8 de ago de 2017

Cap 61 - Livre-Arbítrio (2ª edição) - Parte 1

CONCEITOS INICIAIS I

“TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVÉM. TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS EU NÃO ME DEIXAREI DOMINAR POR NENHUMA.” I COR 6:12

“TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVÊM; TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS EDIFICAM.” I COR 10:23

“EM LUGAR DO QUE DEVÍEIS DIZER: SE O SENHOR QUISER, E SE VIVERMOS, FAREMOS ISTO OU AQUILO.” TIAGO 4:15

“O CORAÇÃO DO HOMEM PLANEJA O SEU CAMINHO, MAS O SENHOR LHE DIRIGE OS PASSOS.” PROVÉRBIOS 16:9

A palavra arbítrio diz respeito àquela resolução que depende apenas da vontade.

Daí, nós vamos entender o livre-arbítrio como sendo a liberdade de manifestação das ações humanas. É o poder que cada individualidade tem de decidir e agir por si mesma, de ser independente. E trata-se de uma concessão ímpar, um mecanismo que funciona a nosso próprio benefício. Quer dizer, Deus confia à nossa consciência a escolha do caminho que queremos seguir, bem como a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós. Entendeu essa parte das influências contrárias? É que sem elas nós ficaríamos privados de nosso direito de escolha, e sem a liberdade de escolha seríamos autômatos do universo, sem a alegria sequer de vencer as lutas.

O livre-arbítrio representa a base do destino. Sobre ele se fundamenta a ação, e seu uso decorre das aspirações elevadas ou egoístas que norteiam a individualidade.

Representa o fator de escolha do caminho a seguir, em que cada espírito ilumina-se pelo discernimento para adquirir experiências que lhe cabe realizar de modo a erguer os seus próprios méritos. E não se trata apenas de escolha no campo das decisões puramente interesseiras do dia a dia, mas das opções amplas da vida.

Mediante esse direito de opção e escolha das realizações, cada individualidade investe no seu livre-arbítrio como quer, da maneira que deseja. Pode utilizar essa liberdade da melhor maneira que lhe aprouver. Pode escolher o caminho reto ou sinuoso, claro ou escuro em que mais se apraza seguir. Pode utilizar essa liberdade até mesmo para se comprometer.

O apóstolo Paulo é claro quando diz "todas as coisas me são lícitas" ( I Coríntios 6:12 e I Coríntios 10:23).

Então, fica alguma dúvida? Não! Tudo é lícito indica que tudo por ser feito, que não existe restrição no plano educacional do ser. E tanto pode tudo que nós temos no mundo criminosos e gente desregrada de tudo quanto é jeito. Logo, a regra é simples: tudo é lícito. Somos livres na escolha do caminho que queremos seguir.

A multidão esmagadora de seres humanos aprende que não há limite no uso do livre-arbítrio, que tudo pode, que tudo é permitido, e aí o que ela faz? Vai! No entanto, a verdade ensinada por Paulo não se limita ao tudo é lícito. Ela vai adiante: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém" (I Coríntios 6:12 e 10:23).

Percebeu a questão? Tudo é lícito, todavia a restrição aparece de forma velada na parte seguinte, no mas.

O problema não é a licitude, porque tudo pode; o problema não é o que podemos ou não podemos fazer, porque tudo nós podemos. O problema está na conveniência.

E por achar que o que é conveniente para nós tem que ser conveniente para os outros, tantas vezes nós entramos em dificuldades com as pessoas e vira uma bagunça danada.

Tentamos impor aos outros as nossas ideias e vontades e criamos briga com os familiares, com os vizinhos, com os colegas. O que preceitua que precisamos de critério na formação dos nossos planos de ação. Precisamos avaliar e saber decidir, afinal de contas muitas coisas que são convenientes para nós não são para os outros, e e muitas coisas que são convenientes para os outros não são para nós, e pronto.

Como não há violência no império do amor, cada individualidade tem o direito de utilizar o seu livre-arbítrio, a sua liberdade de escolha da forma que lhe convier, até mesmo para se comprometer. E é aí que está a chave da questão. O livre-arbítrio é uma faculdade que expressa o estado evolutivo do ser. Não pode ser exteriorizado sem responsabilidade por parte daquele que o utiliza, e é por isso que ele é uma das coisas mais extraordinárias que nós temos que trabalhar.

Aliás, temos aprendido que o seu uso adequado envolve uma capacidade de sensibilização no que diz respeito às faixas de sentimento, com uma claridade racional nítida de forma que a sua manifestação seja capaz de propiciar respostas favoráveis no contexto do nosso caminho. A qualidade do fruto começa na qualidade da semente.

Cada qual tem o seu livre-arbítrio e somos livres para decidir acerca de nossos atos, embora nos tornemos escravos de suas consequências. Logo, vamos saber escolher bem a nossa jornada, porque se não for com bom senso, simplicidade e calma, em uma construção positiva e segura, não adianta que vamos ter problemas na frente, vamos ter percalços na caminhada, vamos ter dificuldades, embora todo aquele que se compromete, pela escolhas menos felizes que faz, encontra o ensejo oportuno de reparar, recomeçar e libertar-se.

Ao analisar este assunto algumas pessoas costumam dizer que o livre-arbítrio não funciona tanto quanto parece, porque nem sempre vamos usufruir dessa faculdade de decidir como gostaríamos. E de fato nos situamos dentro de uma liberdade relativa.

É a pura verdade. Não podemos esquecer que ele é uma concessão divina, mas seu caráter não é absoluto. Quer dizer, ele não é amplo. Nosso livre-arbítrio é automaticamente limitado. É relativo. Tem situações que vamos querer e não vamos poder. Tem ocasiões em que somos torpedeados em nossos ideais, porque a espiritualidade entende que vamos nos complicar, que vamos criar desajuste em torno dos nossos pés. E o que ela faz? Nos cerca da mesma forma que um pai limita a ação de seus filhos, de modo a impedir que determinados fatos negativos venham a acontecer. Ficou claro? No entanto, a grandeza e a bondade de Deus estão empenhadas em abrir nosso livre-arbítrio o mais rápido possível.

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