8 de abr de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 5

O NOME I

“E, RESPONDENDO SIMÃO, DISSE-LHE: MESTRE, HAVENDO TRABALHADO TODA A NOITE, NADA APANHAMOS; MAS, SOBRE A TUA PALAVRA, LANÇAREI A REDE.” LUCAS 5:5

“E  SOFRESTE, E TENS PACIÊNCIA; E TRABALHASTE PELO MEU NOME, E NÃO TE CANSASTE.” APOCALIPSE 2:3

O que Simão Pedro fez? Titubeou! Não foi isso? Trabalhamos toda a noite e nada apanhamos (no plural), mas sob tua palavra lançarei a rede. Percebeu a questão? "Mas sob tua palavra lançarei a rede". No singular.

Então, essa busca no sentido positivo significa operar com confiança sob a instrumentalidade que é a palavra recolhida. Se somos continuamente desafiados para adotarmos uma postura de renovação interior, a mensagem do evangelho nos fala da necessidade de adesão clara e segura do trabalho a ser feito sob a tutela do Cristo. Nossa tarefa legítima e autêntica começa sob a base do Cristo. Para evoluir temos que olhar para a frente, não para trás. E para aprendermos sob o influxo do amor temos que trabalhar sob a base do Cristo, e não sob a base de Moisés.

Nosso processo de candidatura com vistas ao alcance de uma vida mais plena, no campo que diz respeito à superação de nós mesmos, sempre começa em nome de.

É algo que precisamos entender. Todo o processo que visa a superação de nós mesmos sempre será em nome de. Todo o mecanismo de evolução consciente se dá em nome de.

Qualquer eleição de uma maneira de viver com sintonia e naturalidade vai depender de um investimento que fizermos em nome de. Em todo início de tarefa nova, após o conhecimento adquirido pelo intelecto, nós investimos em nome de. De princípio, toda a nossa conquista é feita em nome de. É trabalhar em nome de, não em função nossa.

Por exemplo: em meus estudos eu tenho aprendido que perdoar é importante. O evangelho diz isso. Aí eu chego em casa e tenho um atrito com alguém. Tenho um desentendimento com um familiar ou uma discussão com algum parente. Isso me chateia, eu vou para o meu quarto aborrecido, mas penso comigo mesmo: "Em nome daquilo que tenho aprendido, eu vou esquecer." E esqueço, e aquilo vira coisa do passado. Quer dizer, eu perdôo em nome de. Ficou entendido? Nós perdoamos em nome de.

O aluno coloca em prática um determinado conceito que aprendeu com base no nome do professor. Não é assim que funciona? "Eu aprendi com o professor que a fórmula é essa. Como é mesmo que ele falou? Ah, me lembrei! Ele falou assim." E aplica a fórmula em nome da regrinha que ele aprendeu.

Quando um leitor coloca em prática algo que leu em um livro, as suas primeiras movimentações são no sentido de fazer em nome de. Não é? "O autor do livro sugere fazer dessa forma, e eu estou achando que isso funciona." E ele faz. Deu para ter uma ideia? Ele passa a agir conforme o que aprendeu.

gente tem por uma tendência natural imitar pessoa ou pessoas que temos como referência, que são referência para nós. Daí a gente nota que de certa forma vigora uma linha imitativa, que é muito normal em todos os sentidos. Quer dizer, a filha imita a mãe, o filho imita o pai, o aluno imita o seu professor, e daí por diante. Não é assim? Existe sempre uma linha de imitação e a imitação não quer dizer que é apenas um plágio. Ela não funciona apenas como uma cópia daquilo que o outro faz. Não. A verdade é que ela surge também como uma necessidade da criatura de se apoiar na área específica em que opera.

Agora, qual o parâmetro que nós temos que usar para avaliar e aferir se a palavra ou o valor recebido é confiável? Só tem um: é utilizar a fé consciente. Como? Mediante a união da razão e do sentimento. De início, nós temos que acionar a fé com base na nossa claridade racional, operar em nome daquilo que o nosso bom senso e razão homologam. Trabalhamos em nome de porque investimos naquilo que a razão indicou como sendo o correto e a fé homologou essa percepção racional. Deu para perceber? É por aí que nós passamos a entender.

Entender o quê? Que aquilo está coerente, que aquilo não está contrariando a lei universal, que não está atropelando o bom senso. Em outras palavras, investir em nome de significa investir naquilo que a razão indica como sendo o correto.

É por aí que nós pegamos uma obra, por exemplo, estudamos, elaboramos e fazemos todo um contexto informativo de segurança. Igual um empresário quando vai fazer um investimento. O empresário analisa uma variedade de fatores. Não analisa? Estuda as potencialidades da região e uma série de outros fatores para poder investir. Ele aplica o dinheiro e nós aplicamos a proposta íntima.

E o que concluímos disso? Que precisamos criar componentes de segurança que decorrem, muitas vezes, dos levantamentos que fazemos em cima do conhecimento e da autoridade de outros.

Inicialmente, vamos estudando a mensagem e incorporando gradativamente parcelas a serem adotadas. Parcelas estas que são capazes de nos propiciar firmeza na caminhada. Depois a gente analisa. Fazemos uma avaliação prática, quer dizer, decompomos a fórmula recebida e concluímos que ela é adequada, que é correta e que tem tudo para funcionar. E confiamos: "Ele fez isso, me orientou, me ensinou e tal. Fez todo um esquema para mim." A gente se dota de coragem e se lança. Porque vamos baseados em fulano ou cicrano. Fazemos em nome de. E isso é que é o gostoso da vida. Não é? Cada qual se lança, com o seu grau evolutivo e a sua capacidade de ação.

E todo processo nosso no plano educacional consciente é operado em nome de.

Não em nossa própria autoridade, porque não a possuímos. Mas temos que ir muito mais além. A sedimentação desses padrões novos só podemos tê-la na capacidade operacional em nome do Cristo. Está dando para acompanhar? Todo sistema de aprendizado e realização necessita ter uma parcela atribuída ao Cristo.

A nossa tarefa, por mais legítima ou autêntica que seja, começa sempre sobre a base do Cristo. Sempre. E tanto é assim que o próprio evangelho nos fala "fizer em meu nome", "tudo que pedis em meu nome", "e sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste" (Apocalipse 2:3). É tudo em nome de e o próprio evangelho diz que se pede em nome de.

Estamos enfatizando isso porque é algo que tem que ficar muito claro. Temos que trabalhar em nome dele, que está nos orientando e ensinando. Não em função nossa, porque em nosso nome guardamos muitas dúvidas ainda. Perfeito? Todo trabalho ao nível de uma fé consciente tem que ser elaborado em nome do Cristo. Se nós investimos na esperança, o nosso trabalho é em nome dele, porque em nosso nome nós ainda guardamos várias dúvidas. Ficamos, às vezes, com dúvidas se a gente vai ou não vai, se vai dar certo ou não vai.

E a gente tem que ir. Tem que se lançar com os próprios potenciais. Tem que lançar do próprio barco.

E com fé na palavra de Jesus nós sempre encontramos os elementos necessários para a nossa ascensão espiritual. Agora,  a iniciativa tem que ser toda nossa. Não podemos nos esquecer: é agora ou não é. E a gente lança sozinho.

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