12 de ago de 2017

Cap 61 - Livre-Arbítrio (2ª edição) - Parte 2

CONCEITOS INICIAIS II

A gente caminha elaborando sonhos e fazendo projetos, no entanto, acreditemos ou não, aceitemos a verdade ou a recusemos, nós não vamos até onde definimos como projeto. Nossa tarefa chegará simplesmente até o ponto em que o Senhor permitir. E nenhum passo além disso.

E quando chega nesse ponto, aí não tem jeito. Não adianta chorar, esbravejar, gritar, revoltar. E não vale desistir.

Todas as individualidades do planeta, e em todos os tempos, conheceram e sempre conhecerão aquele momento em que a vida não deixa ir além. Como dizem as escrituras: "Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" (Tiago 4:15), e "o coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos" (Provérbios 16:9).

Então, se cada criatura humana dispõe do livre-arbítrio para criar o próprio destino, cada qual atua em uma faixa determinada de tempo. A vida é dinâmica e nada, absolutamente nada, é para sempre. Todos os espíritos, sem exceção alguma, sejam tiranos ou santos, malfeitores ou heróis, atingem sempre um limite da estrada em que o plano maior lhes impõe uma pausa para o exame necessário.

O livre-arbítrio é uma prerrogativa relativa porque acima dele vigora o determinismo divino. Existe uma determinação divina de que cada qual tem que progredir. E não tem como fugir da evolução. Não é uma questão de querer ou não querer.

A lei divina preceitua, sem exceção, que todos nós estamos determinados a evoluir.

A lei de Deus determina o progresso para todos e o determinismo opera independentemente das nossas decisões pessoais, das nossas propostas de decisão e de escolha. Então, o determinismo é uma lei maior a vigorar em todo o universo e ele se fundamenta totalmente no componente absoluto chamado amor.

Há quem acha que o livre-arbítrio é uma conversa por causa do determinismo divino. Todavia, vamos entender que o livre-arbítrio é a abertura que temos dentro da lei de determinismo. E a manifestação do determinismo também não é absoluta, também não é fechada. Sabe porquê? Porque pela utilização adequada dos recursos da nossa liberdade de escolha, que estão sempre alterando o destino e os rumos da vida, nós podemos facilitar muitas coisas para nós.

Deu uma ideia? O livre-arbítrio influencia no plano detalhado do determinismo de maneira positiva ou negativa. A retirada do determinismo está na linha direta do bom uso do livre-arbítrio. Nosso livre-arbítrio se amplia na medida em que entendemos o determinismo divino. Quanto mais enveredamos dentro do determinismo divino mais entramos no usufruto amplo do livre-arbítrio, quanto mais se expressa em nosso entendimento o determinismo mais se abre o nosso livre-arbítrio.

E queiramos ou não, com o livre-arbítrio está entregue em nossas mãos as rédeas do destino, e cada qual vai trabalhar em função do que fez com o seu uso, do que operou de positivo ou negativo. Precisamos de responsabilidade na base das escolhas para não perdermos essas rédeas, porque é um privilégio e uma felicidade estar com as rédeas do destino nas mãos. É bom a gente ter o direito de opinar, de escolher e decidir em cima das várias facetas da vida. E eu estou dizendo isso porque com o livre-arbítrio tanto colocamos barreiras como tiramos impedimentos do nosso destino. Seres livres com limitada liberdade que somos, nosso livre-arbítrio é elástico, ou seja, podemos estendê-lo ou bloqueá-lo.

Por ele nós criamos prisão e cerceamento aos nossos passos, como abertura e libertação.

Então, vamos ter em conta que a sua ampliação vai estar na faixa direta de nossa capacidade de compreender e discernir. Quase sempre, quando cedemos à vontade superior dentro do plano de nossa caminhada, o livre-arbítrio volta na frente muito mais ampliado para nós. Quanto mais harmonia e equilíbrio de nossa parte mais o seu parâmetro se abre, e nós podemos ter o livre-arbítrio ampliado até onde fala o pensamento harmônio superior. Será que deu uma ideia?

Quanto mais nós andarmos direitinho, na lei, mais o livre-arbítrio vai se abrindo para nós. Quanto mais as nossas atitudes se distendem em favor de um interesse globalizado e não egoístico, mais ele vai sendo aumentado, sendo ampliado.

Por outro lado, quanto mais nos fechamos sobre nós próprios dentro de um encasulamento pessoal, mais restrito ele vai ficando. O livre-arbítrio é cerceado com base na utilização menos adequada dele e nós começamos a ser cerceados.

Isso acontece demais da conta. Quanto maior for a nossa invigilância, quanto maior a irreverência nossa, mais esse parâmetro se fecha. Sempre um livre-arbítrio é reduzido em função de sua má utilização. Nunca há um processo de cerceamento do livre-arbítrio por capricho divino. Todas as vezes que ele é retirado não é por vontade caprichosa de Deus, mas por irreverência e invigilância nossa.

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