20 de abr de 2017

Cap 60 - A Pesca Maravilhosa (2ª edição) - Parte 7

MESTRE E DISCÍPULO I

“24NÃO É O DISCÍPULO MAIS DO QUE O MESTRE, NEM O SERVO MAIS DO QUE O SEU SENHOR. 25BASTA AO DISCÍPULO SER COMO SEU MESTRE, E AO SERVO COMO SEU SENHOR.” MATEUS 10:24-25

O mestre nós sempre vamos entendê-lo como sendo aquele que pode ensinar aos outros.

Porque ele reconhecidamente tem mais sabedoria ou capacidade de ação. Isso tem que ficar claro. Jesus, por exemplo, o mestre supremo, sabe, enquanto nós estamos aprendendo a conhecer.

Apóstolo significa enviado. Assim é chamado o que propaga uma ideia ou doutrina, razão pela qual um apóstolo é bem mais que um discípulo, óbvio. Ele é o que opera em nome do mestre, é o que representa o mestre, motivo pelo qual pode-se dizer que todo apóstolo é um educador por excelência. Pode-se dizer, com tranquilidade, que ele é um condutor do espírito. E discípulo, por sua vez, é aquele que aprende. É o que se acha em fase de aprendizagem, que está aprendendo, que está assimilando. E esse título de discípulo é conferido pelo divino mestre a todos os homens de boa vontade, sem distinção de situação e classe.

E preste atenção no seguinte porque é importantíssimo: diante da grandeza do universo todos nós somos sempre alunos. Disso nós não temos como nos esquivar.

De algum modo somos o discípulo ou o aprendiz e nunca poderemos abrir mão disso.

É algo muito claro. Por mais que possamos transferir padrões recebidos para o plano operacional de cooperação e ajuda, auxiliando a outros na linha de aprendizagem, nunca perderemos a nossa condição de alunos e aprendizes. O professor tem certos conhecimentos que o aluno ainda não tem, certo? Porque o que o aluno tem é proposta de aprendizado. Mas por maior que seja o investimento no mecanismo de educação de alguém, por mais ampla que venha a ser a sua transferência da informação para o plano prático, por mais extensa que seja a sua capacidade de fazer e operar conforme o aprendizado, ele nunca perderá a condição de discípulo.

É um fato. Então, não adianta achar que chegamos ao topo do conhecimento e ponto final. 

Por mais que saibamos nós sempre teremos coisas novas para aprender, porque o aprendizado não cessa jamais e nós sempre teremos nossos preceptores ou professores acima de nós. Sem contar que o título mais extraordinário de um mestre ou professor é o reconhecimento natural de ser discípulo ou aluno.

O ensinamento define de forma clara que todos nós temos duas posições que trabalham conjugadas. Ou seja, na aprendizagem somos todos discípulos e também mestres.

Neste mundo, todos os homens são, ao mesmo tempo, mestres e discípulos. Todos ensinam e aprendem. No fundo, todos nós, sem exceção, temos a capacidade ou condição de recolher como aprendiz e cada um de nós tem, ao mesmo tempo, facetas para cooperar, ajudando e auxiliando nos níveis mais diferenciados.

Ficou claro? Por um lado, mobilizamos a linha de passividade pela qual recebemos os direcionamentos ativos daqueles que podem nos ajudar, e por outro nós temos também a linha ativa que nos dá condições operacionais junto daqueles que passivamente entram em relação conosco. Então, temos sempre um papel de aprendiz conjugado a um papel de cooperação, de colaboração e de professor.

O professor trabalha com o aluno, certo? Todavia, aquele que ensina também aprende.

Se enganam aqueles que acham que por ele estar na frente ensinando ele não está aprendendo nada, que ele está apenas ensinando. O professor também aprende muito durante a aula. É claro que aprende. Afinal, o professor também está embasado na mesma proposta educativa. Para se ter ideia, é muito comum alguém situar-se como aluno de um terceiro e, ao mesmo tempo, professor de um outro. Normalmente, um professor é aquele que sabe estudar. Concorda? Ele está sempre em um processo de aprimoramento e de melhoria de recursos, tanto de recursos informativos como de recursos técnicos para desempenhar melhor o seu trabalho. Sem contar que o professor, muitas vezes, é um necessitado tão grande ou maior de aprendizado que os alunos de sua turma.

E o ensinamento vai além: "Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu Senhor." (Mateus 10:25)

Então, uma coisa é fato, nós nunca estamos na posição isolada de discípulos ou de mestres. Nunca. Se você acha que não é mestre, esquece isto. Você está enganado. Pois guardada a devida distância, claro, todo mundo no planeta tem um pouco de mestre.

Mas o discípulo não é aquele que sai fazendo as coisas em nome de Jesus naquele sentido de realizar conforme as suas instruções: "Eu estou aqui em nome de Jesus, sou o novo discípulo, e pronto". Não. Não vamos exagerar. Também não é por aí. Vamos entender: o discípulo é aquele que naturalmente está aprendendo.

Mas no fundo temos que levar em conta que o discípulo tem responsabilidade também, e ninguém vai evoluir de forma efetiva se não avocar o título de mestre. Ficou claro agora? Isso é algo bonito demais de entender. Mostra que o discípulo, no plano consciente, tem que envergar a condição de mestre. Um tem que ser igual ao outro. Isto é, pela capacidade de discípulo nós recebemos informações e pelas possibilidades de mestre nós fixamos o conceito e o adquirimos de modo definitivo. Por outro lado, todo aquele que se predispuser a ensinar sem se esforçar a aprender, jamais será um bom instrutor.

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