3 de jan de 2017

Cap 59 - Ame a Sua Família - Parte 8

O COMEÇO É NA FAMÍLIA I

“JESUS, PORÉM, NÃO LHO PERMITIU, MAS DISSE-LHE: VAI PARA TUA CASA, PARA OS TEUS, E ANUNCIA-LHES QUÃO GRANDES COISAS O SENHOR TE FEZ, E COMO TEVE MISERICÓRDIA DE TI”. MARCOS 5:19

“ENTÃO, ENQUANTO TEMOS TEMPO, FAÇAMOS BEM A TODOS, MAS PRINCIPALMENTE AOS DOMÉSTICOS DA FÉ.” GÁLATAS 6:10

A consanguinidade marca um grau de aproximação prioritária. Você concorda?

Onde é que estão os espinhos da nossa vida? Estão representados naqueles indivíduos que nós temos que conviver com eles. Aquelas peças que a gente não gostaria, mas que não dá para fugir. Não é isso? Elas precisam estar conosco porque nós daqui para a frente temos uma responsabilidade maior com o próprio destino.

Às vezes, queremos ficar livre de alguém, só que não podemos viver sem esse alguém. 

Talvez a gente não possa. Se fosse um desconhecido a gente não sabe o que faria, mas como é da família a gente mantém outra postura. A gente queria largar, deixar para lá, sair, mas a gente volta. Então, a família tem essa ligação fantástica. Define aqueles valores mais próximos, junto de nós, porque esses valores próximos é que realmente formam o painel onde estão presentes as nossas necessidades mais imediatas, mais emergentes.

Os familiares são aqueles com quem nós vivemos mais de perto. Podem ser aqueles que integram o nosso grupo de trabalho, como podem também ser os integrantes do nosso círculo pessoal mais próximo. O importante é que consiste em uma comunidade mais reduzida a definir o nosso âmbito de ação. Essa é a família.

E é daí que surge o problema instaurador, o lance dinamizador e aferidor da conquista.

Observe para você ver. O mestre, por ocasião da cura de um endemoninhado, ao invés de júbilos antecipados, o que ele fez? Recomendou ao companheiro o seu retorno ao ambiente caseiro: "Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti". (Marcos 5:19) Lição de profundidade pela qual o grande amigo da humanidade nos orienta a reconhecer que é no círculo mais íntimo, seja no lar ou no trabalho, que nos cabe patentear a solidez das virtudes adquiridas.

E preste bastante atenção no que eu vou dizer: é no próprio plano em que nós estamos situados, por mais triste e difícil que ele seja, por mais complexa que seja a nossa experiência nesse ambiente, que nós vamos encontrar o campo para melhorar. O campo para criar o piso de ascensão e realizar o nosso salto de qualidade.

Não tem outra, o lar vem para nós como oportunidade preciosa de redenção e progressão.

Sintetizando: o lar é o centro essencial dos nossos reflexos. Então, aqueles que nos unimos na faixa mais próxima de relacionamento, e com quem geralmente temos problemas, são instrumentalidades a nível didático para nos ajudar a coletar os valores de que precisamos para nos projetar.

E sabe por quê? Simples. Eu tenho certeza que todos nós aqui, indistintamente, já trabalhamos sensibilizados com as faixas do amor e da caridade. No entanto, pense comigo, você acha que estamos fazendo caridade para quem? Para o desconhecido? 

Não. Definitivamente não! Por enquanto estamos trabalhando é com a família. Não é para desanimar, mas nós não temos ainda uma capacidade de operar de modo abrangente com a grande sociedade. Nós ainda temos uma necessidade, embora inconsciente, de resolver os nossos problemas de vinculação muito pessoais ainda. Você já pensou nisso?

Se você quer sair de casa, tudo bem, mas se você quer sair de casa para ficar livre do grupo, você vai ter é problema, porque você vai ter que voltar amanhã, talvez em situação bem pior, pedindo abrigo a esse mesmo grupo que está abandonando. Então, se você vai sair, não tire-os da sua linha de interesse, de cogitação. Talvez é preciso sair para ajudar melhor, mas a responsabilidade maior está ali dentro.

E não vamos nos esquecer de outra coisa: grandes ensinamentos de Jesus foram ministrados no seio da família.

Quer exemplos? Sua primeira revelação foi num casamento em Caná, entre os júbilos sagrados da família. Certo? A primeira manifestação de Jesus diante do povo foi a multiplicação das alegrias familiares em uma festa de núpcias, em pleno aconchego doméstico. A primeira instituição visível do cristianismo, qual foi? A moradia simples de Simão Pedro na cidade de Cafarnaum. Muitas vezes, visitou Jesus as casas residenciais de pecadores confessos, acendendo novas luzes nos corações. E a última reunião com os discípulos verificou-se, também, no cenáculo doméstico.

O nosso processo de doação, especialmente agora que temos recebido uma faixa informativa mais ampla no campo do evangelho, deve ser feita junto dos corações que nós, direta ou indiretamente, nos relacionamos. Vale sempre a pena repetir: nós ainda, quem sabe, não estamos preparados para amar aqueles que estão distantes das nossas cogitações mais próximas no campo das expressões vibratórias.

Não estamos muito treinados, se é que eu posso usar essa expressão, a ter uma sensibilidade mais ampliada com os outros mais distantes de nós. Está entendendo? 

É lógico que é melhor fazer o bem aos que vivem longe do que não fazer bem algum. Devemos, sem dúvida alguma, ajudar os outros o quanto nos seja possível, no entanto temos a obrigação de ser igualmente bons para com aqueles que convivem mais tempo conosco. Devedores de muitos séculos que somos, temos em casa, no trabalho, no caminho, no ideal e nos parentes as nossas principais testemunhas de quitação. Normalmente, a nossa evolução começa com aqueles que a misericórdia divina colocou mais próximos de nós, dentro do lar.

Por isso, não podemos nos descuidar das situações que existem no lar para irmos aquecer, de imediato, o próximo que se encontra um pouco além do nosso lar.

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