se refere ao sentido aplicativo, a como se vive a palavra assimilada.

"E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e está morto." (Apocalipse 3:1)

Repare a expressão "tens nome de que vives e está morto". Parece complicado, não parece? Mas vamos explicar. Ter o nome de que vive e estar morto quer dizer que a criatura conhece apenas o nome. Certo? Conhece o nome, mas somente na teoria. 

Ela pode ter o conhecimento de determinada filosofia com as suas regras e os seus direcionamentos, pode conhecer o evangelho e até entender as suas passagens, todavia ela vive, ainda, fora de uma realidade de vida que esse nome propõe. 

Ficou claro? Porque no que diz respeito ao plano de vivência, à faixa aplicativa, a vida dele pode ser uma vida boa para ele, mas para quem tem um aperfeiçoamento maior, para quem já tem uma visão mais abrangente, para quem observa de uma ótica mais elevada, ele está morto. Quer dizer, o que ele vive no fundo não é vida, é morte!

Ele acha que está vivendo, mas não está. Quantas pessoas nós observamos nessa situação. Falta aquela linha de coerência necessária entre o que sabe e o que faz. 

E esse lance de conhecer apenas na linha teórica não é conhecimento, é pseudo-conhecimento. O indivíduo conhece apenas o nome, não tem a vivência efetiva, e só a vivência efetiva é que solidifica. Então, no fundo ele não vive, ele está morto.

Jesus, o maior amigo da humanidade, conhecedor das nossas fraquezas e dos nossos ideais, nos ensina o modo de nos elevarmos. Pois à medida em que vamos usando de discernimento nós passamos a operar em um plano mais elástico, mais extenso, o que fala alto em nosso coração acerca da necessidade de operarmos com confiança em cima do conhecimento legítimo recebido.

Nessa passagem da pesca é fácil notar que após receber a linha teórica Simão Pedro titubeou. Não foi? Ele ficou receoso em lançar novos esforços após os primeiros insucessos.

Os discípulos achavam que estavam sozinhos, mas não estavam, porque o texto revela que sob a orientação decisiva do mestre eles "colheram uma grande quantidade de peixes". Deu para perceber o verbo? Colheram. No plural.

Logo, o que a gente conclui? Que seguindo os ensinamentos superiores com firmeza e dedicação a gente chega, a gente colhe, a gente conquista. Nós podemos até achar que em determinados momentos estamos sozinhos, mas não estamos. Esse é o grande detalhe: a gente acha que está sozinho, mas não está.

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