5 de fev de 2017

Cap 59 - Ame a Sua Família - Parte 12

A SIMPATIA

Em se tratando de qualidade de vida eu não estou aqui para dar receita para ninguém porque também estou atrás dela, todavia o que temos aprendido é que só teremos melhoria das nossas condições pessoais quando extrapolarmos a linha da justiça.

Ou, como disse Jesus Cristo, quando a nossa justiça exceder a dos escribas e fariseus.

Para começar, no mínimo nós temos que fazer com que a nossa presença agrade aos outros.

Está percebendo? No mínimo nós temos que ser gentil e alegre com aqueles que nos cercam. Se desejamos recolher amor e paciência nas manifestações do próximo, temos que saber distribuí-los com todos aqueles que nos partilham a marcha. E para isso nós temos a amizade, que envolve o circuito de valores de ordem afetiva, propicia uma corrente de afetividade e quebra a resistência entre os seres.

Pense comigo, pelo carinho e pela empatia que exteriorizamos aos outros o que se sucede? Criamos uma série de conexões felizes. E simplesmente é impossível dar passos adiante com segurança e felicidade sem criarmos faixas vibracionais de simpatia.

Então, guarde isso e leve com você para onde for.

E mais, ninguém é simpático apenas com a utilização das palavras. A palavra é o primeiro passo, mas a simpatia pressupõe ação. Resultado: é indispensável cedermos de nós a fim de recebermos dos outros o auxílio de que necessitamos.

Todos nós, sem exceção, suspiramos cada vez mais por novas e verdadeiras amizades, não é? E o que devemos fazer para ter amigos? Se almejamos afetos marcados de altos valores é indispensável começarmos a ser para os outros o amigo ideal. 

Como? Tornando-nos interessados pelos semelhantes, sabendo entendê-los no patamar em que se encontram e aprendendo a amá-los. E aguardar a oportunidade de fazer algo por eles. Fazer o quê? Algo que estivermos certos de que eles gostariam que fosse feito.

Daí, a gente observa que o parente complicado dentro de casa, o chefe intransigente e difícil, o colega cheio de problemas, todos esses são elementos que nós precisamos efetivamente compactar no processo de abertura e de penetração mais tranquila no terreno da simpatia. Está dando para você entender?

Nós temos que aprender a sorrir para as pessoas, aprender a cultivar a simpatia.

No fundo, nós somos é muito bobos. Ficamos cultivando coisinhas bobas que no fritar dos ovos não nos levam a lugar nenhum. Nós precisamos transformar a nossa linha de relacionamento com a vida, com os seres, com as coisas, com os fatos, com as circunstâncias que chegam em uma linha em que estejamos bem dentro dela.

E sabe de uma coisa? Infeliz daquele que não sabe e não quer aprender a assimilar com carinho o sorriso e expressões de segurança que alguém pode lhe oferecer.

A cada momento nós estamos interagindo com as pessoas e é importante aprendermos algo novo. Porque estamos matriculados em uma escola em que visamos acertar.

Amar é o quê? É soltar algo para além de. Concorda? Amar é exteriorizar algo para além do que nos é exigido. E pressupõe, como sugere o evangelho, algo especial.

Não existe um modelo específico de conduta para agirmos. No entanto, diante daquelas pessoas que nos são muito simpáticas é conveniente nós reduzirmos a manifestação de afetividade mais intensa com elas quando em contato com outras que, por sua vez, não nos agradam tanto. Será que deu para acompanhar? É bom, para início de conversa, reduzirmos isso. Não significa que devemos reduzir a afetividade não, mas reduzir a manifestação. Porque nós temos uma tendência natural de nos apegarmos àqueles que sorriem do nosso lado.

Quanto àqueles que ficam de cara feia, o ideal é nós tentarmos enxertar alguma coisa de positivo neles.

E para isso o interessante é fazermos algo de especial. Quer um exemplo? No geral, eu passo por uma pessoa do meu cotidiano, falo bom dia rapidinho e saio de perto logo porque eu não gosto dela. Ok? Geralmente, nesses casos acontece assim. Todavia, eu posso experimentar algo novo. Ao invés de passar por ela, apenas falar bom dia de forma séria e sair fora eu aprendo que o melhor é dar um sorriso.

Está percebendo o sentido? Eu falo bom dia, mas com um sorriso. A pessoa não sorri, eu começo a sorrir. Eu encontro com ela e dou um sorriso. O sorriso é o especial. Ou seja, o bom dia é o comum, o natural, o que é esperado. O especial é o sorriso.

E quando eu começo a aplicar isso eu passo a notar que o meu sistema de vida começa a se ampliar.

E em muitos casos essa criatura até se aproxima. Porque eu eliminei resistências e abri o campo para novos padrões. Isso não pode acontecer? E eu acabo também me aproximando. Então, o que aconteceu? Houve um ajuste. Quebrou aquele clima ruim.

Quantos casos desse tipo, que culminam em boas relações, nós não presenciamos?

Em quase todos os lugares isso acontece. Às vezes, no princípio a criatura chega, olha assim meio estranho. E hoje, como está? Os dois se tornaram amigos. Já saem juntos, um dando carona para o outro. Não acontece? E seria muito bom se a nossa evolução fosse por aí, pela exteriorização da simpatia, mas o problema todo é que nós ficamos criando e mantendo sistemas duros de resistência.

Tem uma situação muito comum no campo dos relacionamentos que quem não está vivendo ainda vai viver, com certeza. Tem uma pessoa que você não tolera. Ela não te entusiasma, você não sente a menor simpatia e você logo começa a cultivar um pensamento separatista em relação a ela. Se você vai a uma festa em que ela também foi convidada você logo pensa: "Tomara que ela não venha, que ela não apareça." Se a coisa chegou a esse ponto e você não fica nem um pouco feliz se ela estiver próxima, a dica é: corta isso. Ok? Descaracteriza essa ideia.

Não segue por essa linha não. Você está estudando o evangelho e o evangelho não é somente para ser estudado. É para ser aplicado. Em todas as situações e com todas as pessoas.

Se tem alguém com quem você não sente simpatia comece por mudar o seu ponto de vista.

Comece por ver algum ponto positivo nele. Todo mundo tem. Procure alguma coisa nele que possa lhe gerar simpatia. Comece a procurar. De repente ele é uma pessoa muito correta, tem uma maneira interessante de falar ou algo assim. 

Comece a bater nesse ponto. Quando ele estiver em sua presença, quebre a resistência. Faça a simpatia partir de você. Não chegue perto dele com a cara fechada, o semblante pesado, amarrado. Lembre-se: quem tem a obrigação de viver o que o evangelho ensina é quem o estuda. Vá por esse caminho. Quem sabe se em pouco tempo a coisa não abre e você altera a sua ótica: "Puxa, eu estava vendo e analisando de uma forma distorcida. Não é que fulano é tão bacana!"

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